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COMPARAÇÕES: UM ERRO QUE PAIS E PARENTES COMETEM EM RELAÇÃO ÀS CRIANÇAS

Angela Cristina Munhoz Maluf


Sem qualquer maldade, nós adultos, pais e parentes cometemos alguns erros, de vez em quando com relação aos nossos filhos ou outras crianças. Não podemos esquecer que as crianças são grandes observadoras e tiram suas conclusões a seu modo. Devemos ter muitos cuidados quando as crianças estiverem presentes, pois um dos erros que cometemos é o das comparações.

Muitas vezes quando estamos preocupadas com o insucesso de nossos filhos, tecemos comparações entre eles e os filhos da vizinha, de amigos ou mesmo de parentes.

Todas a vezes que mesmo sem malícia, falamos: “Olhe o filho (a) de fulana, ou olhe o seu primo (a), como ele (a) procede de maneira diferente..., ele (a) não faz isto, etc.”

Estamos provocando grandes revoltas e constrangimento no filho (a), pois ninguém gosta de ser comparado (a), entende que não deve ser comparado (a) a ninguém.

Há uma explicação para isto. Cada ser humano é um ser à parte, diferente dos outros seres.

Cada qual tem seus problemas, suas dificuldades, suas reações, que não são iguais àquelas dos outros seres.

Isto define bem os traços típicos de cada um. Todas as vezes que somos colocados em comparações, o episódio causa verdadeiro desagrado e mal-estar.

O retorno provocado por isso pode trazer desajustamento e situações embaraçosas aos pais.

Em lugar de comparar, devemos estimular, animar os filhos para que eles vençam determinadas dificuldades e aprendam a analisar seus próprios atos para deles tirar todas as lições possíveis.

Nossos filhos são diferentes dos filhos da vizinha, das amigas, das cunhadas, ou de quem quer que seja. Embora pareçam iguais nas travessuras ou nos erros, cada um deles é um ser diferente e com vontade própria.

O ser humano deve decidir o que faz, decidir livremente e decidir com sua consciência. Ele é responsável pelos seus atos.  A educação que devemos dar aos nossos filhos é uma educação rumo a responsabilidade, em lugar de uma educação autoritária.

Isto ajuda nossos filhos a que eles mesmos decidam, encontrem o caminho entre o certo e o errado.

Existe apenas um método para convencer a criança sobre o certo e o errado, é lembrá-la permanentemente que é ela somente ela a responsável por tudo o que faz.

Com a evolução intelectual da criança, já  se inicia essa demonstração.

Nada de comparações, pois é melhor mostrar onde está o erro, onde se encontra a falha e contribuir para que isto se conserte.

Estimular sempre, comparar nunca.

Publicado em 01/06/2004 14:43:00


Angela Cristina Munhoz Maluf - Ms. em Ciências da Educação,docente de graduação e pós-graduação,psicopedagoga, especialista em Educação Infantil e Especial, escritora, palestrante e consultora de projetos.

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