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Donald Woods Winnicott

Nasceu em 07 de Abril de 1896, Plymouth - Inglaterra, em um ambiente abastado. Depois de uma infância feliz, entrou para cambridge, e diz-se que foi uma fratura da clavícula que teria decidido a sua vocação médica. Depois de diplomado em 1923, exerceu a pediatria até a aposentadoria, no Paddington Green Children’s Hospital de Londres. Em 1930, iniciou uma análise pessoal e cinco anos depois foi admitido na sociedade Britânica de Psicanálise, da qual seria presidente por duas vezes. Melanie Klein, analista de sua mulher, lhe confiou o seu filho mais novo para psicoterapia.
Devemos a Winnicott muitos trabalhos dedicados aos aspectos psicanalíticos do desenvolvimento da criança. Vamos citar Da pediatria à psicanálise (1957); A criança e sua família (1957); A criança e o mundo exterior (1957); Processos de maturação na criança (1965) e consultas terapêuticas em psiquiatria infantil (1971).
Mas é principalmente conhecido por ter introduzido o conceito de objeto transacional em um artigo publicado em 1953, "Objetos transacionais e fenômenos transacionais".

Nele, insistia na existência habitual, na criança de quatro a doze meses, de um objeto eletivo (lenço, guardanapo, ponta de lençol ou de travesseiro…)que a criança aperta contra si ou suga, especialmente quando adormece. Esse fenômeno, completamente normal, lhe permitiria passar do subjetivo para o objetivo, realizando a primeira transição entre a relação oral com a mãe e a verdadeira "relação de objeto". Menos conhecidos são os artigos polêmicos contra a sismoterapia, publicados por Winnicott no British medical Journal entre 1943 e 1947. Morreu em Londres a 25 de janeiro de 1971.

"A criatividade é (…) como um colorido de toda a atitude com relação à realidade externa.
É através da percepção criativa, mais do que qualquer outra coisa, que o indivíduo sente que a vida é digna de ser vivida. Em contraste, existe um relacionamento de submissão com a realidade externa, onde o mundo em todos os seus pormenores é reconhecido apenas como algo a que ajustar-se ou a exigir adaptação. A submissão traz consigo um sentido de inutilidade e está associada à idéia de que nada importa e de que não vale a pena viver a vida".
D. W. Winnicott.