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Alícia Fernández
Nasceu em Buenos Aires em 1944, filha de pai espanhol e mãe italiana. Estudou psicopedagogia na Universidade de El Salvador. Estudou psicologia na Universidade de Buenos Aires, onde teve contato com a psicanálise através de Pichon Rivière e
Bleger, professores que lecionavam naquela faculdade, pouco antes de 1966.
Participou dos movimentos que na década de 60 traziam um requestionamento do lugar da mulher.
Após seus estudos começa a trabalhar como Orientadora Educacional (desde 1962 a 1974), trabalhando com a população carente.
Atualmente é Supervisora das atividades psicopedagógicas em numerosos hospitais públicos e privados da cidade de Buenos Aires.
Assessora de atividades psicopedagógicas em diferentes instituições educativas e de saúde no Brasil (São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Fortaleza e Goiana) e na Argentina ( Buenos Aires, Córdoba, San Juan e Rio Negro).
Coordenadora de "Grupos de Tratamento Psicopedagógico Didático para Psicopedagogos" em Buenos Aires, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) ( Experiência grupal com base psicanalítica de revisão da modalidade de aprendizagem e ensino do psicopedagogo e do professor).
Diretora da "Escuela Psicopedagógica de Buenos Aires" a nível de pós-graduação ( Escola de Formação em Psicopedagogia Clínica para psicólogos, médicos, pedagogos, fonoaudiólogos e psicopedagogos).
Diretora da Pesquisa e/ou Investigação "Fatores possibilitadores de aprendizagem na população com Necessidades Básicas
Insatisfeitas" (aprovada pelo Ministério de Saúde e Accion Social de Argentina ).
Autora dos livros "A Inteligência Aprisionada"e "A mulher Escondida na Professora".
Alicia Fernández, entende a psicopedagogia como uma disciplina com um objeto próprio: a autoria do pensamento e como um acionar dirigido a sujeitos, por ela conceitualizados como
"aprendente" e "ensinante".
Possuidora de uma larga experiência de trabalho com famílias, grupos e instituições de saúde e educação, construiu um modelo próprio de diagnóstico psicopedagógico chamado DIFAJ (Diagnóstico Interdisciplinar Familiar de Aprendizagem em uma só jornada), utilizando-o em diversos hospitais públicos e privados de vários países latino-americanos.
Inicia suas pesquisas, através do trabalho de Sara Pain, dando continuidade a partir de investigações próprias, enfatizando o trabalho com grupos de crianças e adolescentes com problemas de aprendizagem.
Vem realizando importantes investigações no plano da utilização de técnicas psicodramáticas com base psicanalítica.
Criou e dirigiu durante muitos meses, um Centro de Aprendizagem, em um Hospital público da Grande Buenos Aires, que atende uma população carente, na parte materno-infantil .Desta experiência surge o livro "A Inteligência Aprisionada" (1987).
Nesta obra a autora analisa as conseqüências que para a constituição da subjetividade da criança e particularmente para sua possibilidade de aprender, ter que esconder, omitir e/ou desmentir o conhecimento dentro do grupo familiar.
Sara Pain : "Este livro não trata nem de estabelecer teoria, nem de ditar normas; sua autora realiza, de uma bela maneira e sem preconceitos, a crônica reflexiva de experiências que partem da psicopedagogia clínica, para voltar a ela enriquecidas. A descrição dinâmica dos aspectos institucionais familiares e subjetivos permite seguir de perto o processo terapêutico, estimulando o leitor, documentando mediante exemplos concretos, a participar ativamente da elaboração das conclusões".
Juan Carlos Volnovich ( reconhecido psicanalista de crianças):
"Foi só com a aparição da "Inteligência Aprisionada" produto para um verdadeiro salto qualitativo nesta produção"( referindo-se a necessidade de abrir a reflexão psicanalítica as questões da inteligência e simultaneamente, abrir as reflexões sobre a inteligência das questões do inconsciente)
Na Argentina a psicopedagogia é uma carreira de graduação, com duração aproximada de 5 anos. As primeiras faculdades de psicopedagogia começaram a criar-se na mesma década que se criaram as primeira carreiras de psicologia, autônomas de Filosofia e Letras.
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