O presente artigo busca através de revisões bibliográficas e pesquisas de campo entender de que forma o conteúdo Jogo, em especial o Jogo Popular, é usado como ferramenta metodológica, de ensino/aprendizado com as crianças na segunda infância, nas escolas do município de Timbaúba, na Zona da Mata Norte do estado de Pernambuco, e quais as consequências que acarretará a ausência desses conteúdos no desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo. A metodologia para a realização desse artigo foi revisão bibliográfica e pesquisas de campo. Onde na pesquisa de campo foram apresentados questionários direcionados a os Alunos, Professores e Direção. Foram visitadas oito (oito), escolas da rede municipal de ensino, nas quais 158 alunos, oito professores e oito Diretores, o que eles entendiam e de que forma o jogo contribui na formação do senso critico da criança e sua socialização.

Introdução

Este trabalho surgiu através do grande interesse pelos conhecimentos sobre jogos populares que foi despertado durante a graduação e os cursos no qual participamos sobre jogos populares e decidimos constatar como esta sendo passado esse conteúdo dentro do contexto escolar já que ele faz parte das OTMs, e observar se o conteúdo Jogos Populares estar sendo trabalhado de maneira correta à atender as exigências teóricos/praticas, já que os Jogos Populares são bastante tradicionais dentro da sociedade em nossos dias e que são passados de geração em geração.

Para Huizinga (2012), o jogo e fato mais antigo que a cultura, pois esta, mesmo em suas definições menos rigorosas, pressupõe sempre a sociedade humana; mas; os animais não esperaram que os homens os iniciassem a atividade lúdica.

A partir do momento que entendemos a importância do conteúdo Jogos Populares, dentro das aulas de Educação Física, no ensino fundamental I, buscamos, através de pesquisa de campo e revisões bibliográficas traçar uma relação do que aprendemos dentro da faculdade (FADIMAB), com o que são  realizados nas aulas de Educação Física, com crianças na segunda infância.

Pesquisa utilizando como base Huizinga (2012).  O presente artigo tem por objetivo compreender a formação das crianças através dos jogos durante o  seu desenvolvimento , priorizando o período da segunda infância.

O Jogo Popular está inserido na sociedade contribuído para sua evolução mesmo quando passado despercebido, não deixa de ser relevante, pois através dos jogos as crianças desenvolvem de forma natural e gradativa suas capacidades motoras, cognitivas e emocionais.

Entendendo toda sua importância no desenvolvimento e formação da criança, nos surgiu o seguinte questionamento: “Quais as consequências Sócio Afetivas da ausência dos Jogos Populares na segunda infância”?

O jogo tem papel fundamental no desenvolvimento da criança pré-escolar,  pois ela aprende  de modo intuitivo, adquirindo noções espontâneas, que  envolvem o ser humano por inteiro em todos os aspectos, cognitivo, afetivo, corporal e nas interações sociais. Ressalta ainda, que  a utilização do jogo na sala de aula potencializa a exploração e construção do conhecimento, pois  conta com a motivação interna, típica do lúdico. No entanto para que isso ocorra é importante que  o educador planeje suas aulas utilizando jogos bem estruturados, visando o crescimento integral da criança partindo da ideia que todos os jogos servem para exercitar, desafiar, promover o convívio, ensinar e divertir. Conforme Vegas & Casteleinis, Apud. Kishimoto (1997).

 Mesmo com tanta influencia da mídia e politicas capitalistas, o Jogo Popular se mantem vivo e apresenta varias formas e contribuições, para o desenvolvimento da criança em diferentes disciplinas.  As mesmas deixam claro que as atividades realizadas em grupo são de extrema importância para elas, pois se sentem livres das tensões geradas pelos adultos e motivadas para desenvolver atividades desprendidas, das obrigações impostas em seu dia a dia.

Segundo Melhem (2012) Aceita-se normalmente, em termos de definição, o principio de que os jogos populares valem como forma de passatempo, descanso, recreio e divertimento. Parece, contudo, que por trás deles houve sempre e há ainda um sentido estético e pedagógico que informa todas as atividades culturais.

Ficou claro que o ensino dos Jogos Populares nas escolas, foge um pouco de suas características, pois observamos que as atividades realizadas aproximavam se mais de recreações.  Talvez por não conhecerem as definições  sobre os jogos populares, ou entenderem que certos pontos não são relevantes, sabemos que  quando trabalhados respeitando suas características, possibilita aos educadores inúmeras ferramentas para contribuição no desenvolvimento e formação de seus educandos, por se tratar de uma atividade flexível em suas regras, motiva a criança ao criar e recriar e que posteriormente incentivará os mesmo a encontrar formas e soluções nos diversos momentos de sua vida.

O ensino de vários temas pode ser trabalhado, de forma bem prazerosa quando utilizados os Jogos Populares, pois os mesmos encontram se em outros diversos eixos temáticos, na Ginástica, na Dança, nos Esporte, nas Lutas e nos Jogos. Ao desenvolver as atividades devemos relacionar os conhecimentos trazidos pelas crianças, com o que se pretende ensinar.

Podemos trabalhar de forma integral, e lúdica os diversos pontos que compõem o desenvolvimento da criança, como o psicológico, social, físico, mental e cultural. Através dos jogos e brincadeiras, as crianças entram em um mundo totalmente delas, e com isso se permitem ser, e promover inúmeras situações que quando bem direcionadas, alcançam diversos objetivos.

Tendo os Jogos Populares como um instrumento facilitador, capaz de apresentar condições de interligar vários conteúdos, se mantendo com suas características e permitindo proporcionar experiências motivantes, onde podemos atribuir a eles os conteúdos a serem ensinados de forma, lúdica sempre relacionando o conhecimento já existente com os alunos, aos pretendidos a serem abordados pelos professores.

Segundo Melhem (2012) os jogos são uma riqueza cultural que precisa ser reconhecida e preservada. Pensamos que a cultura é vida e, como tal, nos compete mantê-la viva. Os jogos como elemento da nossa cultura, devem ser mantidos vivos e fazer parte do nosso cotidiano, com um calendário próprio e adequado ao seu caráter e á nova Rotina diária.

            Os Jogos Populares então inseridos em todos os períodos da humanidade, e não há nada, que conteste seu valor. O que devemos sempre salientar é que não devemos desenvolver atividades pedagógicas, sem um embasamento previamente estabelecido, pois caso venha acontecer, não devemos atribuir uma deficiência as características do jogo e sim dos que utilizam, de forma equivocada. Já ficou mais que provado, através de autores em diversas épocas, que quando bem direcionados os Jogos Populares, é um instrumento maravilhoso, capaz de suprir varias necessidades humanas, mesmo que momentânea.

Quem de nós, não lembra ao menos de uma atividade, com características dos Jogos Populares, que mesmo por um momento nos fez sentir livre das  tensões geradas no nosso dia a dia. Diante disso, como podemos deixar de utilizar, as diversas possibilidades existentes no Jogo.

Segundo Huizinga (2012.p, 33), O jogo é uma atividade ou ocupação vida voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatória, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria e uma consciência de ser diferente da “vida quotidiana”.

Metodologia

Entendendo a necessidade de buscar respostas para várias perguntas que nos acompanham desde o inicio de nossa formação, acreditamos que o estudo sobre esse tema se torna relevante, pois já foi bastante discutido por nós e muitos de nossos colegas de sala. Desde o início dos tempos os jogos e brincadeiras contribui no  desenvolvimento e socialização, nas diversas fases de nossa vida.

Diante dessa nossa visão, buscaremos através de pesquisas de campo e revisão bibliográfica, realizadas em livros e artigos, entender as consequências sócias afetivas da ausência do jogo na segunda infância. 

De acordo com as orientações da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, na NBR 6022:2003, o artigo científico pode ser de revisão, quando “parte de uma publicação que resume, analisa e discute informação já publicada”, ou original, quando parte de uma publicação que apresenta temas e abordagens originais.

Para a realização deste estudo usaremos questionários onde nos possibilitará entender se existe mais relação o diferença nos comportamentos atuais de nossos alunos com suas atividades em sala de aula. Os questionários foi direcionados  aos alunos, professores e direção das escolas observadas, deixando claro que o mais importante nesse trabalho não será criar parâmetros e sim entender as contribuições ou problemática causadas  pela ausência das diversas atividades que são desenvolvidas com o conteúdo Jogo Popular dentro das escolas.

O presente artigo trata–se de uma Pesquisa de Campo, que segundo Prestes (2008, p. 27)  é aquela em que o pesquisador, através de questionários, entrevistas, protocolos verbais, observações, etc., coleta seus dados, investigando seus pesquisados no seu meio. A pesquisa foi realizada na cidade de Timbaúba-PE, nas escolas da rede municipal, onde foram selecionadas oito Escolas: Escola Cel. Manuel Caetano, Escola Dr. Antônio Galvão Cavalcanti, Escola Emília Cavalcanti de Morais Neta, Escola Eng.º Mario de Queiroz Galvão, Escola José Moacir Filho, Escola Maria Emília Vasconcelos,  Escola Alaíde Muniz e Escola Municipal Leão XIII.

Foram, também  utilizados como base para a realização das pesquisas artigos de bancos de dados acessados na rede mundial de computadores – internet – filtrados a partir de um recorte temporal dos últimos cinco anos, utilizando-nos de palavras chaves para a filtragem de busca 

O Artigo também referencia uma Pesquisa Bibliográfica: que segundo Prestes  (2008, p. 26) é aquela que se efetiva tentando-se resolver um problema ou adquirir conhecimentos a partir do emprego predominante de informações provenientes de material gráfico ou informatizado.

Segundo Huizinga (2012) a psicologia e a fisiologia procuram observar, descrever e explicar o jogo dos animais, crianças, e adultos procuram determinar a natureza e o significado do jogo, atribuindo um lugar no sistema de sua vida.

Mesmo entendendo a importância da definição do jogo, não é essa a nossa maior preocupação e sim levantar algumas questões em relação à verdadeira importância e necessidade sobre a vivência do Jogo em nossa sociedade, pois é visível encontrarmos em diferentes épocas atividades que definem as características do Jogo, como um instrumento de grande valia para todos em diferentes faixas etárias.

Buscaremos através dos dados coletados, compreender quais os reais benefícios do jogo para o desenvolvimento do senso critico na criança na segunda infância, pois entendemos que mesmo diante de tantas mudanças ocorridas em nossa sociedade, as crianças ainda carregam consigo as mesmas sensações e euforia de outras épocas. 

É com essa base de Jogos Populares que buscamos essa pesquisa de campo e referencia bibliográfica, com o intuito de observar como os professores da rede municipal de ensino de Timbaúba, estão seguindo as normas das OTMs, que servem de orientação para as suas atividades.

Entendendo que as OTMs, servem de norte para os professores e que os conteúdos descritos nele devem contempla seus alunos, buscamos observar os pontos que estão contextualizados nas OTMs.

Onde segundo as OTMs os jogos populares podem ser trabalhados, nos quatros ciclos anuais entendendo que suas características encontram-se:

ENSINO FUNDAMENTAL I: 1º ANO - UNIDADE: I - EIXO TEMÁTICO: GINÁSTICA      

• Utilização de jogos/brincadeiras para recriar sequências ginásticas, elegendo uma delas para socializar, na comunidade escolar, o conteúdo apreendido. (OTMS/PE 2010 p.31)

ENSINO FUNDAMENTAL I: 1º ANO | UNIDADE: II - EIXOS TEMÁTICOS: DANÇA E LUTA

 DANÇA

• Resgate das experiências rítmicas dos alunos através de suas brincadeiras de roda, explorando sobre O QUE DANÇA: o corpo (articulações, organização corporal, superfícies, membros, ações corporais) seu estudo na dança e o que ele pode expressar; ONDE SE DANÇA (nas dimensões dos planos alto, médio e baixo, lateralidade direita, esquerda, frente e trás), como dança e com quem dança. (OTMS/PE 2010 p.31)

 LUTA

• Promoção de jogos/brincadeiras que propiciem a identificação dos Fundamentos básicos da luta: ataque, defesa e controle. (Idem, p.31).

ENSINO FUNDAMENTAL I: 1º ANO | UNIDADE: III - EIXO TEMÁTICO: JOGO

• Resgate do conhecimento do aluno sobre os jogos, oportunizando as diferentes possibilidades de ação corporal (Idem, p.32);

• Vivência de diversos jogos populares na perspectiva de possibilitar aos alunos à identificação daqueles jogos que são inerentes a realidade do aluno (Idem, p.32);

• Socialização, formação de valores, como respeito mútuo e a integração a partir da prática dos jogos (Idem, p.32);

• Utilização de jogos populares durante a realização de Festivais para a socialização da comunidade escolar como o conteúdo apreendido. (Idem, p.32);

ENSINO FUNDAMENTAL I: 1º ANO | UNIDADE: IV - EIXO TEMÁTICO ESPORTE

• Vivências dos diversos esportes, inerentes a sua realidade, identificando a sua organização em modalidades individuais e coletivas e refletindo acerca de valores, tais como: respeito mútuo, cooperação, integração e socialização e sua utilização para e nos espaços de lazer da comunidade (Idem, p.32).

Com isso podemos observar que os jogos populares podem ser trabalhados dentro da escola em todos os momentos, em todos os ciclos. Onde o jogo popular tem referencia tanto nas lutas como nas danças como no trabalho dos esportes de um modo geral. .

O jogo popular vem sofrendo influencias devido ao processo de modernização e industrialização crescente dentro das cidades. .

Os jogos populares podem ser trabalhados dentro das aulas de educação física com a utilização de materiais reciclados, onde os alunos podem construir e se identificar com os mais variados jogos populares a serem trabalhados.

Resultados

O presente artigo através da pesquisa de campo que tem por objetivo contribui na formação das crianças, foi trabalhado um questionário com alunos em oito escolas no Município de Timbaúba, na zona rural e na zona urbana do mesmo Município. Buscando a visão e o entendimento dos alunos sobre os jogos em especial os jogos populares. Onde foi encontrada uma grande e vasta opinião dos alunos em uma das perguntas apresentadas dentro do questionário foi a preferencia dos alunos por atividades em sala ou atividades em quadra, onde obtivemos que 53% dos alunos entrevistados têm a preferencia por atividades em quadra ou em pátio. E 47% das crianças preferirem realizar as atividades em sala de aula.

Um dos outros tópico apresentado dentro do questionário foi como as crianças se sentem dentro das aulas de educação física. Onde 97% das crianças entrevistadas nas escolas visitadas responderam que se sentem muito bem nas aulas de educação física, e apenas 3% das crianças entrevistadas não se sentem bem na pratica das aulas de educação física. Enfatizando que crianças da segunda infância, situadas no 1º ano do ensino fundamental 1, não possuem profissionais capacitados e exclusivamente designados para a ministração das aulas de educação física visto que segundo a secretaria de educação do estado de Pernambuco não é obrigatório  um profissional de educação física para ministrar aulas no ensino fundamental 1.

Dando continuidade ao questionário com as crianças foi perguntado a elas a suas preferencias por jogos recreativos ou por jogos eletrônicos. Onde foram notadas que 64%das crianças ainda preferem atividades recreativas principalmente as crianças entrevistadas na área rural do mesmo Município por terem uma ampla e vasta opção de lugares para realizarem as suas brincadeiras popularmente conhecidas, 36% das crianças optam por jogos eletrônicos foi observado que as crianças que optam por jogos eletrônicos são, mas as crianças que vivem na zona urbana do Município, por não terem espaços adequados para a realização de suas brincadeiras, as ruas serem ocupadas por prédios e outras ocupações, seus pais optam por darem jogos eletrônicos aos seus filhos por trem medo da insegurança que e sofrida dentro da área urbana com o processo de urbanização da cidade, e seus pais não terem tempo de acompanhar os seus filhos em algum lugar que ainda exista para eles brincarem ao ar livre.

Outro ponto dentro do questionário foi a vivencia das crianças da segunda infância com o trabalho das atividades em coletivo dentro e fora das aulas de educação física, e do contexto escolar foi observado que ao perguntamos as crianças as suas preferências por atividades em grupo ou atividades individuais. Foi obtido que 92% das crianças do 1º ano do ensino fundamental 1 preferem realizar atividades em grupo segundo elas se sentem mas a vontade e a atividade se torna mais atrativa e divertida, por outro lado 8% das crianças entrevistas preferem atividades individuais por se sentirem bem e não serem atrapalhadas durante toda a sua atividade, onde foi observado que as atividades em grupo nessa faixa etária são atividades mais aceita e se retiram um máximo de aproveitamento.

Outra pergunta dentro do questionário foi a preferencia dos alunos pela pratica de jogos. Onde a pergunta foi a seguinte: onde eles preferem praticar jogos. Em casa, nas escolas, nos dois ou não praticavam. 39% das crianças que foram entrevistadas responderam que preferem e praticam atividades e jogos apenas no âmbito escolar, ou seja, só na escola, 38% das crianças falaram que praticam jogos dentro e fora da escola, com isso elas tem a vivencia de jogo nas suas casas também.  22%dos alunos do 1º ano do ensino fundamental disseram que preferem participar de jogos e brincadeiras fora da escola, ou seja, elas não gostam de participar de nenhuma atividade dentro do âmbito escolar e 1% dos alunos afirmam não gostarem de participar de jogos, brincadeiras ou atividades físicas em nenhum dos mesmos espações abordados, eles preferem não participar de atividades corporais no qual gera uma grande preocupação com os alunos de segunda infância que segundo PIAGET é alunos de 2 a 7 anos não realizarem atividades físicas e começam o sedentarismo desde suas idades iniciais.

Dando continuidade com a entrevista foi a vez de expressar os sentimentos  dos alunos durante a pratica de jogos e brincadeiras  nas aulas de educação física buscando as suas devidas sensações visto que o conteúdo jogo popular esta inserido dentro da otm do Estado de Pernambuco a ser trabalhado dentro do ensino fundamental 1 na 3 unidade. A pergunta feita aos alunos foi qual a sensação que eles tinham na pratica de jogos ou brincadeiras nas aulas de educação física. 64% das crianças entrevistadas responderam que se sentem muito satisfeitas ao realizarem e praticarem aulas de educação física dentro do contexto escolar, 40% das crianças ao participarem de jogos populares nas aulas de educação física se sentem livres ficam muito bem a vontade com toda a pratica das mesmas, 6 % delas tem a pratica de atividades popular ou a participação nas aulas de educação física como uma obrigação participarem das aulas de educação física e se sentem obrigadas a brincarem com brincadeiras populares.

A ultima questão abordada com os alunos foi a opinião deles e a preferencia deles por jogos ou brincadeiras onde eles expressaram suas preferencias entro e fora do contexto escolar. 49% das crianças na qual foram entrevistadas têm a sua preferencia por jogos populares dentro e fora do âmbito escolar, onde dentre esses jogos mais praticados estão entre eles: pula corda, pega, bola de gude, esconde esconde, amarelinha, pião entre outros jogos e brincadeiras popularmente tradicionais que são passados de geração e geração que se torna uma herança cultural das crianças.

Nos 25% das crianças que responderam o questionário e a pergunta enfatizada afirma que preferem a pratica de jogos esportivos dentro e fora da área escolar, jogos esses onde alguns deles são: futebol entre outros jogos muitas das crianças vai pela mídia eles através da mídia são influenciadas por ela a acabam escolhendo a pratica de futebol por ser um esporte bem socializado e trabalhado dentro da mídia.

Um  quantitativo de 158 dos alunos têm a sua preferencia e gostam dos jogos propiciamente prontos os brinquedos entre eles: boneco. Bonecas quebra cabeça, bicicleta entre outros jogos onde os mesmo não deixam de se caracterizar como um jogo, pois elas da à preferencia a brincarem em suas próprias casas em seus lugares específicos.

Entre 9% dos alunos preferem jogos eletrônicos com a modernização dos jogos e suas devidas habilidades participando do processo de modernização e estruturação com isso aumenta o índice de violência e criminalidade da cidade e como consequência diminui as áreas abertas e livres como ruas entre outros espaços onde as crianças poderiam realizar atividades, ficando assim com o convívio dos jogos eletrônico nas suas casas.

O artigo onde foi trabalhada uma revisão bibliográfica juntamente com uma pesquisa de campo onde a pesquisas de campo realizadas em oito escolas do município de Timbaúba buscando a visão e contribuição não só dos alunos, mas também a visão das diretoras das escolas, visando a compreensão e desenvolvimento das crianças através do jogo. Onde através de uma pesquisa realizada com as mesmas através de questionários.

Na opinião das diretoras das escolas do municio as aulas de educação física contribuem 100% para formação de seus alunos, onde o conteúdo jogo  também na sua devidas opiniões tem 100% de importância nas aulas d educação física, em uma das perguntas apresentadas a elas foi a opinião delas sobre o jogo como único conteúdo dentro das aulas de educação física, elas afirmam que o jogo popular é muito importante para as aulas de educação física mas não pode ser o único conteúdo. Dando sequencia ao questionário outra pergunta realizada foi sobre o conteúdo jogo tenha alguma relação com as outras disciplinas com um resultado de 1005 sim a afirmação que o conteúdo jogo popular tem haver com outras disciplinas.

Em uma das perguntas feita com a direção das escolas foi sobre a carga horaria das aulas de educação física se pra elas era satisfeita, onde obtivemos que a carga  horaria de educação física é sim satisfatória  de acordo coma a opinião de algumas diretoras a carga horaria de educação física é satisfatória desde que haja e seja bem dividida e planejada outro depoimento foi que a carga horaria de educação física não é satisfatória pois ela acredita que os profissionais não dão importância as aulas e fica como um tanto faz e não conhecem a importância da pratica no desenvolvimento da criança.

Em outro depoimento ela fala que a carga horaria é satisfatória desde que seja bem aproveitada. Em outra pergunta da entrevista com as diretoras, procuramos nos informar sobre as opiniões dela para saber em qual outro momento o jogo pode ser trabalhado dentro da escola, cerca de 80% das diretoras informaram que o jogo popular pode ser trabalhado em todas as outras disciplinas e no dia da escola, desde que haja uma finalidade com a aplicação daquele jogo popular e que tenha um planejamento do que esta sendo trabalhado, 18% das diretoras acham que os jogos populares fora das aulas de educação física podem ser apenas trabalhados nas aulas de matemática, no qual 2% afirmam que fora das aulas de educação física os jogos populares podem ser trabalhados dentro dos projetos sociais existentes dentro da escola como: o mais e dedicação entre outros já que os projetos funcionam no contra turno escolar.

A ultima questão relacionado aos diretores foi a opinião deles sobre o que falta nas aulas de educação física onde buscamos alguns exemplos no qual são as próprias respostas deles. No qual em uma das respostas uma diretora fala que falta profissionais capacitados, matérias adequados, espaços adequados. Outra fala que falta mas: motivação, atividades diversificadas, envolvimento interdisciplinar e projetos semestral. Algumas escolas visitas não tem quadras mas tem alguns espaços que podem ser aproveitados para a ministração das aulas de educação física e o trabalho de jogos populares.

A de campo realiza com 8 professores do 1ª ano do ensino fundamental da rede municipal do município de Timbaúba, no qual contribuíram com nossa pesquisa de campo respondendo um questionário referindo a jogo popular, como os professores estão no dia com os alunos são elas que passam o maior tempo com eles, elas são capazes de identificar alguma mudança em seus alunos, melhoria ou alguma deficiência dos mesmo. Visando esse conhecimento dos professores buscamos o direcionamento do questionário ao dia adia delas.

Uma das primeiras perguntas que elas nos responderam foi se os alunos delas se identificam com os jogos populares. 100% dos professores responderam que sim seus alunos se identificam com jogos, buscando uma integração dos diretores com os professores perguntamos aos mesmos se o jogo pode ser trabalhado em outra disciplina. E 100% deles falaram que sim o jogo popular pode ser trabalhado em outra disciplina ou em qualquer outro momento. salientando que as perguntas foram feitas separadamente e nenhuma de ambas partes teve acesso as respostas uma das outras. As professoras como já foi falado estão ligadas diretamente com os alunos foi perguntado a elas se o jogo melhorara a coordenação motora de seus alunos. Elas afirmam que sim o jogo popular contribui e muito com a coordenação motora de seus alunos principalmente por eles estarem na segunda infância.

Seguindo com a entrevista foi abordado com as professoras sobre o comportamento de seus alunos e se o jogo influenciava nesse comportamento. Elas afirmaram com 100% que o jogo tem a sua parcela de contribuição no comportamento dos alunos, buscando aprimorar nossa pesquisa pedimos a opinião dos mesmos se existia alguma relação do jogo com a socialização de seus alunos. Eles falam que através do jogo os alunos tem uma socialização melhor.

Outro ponto focado dentro do questionário foi a visão dos professores sobre as aulas de educação física buscamos as suas opiniões e uma visão no qual abordaríamos e com isso citaremos alguma opiniões expressadas pelas professoras entrevistadas. Uma delas fala que melhoraria na aulas de educação física o monitoramento dos alunos para que fosse feito por um profissional de educação física e não por elas, outro depoimento foi de uma outra professora que fala que melhoraria nas aulas de educação física um espaço adequado para a realização das atividades e para a inclusão de jogos cooperativos, outro fala que melhoraria toda a forma de conduzir as aulas de educação física no qual muitas são ignoradas e deixam simplesmente o aluno brincar, sem um conteúdo e sem um objetivo ou seja ela fala que os alunos brincam por brincar mas não há nenhum interesse.

Com o questionário adiante buscamos aprofundar mais a opinião dos professores sobre como eles veem o jogo dentro das aulas de educação física, e utilizaremos as próprias respostas dos professores. Uma das profissionais afirma que o jogo dentro da escola contribui para as suas relações interpessoais, o jogo também é uma maneira diferente de ensinar com objetivos e estratégias. O jogo também é visto como uma peça chave e para o desenvolvimento dos alunos, uma das professoras entrevistadas afirma que: o jogo pode proporcionar a construção e desenvolvimento das habilidades, raciocínio, coordenação motora, equilíbrio físico e psicológico, além de trabalhar o espirito de equipe outras habilidades importantes para a formação dos alunos desde suas fases iniciais.

Ao perguntamos aos professores do 1º ano do ensino fundamental no qual foi as séries de realização da entrevista. Qual jogo eles identificavam como contra indicado para os seus alunos. Obtivemos que 80% dos  professores entrevistados, acreditam que os jogos eletrônicos sejam  contra indicado para a faixa etária de seus alunos que estão inseridos na segunda infância. No qual é uma faixa etária que as crianças estão desenvolvendo suas capacidades motoros e cognitivas. Entre os professores 20% dos pesquisados acreditam que o jogo popular não influenciar em nenhum sentido na formação e desenvolvimento de seus alunos.

Por fim, foi perguntado a elas sobre a maior deficiência que as aulas de educação física, e tivemos varias respostas e nos deram as seguintes: profissionais capacitado, falta de materiais, falta de atenção com os alunos, utilizar propostas da otm e  não utilizar apenas o jogo, espaços adequados, uma professora entrevistada fala que na sua escola ate tem um profissional de educação física visto que de acordo com a secretaria de educação não e obrigatória nessa idade, mas ele não possui uma formação adequada, ministra as suas aula sem interesse aparenta não ter conhecimento sobre o que esta faltando e a falta de importância que alguns professores dão ao conteúdo dessa disciplina.

Por outro ponto alguns professores falam que a escola ate possui alguns materiais  no qual poderia ser trabalhado e vivenciado jogos populares mas devido a eles não ter uma formação dentro da área eles não conseguem fazer a utilização perfeita de todos esses recursos que se encontram disponíveis, onde eles afirmam que se tivessem profissionais de educação física dentro de suas grades escolar os alunos teria uma vivenciar maior sobre os Jogos Populares.

Considerações finais

Com base nas pesquisas realizadas nos livros e artigos, junto com as pesquisas de campo realizadas no Município de Timbaúba, direcionadas as Crianças na segunda infância, alunos do 1ª ano do ensino fundamental I. Ficou claro que o contexto do eixo temático jogo popular e trabalhado. Mas ainda com pouca relação entre os conhecimentos e as diversas outras disciplinas.

Entendendo que uma das principais formas de socialização da criança nos primeiros anos de vida são Jogos Populares e brincadeiras e que  muitas dessas brincadeiras são vistas por muitos autores como jogos populares, é possível afirmar que  é de suma importância o seu desenvolvimento dentro das escolas, com crianças  na segunda infância.

Sabemos que os jogos populares geralmente é desenvolvido,  sempre com uma ligação a cultura, por sempre ter uma ligação ao local onde está sendo praticado. Se torna ainda mais  fácil  a sua aceitação pelas crianças.

O que não podemos aceitar é que os jogos passem a ser vistos, apenas como uma forma de diversão e lazer. Não, que  ele, deixe de ter tais características, mas é evidente que com ele possamos trabalhar de forma gradativa os fundamentos  encontrados posteriormente em outros eixos temáticos, como na Dança, na Ginástica, nas Lutas, nos Jogos e no Esporte.

Diante disso podemos entender que  o Jogo Popular pode, e deveria ser encarado  com mais seriedade, por todos aqueles  que direto ou indiretamente usa seus fundamentos para desenvolver suas atividades.

Tanto nas pesquisas de campo, quanto nas revisões bibliográficas, vários pontos nos mostraram  a importância das atividades dos Jogos Populares e a possível consequência  por falta da utilização dele, na formação e desenvolvimento motor, quando entendemos, que  o pular, correr, girar, fazem partes das atividades diárias das crianças quando permitidas.

 Compreendemos que a ausência dos profissionais de Educação Física, contribui para praticas de atividades, pouco direciona as suas verdadeiras carências. Pois não podemos esperar que um profissional de uma outra área direcione,  atividades fundamentadas e com uma consciência, das verdadeiras necessidades. As atividades desenvolvidas muitas vezes supre uma certa carência em relação a interação dos alunos, mas não podemos esquecer que é de grande importância, a realização de atividades que possibilite de forma ampla e sistematizada todas áreas envolvidas no desenvolvimento, como motor, cognitivo e afetivo.

Tendo em vista que os jogos populares podem fazer  parte no dia dia da criança,  dentro e fora da escola e que as atividades desenvolvidas com esse tema quando bem direcionado pode contribuir de forma gradativa no desenvolvimento e aperfeiçoamento de gestos motores, desenvolvimentos cognitivos e uma melhor condição afetiva.

Os Jogos populares podem fazer parte em todos os eixos temáticos no 1º e 2º, ano do ensino fundamental I, pois  segundo as OTMs, onde determina que os temas sigam essa ordem, primeira unidade (Ginástica), segunda unidade (Dança/Lutas), terceira (Jogos) e a quarta (Esporte). Entendendo que nessa faixa etária.

Ficou claro que o ensino dos Jogos Populares nas escolas, foge um pouco de suas características, pois observamos que as atividades realizadas aproximavam se mas de recreações.  Talvez por não conhecerem as definições  sobre os jogos populares, ou entenderem que certos pontos não são relevantes, sabemos que  quando trabalhados respeitando suas características, possibilita aos educadores inúmeras ferramentas para contribuição no desenvolvimento e formação de seus educandos, por se tratar de uma atividade flexível em suas regras, motiva a criança ao criar e recriar e que posteriormente incentivará os mesmo a encontrar formas e soluções nos diversos momentos de sua vida.

Referências

AMARAL, S. C. F; PAULA, G. N. A nova forma de pensar o jogo, seus valores e suas possibilidades. In.: REVISTA PENSAR A P´RATICA, v. 10, n.2 (2007). Acessado em: http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/view/1098/1688.

HUIZINGA, J.  Homo Ludes:  o jogo como elemento da cultura/Johan Huizinga: [tradução João Paulo Monteiro] -  São Paulo : Perspectiva,  2012  - 7º ed.

MELHEM,  Alfredo.  A pratica da Educação Física na escola / Alfredo Melhem. Rio de Janeiro: 2º edição: Sprint, 2012.

MElO, Marcelo Soares Tavares de. O ensino do jogo na escola: Uma abordagem metodológica para a prática pedagógica dos professores de Educação Física/ Marcelo  Soares Tavares de Melo – Recife: EDUPE, 2011.

OKAMOTO, Sueli Ribeiro de Souza. O Jogo Popular como Conteúdo de Ensino nas Aulas de Educação Física. 2011. 38 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso Monografia (Especialização em Educação Física na Educação Básica) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2011. Acessado em: http://www.uel.br/cef/demh/especializacao/doc/monografias/Sueli_Ribeiro.pdf

PRESTES, Maria Luci de Mesquita/ A pesquisa e a Construção Científico: do planejamento aos textos, da escola à academia/Maria Lucia de Mesquita Prestes – 3º, ed. 1. Reimp. – São Paulo: Respel / 2008.

VENTITTI JR, R.; SOUSA, M. A. Tornando o “Jogo Possível”: Reflexões sobre a Pedagogia do Esporte, os fundamentos dos Jogos Desportivos Coletivos e a Aprendizagem Esportiva. In.: REVISTA PENSAR A P´RATICA, v. 11, n. 1 (2008). Acessado em: http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/view/1796/3335.

Autores

Renato Alves de Souza - Educador Físico

Jéssica Andrade de Albuquerque - Psicológa

Luana Batista da Silva - Estudante de Pedagogia

Edson Meneses da Silva Filho - Fisioterapeuta/Educador Físico

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19 Dezembro 2018