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CRIANÇAS ESPECIAIS TAMBÉM PODEM BRINCAR COM BRINQUEDOS CONVENCIONAIS
Angela Cristina Munhoz Maluf |
As crianças especiais são reconhecidas por apresentarem desordens na aprendizagem, revelações de conduta, problemas emocionais, como também podem ter perda da função: psicológica, fisiológica ou anatômica. Além de carinho, paciência, atenção e amor, a criança especial precisa de diversão. Entretanto sabe-se que o a diversão tem um papel importante no processo do aprender, pois torna verdadeiro o conceito do aprender divertindo-se. Meninos e meninas portadoras de deficiências podem brincar com brinquedos comuns. Contudo, os brinquedos: - devem ser inquebráveis; - não podem ter pontas; - precisam ter cores vivas; - possuírem partes móveis; - serem sonoros; - serem agradáveis ao contato; - possuírem texturas diferentes. Exemplos: Bola (sonora, de borracha macia e de meia) bicho (borracha e de pelúcia) peteca, pião, chocalho, boneca (macia ou de pano), jogos (memória, quebra-cabeça entre outros), fantoche, diversos brinquedos (tecido, madeira e borracha). Cada brinquedo pode ter uma função ideal para cada caso. O estímulo à criança especial no emprego de brinquedos, pode expandir o seu potencial, se houver estimulação adequada a sua condição de desenvolvimento, às suas necessidades ajustadas e as suas possibilidades. Algumas crianças com necessidades especiais podem ter dificuldades para manipular brinquedos convencionais, mas os pais ou educadores podem adaptar ou criar brinquedos apropriados para as mesmas. É preciso incentivar sempre a criança especial a manusear brinquedos Nunca espere que uma criança especial faça isso sozinha, ajude-a. Sobretudo, não exija da criança especial atuação incompatível com a realidade e maturidade na qual se encontra. Muitos pais e educadores sabem que os brinquedos são facilitadores do processo ensino-aprendizagem, mas precisam conhecer vários tipos de brinquedos, suas alternativas de exploração e suas especificidades. É de fundamental importância que conheçam a vida social das crianças especiais com as quais se esteja convivendo. Assim poderão conhecer mais a condição da deficiência na sociedade como um todo, bem como o desenvolver da criança especial por meio da ludicidade. Desta maneira as crianças especiais, podem experimentar vivências lúdicas mais benéficas. Segundo Oliveira (1984), a riqueza do brinquedo decorre de sua capacidade de instigar a imaginação infantil. O brinquedo auxilia a criança especial a sentir-se protegida e a ajuda muita a superar alguma dor,frustração ou perda. Para Vygotsky (1988), o brinquedo é um estímulo a seu desenvolvimento físico e mental. Podemos afirmar que o brinquedo contribui definitivamente no processo de socialização, desenvolvendo na criança especial a expressão e a comunicação verbal, podendo ainda responder às pretensões da sua qualidade de vida, podendo fazer com que a mesma participe prontamente dos processos da aprendizagem de maneira feliz, divertida e muito prazerosa. O brincar para a criança de acordo com Bomtempo & Zamberlan (1996), é necessário, uma vez que isto contribui para seu desenvolvimento bem como para sua capacidade de aprender e de pensar. Sendo assim, para crianças especiais, devemos oferecer brinquedos que possibilitem atender adequadamente ás suas necessidades e possibilidades, com vistas a promover um cuidado eficaz ao seu desenvolvimento integral. Referências Aufauvre, M. R. (1987). Aprender a Brincar / Aprender a Viver. São Paulo: Manole Ltda. Bomtempo, E. H. C, & Zamberlan, M. A. (1996). A Psicologia do Brinquedo. Aspectos Teóricos e Metodológicos. São Paulo : Edusp. Fonseca, V. (1995). Educação Especial: Programa de Estimulação Precoce. Porto Alegre: Artes Médicas. Maluf, A.C.M (2003) Brincar Prazer e Aprendizado. Petrópolis: Vozes. Oliveira, P. S. (1984). O que é Brinquedo?. São Paulo, Brasiliense. Vygotsky L. S. (1988). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes.
Publicado em 26/09/2007 12:29:00
Angela Cristina Munhoz Maluf - Ms. em Ciências da Educação,docente de graduação e pós-graduação,psicopedagoga, especialista em Educação Infantil e Especial, escritora, palestrante e consultora de projetos.
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