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ANTES DE SER ALUNO É UMA CRIANÇA APRENDIZ
Angela Cristina Munhoz Maluf |
Antes de ser aluno, é uma criança aprendiz, com necessidades específicas, inerentes a sua faixa etária. Em sua fragilidade, reflete desajustes e desafios de nosso conturbado mundo de adultos. A criança aprendiz não é uma máquina de pensar, contar, registrar na memória, rememorar e mecanicamente seguir passos, mas pode desenvolver seu próprio raciocínio, naturalmente, adquirir a habilidade de pensar com independência.
O período operatório de 7/8 aos 11/12 anos, é uma conquista progressiva de construção de ações da criança no decorrer de sua vida. Nessa fase ela começa a construir uma lógica sobre as coisas. Ela pensa concretamente cada problema à medida de que vai entrando em contato com ele. Como as crianças nesta faixa etária não raciocinam a partir de dados abstratos, é necessário apresentar-lhes sempre dados concretos como ponto de partida para suas atividades. Devemos educar para compreender e educar para conhecer as informaçoes. Segundo PIAGET 1978, “implica construção da própria inteligência”. Sendo assim é formarmos jovens capazes de críticas e auto críticas, jovens capazes de pensar criativamente, transformando ações, jovens que se posicionem perante outros e respeitem o posicionamento de cada um.
Compete ao educador organizar sua sala de aula de modo a torná-la um ambiente propício para que a criança sinta-se parte integrante do processo através de experimentos, de interações com colegas, isto como situação rotineira, em que ele sinta que a aprendizagem requer o seu esforço pessoal, que vem do seu interior.
É preciso deixar a criança ser espontânea, porém com liberdade e direção e não permitir que ela faça o que quiser sem saber aonde chegar. A sinceridade com a criança é fundamental para que ela confie no educador, ela irá adquirir confiança quando se sentir envolvida por afeto e compreensão. Não faça elogios falsos, faça críticas seguras, para ela sentir-se capaz de prosseguir em seu processo de desenvolvimento.
A atitude do educador influi na criatividade do educando. Um olhar feio, uma resposta brusca uma crítica ou um pedido de explicação, ás vezes são bastante para esfriar o entusiasmo, interromper um gesto, impedir uma criação. Por outro lado, a atitude de valorização de suas pesquisas, suas descobertas, sua expressão individual, por parte do educador, em relação ao educando, dão abertura ao seu potencial criador e permitem o seu melhor desempenho em sala de aula. É importante entendermos que, entre as dimensões afetivas e cognitivas presentes na aprendizagem, existem inter-relações e articulações, onde as trocas são muito importantes e necessárias.
Ter garantido as informações em todos os aspectos que podem impedir ou facilitar o processo de instruir-se deve ser uma constante para o educador. É fundamental que em um processo educativo, a criança faça relações com o mundo em que vive, enriquecendo-o e trazendo-lhe formas inventivas para resolver dificuldades que possam surgir. A escola necessita ter um plano prático-eficaz, onde a postura acadêmica do educador, ceda lugar á postura do educador ativo, criativo, envolvido com as mudanças das estruturas sociais em vigência.
Lembre-se existe um bom motivo sustentando os problemas de aprendizagem da criança, através desse motivo você terá pistas e poderá organizar novas formas de intervenções pedagógicas que contribuirão e favorecerão seu desenvolvimento. Publicado em 15/02/2008 10:26:00
Angela Cristina Munhoz Maluf - Ms. em Ciências da Educação,docente de graduação e pós-graduação,psicopedagoga, especialista em Educação Infantil e Especial, escritora, palestrante e consultora de projetos.
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