PSICOPEDAGOGIA & FRACASSO ESCOLAR
Salatiel da Rocha Gomes

Sumário

Psicopedagogia & fracasso escolar: a produção do fracasso escolar sob a égide das dificuldades de aprendizagem

RESUMO
Este trabalho traz reflexões sobre o entendimento da produção do fracasso escolar e sua relação com a psicopedagogia, especificamente com as dificuldades de aprendizagem. Trata-se de pesquisa bibliográfica que utiliza como estratégia metodológica um levantamento bibliográfico de artigos, livros e revistas, cujos títulos fazem referência à compreensão do fracasso escolar, dificuldades de aprendizagem, escola/educação e da psicopedagogia como novo campo profissional.  A partir deste estudo evidenciou-se a diferença de fracasso escolar do aluno e da escola, e ficou claro que na medida em que a escola se exime de seu papel enquanto instituição de ensino, colocando no aluno a causa desses fracassos, mais ela afasta as possibilidades de uma educação mais justa e menos excludente. Urge ressignificar e reestudar o fracasso escolar dentro de todas as concepções, superando o estereótipo do fracasso escolar voltado apenas ao aluno, e invadindo a “ona de conforto” em que a escola se propõe a estar quando se sustenta sob as dificuldades de aprendizagem.

Unitermos:fracasso escolar. Dificuldades de aprendizagem. Escola. Psicopedagogia

INTRODUÇÃO
O presente artigo procura oferecer algumas reflexões para a análise da produção do fracasso escolar dentro de duas visões: uma entendendo o fracasso escolar sob uma perspectiva do aluno, suas limitações e dificuldades, e outra, voltada ao entendimento dentro de uma perspectiva da escola enquanto produtora de fracasso.
Com um intuito de analisar se o fracasso escolar está sendo visto apenas dentro de um olhar psicopedagógico, sustentado pelas dificuldades de aprendizagem, o artigo vem sustentado e apresentado em uma pesquisa analítica à luz dos principais teóricos: Nádia Bossa, Patto, Dubet, Porto, Scoz, dentre outros, uma vez que esses autores buscam reflexões sobre o fracasso escolar e da psicopedagoga dentro de dimensões que vai além da simples idéia unilateral e psicologizante da educação.
Desse modo, faz-se necessário e importante a descrição dos conceitos sobre fracasso escolar, psicopedagogia e a abordagem contextual de educação e escola, para uma análise do propósito principal desse estudo, a análise da produção do fracasso escolar e sua visão sustentada pelas dificuldades de aprendizagem.
Falar em fracasso escolar não é uma questão que atrai bons olhares, principalmente porque a quem interessa estudá-lo, refletir, entender e divulgar? Prova disso, é que são escassas as literaturas e pesquisas voltadas a essa temática. Em linhas gerais, o fracasso escolar é abordado dentro das principais características: evasão escolar, repetência, fraco desempenho de aprendizagem e outros.
A psicopedagogia no Brasil inicialmente veio como um objetivo claro : estudar as dificuldades de aprendizagem dos alunos. Hoje, entende-se que seu campo de atuação busca o entendimento da aprendizagem humana. Com isso, busca explicações do por quê ? como ?  onde ?  acontece  ou é produzido o fracasso escolar.
Nesse contexto, a escola vem expor suas dificuldades, e abertamente revela que as dificuldades de aprendizagem do aluno minimiza as possibilidades de sucesso escolar, e que os fracassos gerados na educação independem da escola, tornando-a ,assim, livre das “ acusações” da sociedade e “ vítima” das acusações que recebe.
A relevância dessa pesquisa, além de maximizar as discussões no campo científico sobre o fracasso escolar e da psicopedagogia, articula um outro olhar sobre ele, suas causas e concepções.
Espera-se que este trabalho direcione caminhos para futuras pesquisas dentro dessa problemática e que traga reflexões para quem acredita ainda no papel da educação e no potencial da escola.

Escola e educação: contextos para se pensar o fracasso escolar
A educação engloba praticamente todos os ângulos da formação humana e todos eles possuem graus de complexidade. Contudo, desse olhar importante dado a educação, no Brasil, milhões de crianças não conseguem alcançar êxito em sua vida escolar : repetem ou abandonam a escola.
Dentro desse viés histórico, é preciso fazer uma análise contemporânea da sociedade, escola dentro dos âmbitos da interdisciplinaridade que se faz presente nos espaços da educação. Quanto à escola, parece que quanto mais discutimos sobre ela e suas funções, mais descobrimos das fraturas científicas, pesquisas e estudos que precisam ser mais aprofundadas e explicitadas ao meio acadêmico e social.
Em âmbito geral, a escola hoje, tem um papel importante na tentativa de inserção social e cultural dos sujeitos, sendo legitimada como espaço onde o conhecimento historicamente seria expandido, possibilitando ao sujeito uma preparação para entender, compreender e ter uma visão critica da sociedade, tendo capacidade para transformar. Essa é uma visão geral sempre discursada pelos grandes educadores. Outrossim, esse pseudo olhar sobre a escola, nos remete a entende-la também dentro de outra perspectiva, de um lado adverso  : a escola também como geradora de problemas educacionais. O que parece contraditória e paradoxo, o que se faz presente dentro dos contextos da educação é a escola contribuindo para a produção do fracasso escolar, um dos grandes pilares da educação contemporânea.

Com isso, devido a esses fracassos da educação, delineado por muitos como fracasso escolar, remete-nos a grandes questionamentos, tais como: Qual a causa? De quem é a culpa? Qual a relação da escola e dos professores? Existe alguma explicação psicológica, pedagógica ou sociológica para isso? Na verdade, de maneira geral, a maioria dos focos centra-se no aluno, dentro de um olhar da indisciplina, dos fatores biológicos, neurológicos, psíquicos, em suma, as explicações voltam-se à culpabilizacao desse sujeito.
Em contrapartida a esse conceito -  fracasso escolar centrado no aluno - , muito se tem discutido as implicações geradas pelos aspectos culturais, políticos, sociais e histórico na aprendizagem desse aluno. Para maximizar a visão desses fatores e intensificar o recorte desses aspectos, discutiremos a visão do fracasso sobre o viés das varias ciências.

O Fracasso escolar dentro de olhares interdisciplinares
Na história do fracasso escolar, temos como referência os estudos de Patto (1991), que trouxe uma idéia adversa do que todos pensavam. Até, então, o fracasso escolar só era mencionado como culpa do aluno. O que a pesquisa sobre a produção do fracasso escolar de Patto contribuiu de novo, foi uma referencia a fatores externos do aluno, uma maior influência, portanto, dos determinantes institucionais e sociais, antes com uma forte tendência persistente de culpabilizar a criança e sua família por seus problemas de aprendizagem. Nesse trabalho pode haver menção à implicação da família no fracasso escolar, mas, por uma questão de "recorte de pesquisa", ela não será aprofundada.
É importante ressaltar que o fracasso escolar gera sentimentos de incapacidade, inferioridade e abandono, interferindo em todo o percurso de vida por partes dos aprendentes, onde quase toda evasão escolar e sem esperança de retorno, aumentando os “ estoques de abandono” escolar. Dubet (2008, p.52)  alerta que “ o fracasso escolar é mais do que um simples acidente de percurso, é o fracasso de toda pessoa, um fracasso social, um fracasso educativo para as famílias e um fracasso subjetivo para os alunos”, assim como um “ prelúdio de uma exclusão social” (p.100).

Grosso modo, o que temos é um estereótipo de quem é "destinado" ao fracasso. Na verdade, em linhas gerais, é uma desigualdade de oportunidades, um olhar errado e banalizado sobre mérito escolar e acadêmico, assim como um sistema escolar injusto. À luz de algumas ciências voltadas ao estudo no campo educacional, abordaremos o entendimento dado ao fracasso escolar.

O fracasso escolar sob uma visão da psicologia
A psicologizacao do ensino virou “moda”. Continuamente ouvimos dos professores e da escola em geral, que determinado aluno não aprende porque tem problemas emocionais, afetivos, que recebe violência e principalmente, possuem problemas familiares, e isso não se pode desconsiderar. Porém, a psicologizacao, isto é, a redução da explicação dos fenômenos sociais e políticos complexos e objetivos à esfera da subjetividade, das vontades, dos interesses e das limitações individuais, tornou-se uma âncora da escola, um apoio para omitir algumas de suas responsabilidades.
 Quanto à visão da psicologia, Sass (2003) menciona que sob a ótica da teoria critica, a psicologia padece da contradição, insolúvel na sociedade burguesa, de defesa do individuo e também de responsabilizá-lo solenemente por suas ações. Para a psicologia, a criança possui uma organização psíquica imatura, que resulta em ansiedade, dificuldade de atenção, dependência, agressividade, e outros problemas que causam, por sua vez, problemas psicomotores e inibição intelectual que prejudicam a aprendizagem escolar.

Por isso, a visão da psicologia é unilateral, onde considera o aluno como o único responsável pela sua aprendizagem. Contudo, já se percebe um grande avanço na compreensão das questões relacionados ao fator psicológico do ensino, principalmente através das pesquisas dos autores: Sara Pain, Jorge Visca, Alicia Fernandez, Nadia Bossa, Beatriz Scoz, Victor da Fonseca, dentre outros, onde aprofundam as relações de dificuldades de aprendizagem e o inconsciente do sujeito, analisando através da triangulação entre afetividade , inteligência e aprendizagem humana.
Nessa mesma linha de pensamento, cabe-nos também analisar o fracasso escolar dentro de uma outra perspectiva: a social e/ou Institucional ( escola).
 
O fracasso escolar sob uma visão social e Institucional
A escola, que no bojo de sua essência teria que ser um espaço de igualdades para todos, onde as diferenças seriam menores, torna-se hoje um palco de discussões sob essa premissa.

Historicamente, as injustiças sociais sempre fizeram parte da história de nossa educação. Outrossim, o que percebemos é que a própria escola corrobora isso em seu contexto, em suas propagandas, e principalmente nas vivências. A escola, que deveria formar jovens capazes de analisar criticamente a realidade, a fim de perceber como agir no sentido de transformá-la e, ao mesmo tempo, preservar as conquistas sociais, contribui para perpetuar injustiças sociais, que sempre fizeram parte da história brasileira ( BOSSA, 2002, p.19).
Boruchovitcht (2004) afirma que o papel da escola é otimizar o processo de aprendizagem dos alunos e se constitui num contexto adequado para o desenvolvimento humano e que tem primordialmente que preparar esse aluno para a cidadania, favorecendo sua autonomia.
Travi et al ( 2008), destaca que quando a escola não se flexibiliza , mantendo-se num sistema rígido e engessado, facilmente pode produzir ou reproduzir o fracasso escolar. Essa idéia nova de reprodução nos remete a um pensamento de reforço. Nesse caso, o que os autores abordam é que a escola poderia levar o aluno a uma “amenização” de suas dificuldades, mas, em contrapartida a isso, ela reproduz e/ou intensifica esse fracasso. O mesmo autor ( p.433), sublinha da seguinte maneira:

A reprodução do fracasso escolar, em geral, ocorre quando a escola se identifica com a família, não apostando nas reais possibilidades e capacidade de cada sujeito e, portanto, não respeitando a sua singularidade no processo de aprendizagem.

Almeida ( 2008, p. 175),  considera que “alunos mais fragilizados em termos de rendimento escolar devem ser ajudados pelos professores a lerem seus sucessos e os seus fracassos numa lógica do método e volume de trabalho escolar do que na sua capacidade cognitiva”.

A escola deixa claro em suas políticas, visão e valores que não tem culpa nenhuma nas "decepções escolares". Na verdade, a escola tenta se esconder sempre na idéia psicologizante de que o principal "culpado" é o aluno. Historicamente, podemos analisar com um dos princípios do liberalismo, que é atribuir o sucesso do indivíduo ao mérito próprio, esforço de cada um mesmo, e se por caso o individuo não conseguiu, simplesmente é porque não se esforçou suficientemente, pois as oportunidades são iguais para todos, não tendo distorções de oportunidades.
Nesse sentido, Dubet (2008, p.24), critica que “o talento dos indivíduos seria a única causa das desigualdades sociais”. Dubet traz a reflexão sobre que tipo de meritocratizacao é essa? O que é uma escola justa? Será que a escola distingue o mérito de cada um independente de seu nascimento e de sua origem social ou simplesmente intensifica a justiça primeiramente pelo destino reservado aos mais fracos? A visão liberalista fortaleceu ainda mais a responsabilidade do fracasso escolar ao aluno e não à escola.
O que se apresenta nas escolas, é uma disparidade social , onde os menos favorecidos tem poucas possibilidades de superar suas dificuldades devido sua condição social. Quanto a isso ainda Dubet ( 2008, p.27), enfatiza que “ o sistema escolar funciona como um processo de destilação fracionado durante os alunos mais fracos, que são também os menos favorecidos socialmente,  são "evacuados"para as habilitações relegadas , de baixo prestigio e pouca rentabilidade”.
 Com uma opinião de auto-culpa, o próprio aluno acha que talvez o seu fracasso escolar venha de sua falta de esforço. Almeida ( 2008, p. 175), discuti que “os alunos apontam como o esforço como a causa mais valorizada , seja para explicar o sucesso ou o  fracasso escolar, desvalorizando nomeadamente a sorte na explicação do sucesso ou o professor na explicação de fracassos”, e hoje ainda perdura a visão de que o fracasso escolar se deve ao prejuízo de capacidade intelectual desse aluno.

A causa raiz de todo problema deve ser gerada por reflexões que vão além de uma mecanização e/ou generalização dela. Em se tratando de fracasso escolar, não podemos maneira nenhuma afirmar um único culpado. Em linhas gerais, vai muito além de um “achismo” sem fundamentação . É preciso ressignificá-lo.

Ressignificando o fracasso escolar ...

É necessário que desmistifiquemos as “famosas”causas externas desse fracasso escolar, pela articulação destas àquelas existentes no próprio âmbito escolar, e que tenhamos clareza dos fatores que as determinam e as articulam.
   (  Collares)

Entendemos que o fracasso escolar seria o mau êxito na escola, compreendido como sendo a repetência e a evasão escolar, assim como o insuficiente índice de aprendizagem.  Mas, a questão central do fracasso escolar nos remete a conhecer um culpado ou uma causa que explique pontualmente o principal vilão da falha do processo de aprendizagem do aluno.
Em uma discussão sobre as causas do fracasso escolar, Costa(2003), relata ainda o pensamento errado de que tais causas referem-se tão somente ao aluno, na própria criança que de vítima se transforma em réu, vitima porque esquecemos de considerar que esta criança sofre as conseqüências de um sistema social e educacional perverso, que não lhe oferece as condições necessárias para se apropriar do conhecimento dito normal , cientifico ou padronizado, aquele conhecimento que a escola objetiva transmitir.
Forgiarine(2007) mostra  dados do INEP (2007) que 41% dos alunos que ingressam na 1. serie do ensino fundamental não conseguem terminar a 8. série. E dos que entram no ensino médio, 26 % não concluem e elevam em torno de 10,2 anos e 3.7 anos  respectivamente  para concluírem. Esses dados nos alertam para um estudo mais emergencial sobre fracasso escolar:  Se há fracasso, quem fracassa? Fracassa o aluno ou a sociedade com suas políticas educativa, ou então, a escola?

Não há como negar a influencia da escola nova na desmistificação da culpa pela não aprendizagem somente na criança, inclusive, dando uma nova concepção de criança / Infância. Forgiarine (2007), explica que a partir da década de 30 a ênfase volta-se para a atribuição deste fracasso às diferenças individuais, baseada na concepção de genialidade hereditária, apoiando-se nos estudos de Darwim ( principio da evolução das espécies ), difundidas por Galton, já em 1989, influenciando no movimento dos testes mentais bastante marcantes na década de 1890.

Os estudos nos centros de pesquisa, assim como, os estudos in loco na escola, corroboram a idéia da escola também produzir fracasso escolar. Angelucci et al( 2004, p.57), afirmam que “o "fracasso escolar" foi ressignificado : de fracasso dos alunos na escola ele passa à produção da escola”. Nesse mesmo pensamento, Barbosa( 2005, p.241), afirma que “a criança , além de não aprender, acaba sendo responsabilizada pelo seu nao- saber e encaminhada para atendimentos paralelos, que podem camuflar as falhas existentes na escola”.
Nesse contexto, podemos afirmar que não somente existem dificuldades de aprendizagem escolar, mas também dificuldades escolares. As dificuldades de aprender podem estar relacionadas ao professor e à escola, envolvidos num processo sociocultural mal estruturado, com problemas que vão desde a inadequação pedagógica à falta de recurso material e humano.( BACHA et al, 2008, p.17).

Fernandez (2001) nos remete a pensar o fracasso escolar dentro de uma perspectiva onde ele pode intervir como fator desencadeante de um problema de aprendizagem que não existia ou não era conhecido. A mesma autora aborda a idéia de sintoma escolar, uma espécie de obstáculo do aprender que envolve questões sociais, culturais, familiares, orgânicos, pedagógicos, afetivos e intrapsiquicos.
Diante disso, fica claro que as dificuldades não são resultados apenas de um fator determinado e centrado no aluno, mas corresponde a intersecções de outros fatores que desencadeiam o fracasso escolar, dentre eles, o pedagógico e institucional.

Aliás, para a escola é mais cômodo e mais suave dizer que o fracasso escolar na verdade é resultado das dificuldades de aprendizagem do aluno, dentro de fatores internos desse aluno. Nesse momento, surge o olhar às dificuldades de aprendizagem que devido essas confusões de análises sobre o fracasso escolar, ganha seu espaço e literatura.

Dificuldades de aprendizagem
O conceito de dificuldades de aprendizagem foi definido por  Samuel Kirk em 1965, como um problema que tende a provocar sérias dificuldades de adaptação à escola e, frequentemente, projeta-se ao longo da vida da vida adulta. Fonseca (2007, p.136), define as dificuldades de aprendizagem da seguinte maneira:

Conjunto heterogêneos de desordens, perturbações, transtornos, incapacidades, ou outras expressões de significado similar ou próximo, manifestando dificuldades significativas, e/ou especificas, no processo de aprendizagem verbal, isto é, na aquisição, integração e expressão de uma ou mais das seguintes habilidades  simbólicas :  compreensão auditiva, fala, leitura, escrita e cálculo..

Baseados nos estudos de Victor da Fonseca ( 2007), existem algumas premissas para identificação de uma aluno com dificuldades de aprendizagem. São elas: esquecimento, dificuldades de expressão lingüística,inversão de letras,dificuldades em relembrar as letras do alfabeto,dificuldades psicomotoras,dificuldades em recuperar a seqüência das letras do alfabeto, dificuldades nas aquisições básicas de atenção, concentração,interação, afiliação e imitação; confusão com pares de palavras que soam iguais, fraco aproveitamento escolar, fraca auto estima, dificuldades em aprender palavras novas,relutância em ir à escola,dificuldades em completar frases simples,leitura hesitante, lenta e amelódica,fraco conhecimento global;dificuldades em efetuar conclusões, dentre outras.
O grande questionamento a essas premissas, é que geralmente os conceitos de dificuldades de aprendizagem são enfatizados sob um olhar clínico, de diagnostico e avaliação.
Podemos entender que um aluno com dificuldades de aprendizagem é aquele sujeito que não consegue acompanhar as atividades escolares, sejam elas na escrita, matemática ou quaisquer outros conhecimentos .Torres (2007, p.19) entende que “dificuldades de aprendizagem refere-se a qualquer dificuldade  vivenciada pelo aluno para acompanhar o ritmo de aprendizagem de seus colegas da mesma idade, independente do fator determinante da defasagem”.
De acordo com os estudos de Bacha( 2008), estima-se que no Brasil 40 % dos jovens estudantes tenham alguma dificuldade para aprender , onde a escola não consegue diminuir esse percentual. Weiss ( 1994 ), continuamente afirma que o não –aprender na escola é uma das causas do fracasso escolar, podendo inclusive estar relacionada ao professor.

Uma das discussões que temos atualmente é a chamada “despedagogia”, que na verdade, traz à tona a questão da ensinagem, que concebe o fracasso escolar como efeito da culpabilizacao ao professor. O que muitos autores relatam é que o professor pode promover dificuldades de aprendizagem aos alunos, principalmente àqueles que não conseguem acompanhar o ritmo de aula de sua classe.
Com isso, se  discuti sobre as condições de trabalho do professor, ou seja, as circunstancias sobre as quais os docentes se mobilizam para executarem suas inúmeras capacidades. Alguns aspectos podemos descrever que estão vinculados às más condições de trabalho do professor : Má estrutura da sala de aula, a lotação das turmas, o excesso de atividades extras que geralmente são inúmeras, a carga de trabalho, os baixos –salários, as tensões, a sobrecarga mental e cobranças da escola .
Sara Paín apud Ferreira ( 2008,), entende isso como fatores sociopolíticos, isso porque a escola deveria dar condições ao professor ( devido recorte de pesquisa não focaremos a analise sobre o trabalho docente) . Encontramos em Esteves( 1999, p.59) algumas atividades que o professores tem que obrigatoriamente tem que executar.

O professor está sobrecarregado de trabalho, obrigando-se a realizar uma atividade fragmentária, na qual deve lutar, simultaneamente, e em frentes distintas: deve manter a disciplina suficiente , mas ser simpático e afetuoso,; deve atender individualmente as crianças sobressalentes que queiram ir mais depressa, mas também aos mais lerdos, que têm que ir mais devagar; deve cuidar do ambiente da sala de aula, programar, avaliar, orientar, receber os pais e coloca-los a par dos progressos de seus filhos, organizar diversas atividades para o centro atender freqüentemente a problemas burocráticos..., a lista de exigências parece não ter fim.

Com isso, surge algumas questões: Será que os professores realmente executarão suas práticas conforme seu planejamento ? Saberão lidar com a lógica individual de cada aluno? O produto dessa má qualidade de vida do professor, sem dúvidas, engendrará em percentuais consideráveis de aluno ao fracasso escolar. Além disso, existe uma fratura na formação do professor. Angelucci et al (2004, p.61), comenta que “os professores estão preparados para escolarizar crianças ideais, mas não os usuários predominantes da escola pública primária – as crianças pobres.
Nesse mesmo enfoque, Scoz ( 1994) salienta que os problemas de aprendizagem não são restringíveis nem as causas físicas ou psicológicas, nem a análise das conjunturas sociais, mas que é preciso compreende-los a partir de um enfoque multidimensional, que amalgame fatores orgânicos, cognitivos, afetivos /sociais e pedagógicos, percebido dentro das articulações sociais. Dessa forma, podemos interrogar : Como distinguir quem tem ou não dificuldades de aprendizagem ?

A grande contradição que vemos na escola, são crianças neurologicamente normais, mas que segundo os professores possuem dificuldades de aprendizagem. Isso nos faz pensar se de fato isso é uma dificuldade do aluno ou se um problema desencadeado ou reativo da escola. 
Meio que confuso e também banalizado, o conceito de dificuldades de aprendizagem pode estar relacionado também a um “desleixo” educacional, uma tentativa de “desculpa”, de um sistema fracassado e também excludente. Padilh apud Paes ( 2008, p. 152), corrobora essa idéia da seguinte maneira: “ a centracao do problema na criança revela a concepção mecanicista ( o defeito está na máquina), bem como organicista ( a imaturidade da criança, um problema no organismo).
Bertold Brecht ( apud Patto, 1991), exprime poeticamente o lado contraditório do pensamento centrado no aluno.

A arvore que não dá frutos
É xingada de estéril. Quem
Examina o solo ?

O galho que quebra
E xingado de podre, mas
Não havia neve sobre ele ?

Do rio que tudo arrasta
Se diz que e violento
Ninguém diz violentas
As margens que o cerceiam.
 
E com a “missão” de desvendar, solucionar e avaliar as dificuldades de aprendizagem, surge então, a psicopedagogia, um novo campo de conhecimento gerado a partir das deficiências do processo escolar.

Psicopedagogia: retrabalho ou necessidade?
Já como uma demanda muito grande no mercado de trabalho, a psicopedagogia , como área de estudos, surgiu da necessidade de atendimento e orientação a alunos que apresentavam dificuldades relacionadas à sua educação, sobretudo, mais direcionada à aprendizagem. Porém, a grande discussão volta-se para quem é esse profissional. Muitos autores defendem esse novo campo de conhecimento, outros contradizem, afirmando que se trata de uma “cópia” ou “junção” de partes de conhecimentos.
Aliás, o que se apregoa nesse ínterim de discussões é a necessidade desse novo campo de conhecimento, principalmente por ser uma medida “corretiva” ou “ compensatória” dos fracassos da escola . Quanto ao surgimento da psicopedagogia, Kiguel apud Bossa(2007, p.20), explica que “ a psicopedagogia vem surgir a partir da necessidade de mencionar as tentativas de explicação do fracasso escolar por outras vias que não a pedagógica e a psicológica”. A Associação Brasileira de Psicopedagogia ( ABPp)  define a psicopedagogia da seguinte maneira :

Um campo de atuação em educação e saúde que lida com o processo de aprendizagem humana; seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio – família, escola e sociedade -  no seu desenvolvimento , utilizando dos procedimentos próprios da psicopedagogia

A psicopedagogia tem como objeto de estudo, então, a aprendizagem humana. Sua principal função é mostrar como se dá esse processo de aprendizagem, estudando sobre suas deficiências. A psicopedagogia estuda o ato de aprender e ensinar, levando sempre em conta as realidades internas e externas da aprendizagem ( Neves apud Bossa, 2007, p.21). Seu corpo teórico vem de uma proposta interdisciplinar, tendo conceitos vindos da Lingüística, psicologia social, psicologia genética, psicanálise, e outras.

Bossa (2007) apresenta o campo de atuação da psicopedagogia sendo preventivo e terapêutico. O terapêutico dentro de um trabalho feito dentro da clinica, com o objetivo principalmente de reconhecer, perceber, diagnosticar as dificuldades de aprendizagem gerados por problemas patológicos  e o preventivo dentro da escola, preocupado então, em questões sociais e institucionais, como o fracasso escolar.

Surge, então, com a psicopedagogia, um novo profissional no mercado: o psicopedagogo, que segundo Porto (2007, P.8), é tido como um profissional multiespecialista em aprendizagem humana que congrega conhecimentos de diversas áreas a fim de intervir nesse processo, com sua intervenção psicopedagógica, podendo assumir uma feição preventiva ou terapêutica.
Sob a perspectiva do fracasso escolar, surge então, mais um profissional “direcionado” para lidar com os problemas da educação. Dentro de uma visão critica, parece mais cômodo para a escola maximizar seu quadro de pessoal, contratar mais profissionais. Em um primeiro olhar, podemos pensar grosso modo a psicopedagogia como um resultado de um retrabalho, que se for solucionado a causa raiz desse problema poderá ser extinta. Claro, que seu campo teórico de atuação hoje já vem se expandindo e vem ganhando forca dentro da legitimação da profissão.
Na escola, então, podemos ter o psicólogo que segundo Juca( 2000, p.257), “ foca sua atenção apenas no aluno , ele não considera a responsabilidade da escola e o processo pedagógico como fonte de dificuldades existentes e deixa de atuar como  agente de mudanças”, o pedagogo, responsável pelo espaço pedagógico da escola e que geralmente centra a responsabilidade no aluno e no professor, e a psicopedagogo, o profissional das “ dificuldades de aprendizagem”, como estereotipamente é chamado.
Quanto ao papel do psicopedagogo, a ABPp ( Associação Brasileira de Psicopedagogia) , o define da seguinte forma :

É o profissional que auxilia na identificação e resolução dos problemas no processo de aprender. O psicopedagogo está capacitado a lidar com as dificuldades de aprendizagem, um dos fatores que leva a multirepetência e à evasão escolar(...) detém um corpo de conhecimentos científicos oriundos da articulação de várias áreas aliado a uma clínica e/ou institucional que considera a multiplicidade de fatores que interferem na aprendizagem.

A psicopedagogia surgiu na Europa no século com preocupação sobre os problemas de aprendizagem e teve ênfase com as criações das clinicas pedagógicas a partir da segunda metade do século XX, onde se atendiam as pessoas com dificuldades de aprendizagem dentro dos padrões coerentes, pedagógicos e psicanalíticos.
Nos EUA, inicialmente, teve um caráter bem biológico, que possibilitou vários estudos a respeito das pessoas que aprendiam e daquelas que não aprendiam. Na década de 70, na Europa, no enfoque “problema escolar”,  Bloch Laine, encarregado pelo primeiro ministro francês, mostrava que o excessivo número de fracassos na escola não podia ser atribuído às patologias da criança, ponto em questão a parti daí as outras “patologizacoes”, principalmente a institucional , ou seja, a escola.
Bossa ( apud Griss, 2009 ), menciona sobre o primeiro centro medico psicopedagógico fundado na Franca por George Mauco, onde já se reconhecia a convergência entre as varias áreas do conhecimento como a Medicina, psicologia, psicanálise e a pedagogia.
Na Argentina, o grande referencial é Alicia Fernandez. Segunda essa autora, a graduação em psicopedagogia na Argentina surgiu há mais de 30 anos, equiparando-se ao tempo de duração da psicologia. Inicialmente,profissionais que tinham outra formação já atuavam em um espaço de reeducação, com o objetivo de resolver o fracasso escolar. Buenos Aires foi a primeira cidade argentina a homologar uma faculdade de psicopedagogia. No início, houve bastante problema com o curso. Segundo Bossa (2008, p.43), trata-se de que,

A extinção da escola normal, em 1969, na Argentina, permitiu que, a partir de 1971, os alunos com título secundário de variadas procedências profissionalizantes ou não, ingressassem na faculdade de psicopedagogia. Isso significa que os novos alunos não tinham conhecimento de pedagogia e didática. Essa situação leva à reformulação do currículo.

Segundo essa autora, o surgimento da psicopedagogia foi necessário, principalmente, com um papel de desvelar problemas históricos - sociais, tais como: crises na escola, métodos inadequados, evasão escolar, repetências e outras séries de problemas de aprendizagem. Segundo Fernandez e Montti ( apud Bossa, 2008, p.44), na Argentina “a atuação psicopedagógica está ligada, fundamentalmente, a duas áreas : a educação e a saúde, onde a função do psicopedagogo na área educativa é cooperar para diminuir o fracasso escolar, seja este institucional, seja este do sujeito. O psicopedagogo na Argentina trabalha em consultórios particulares e/ou em instituições de saúde , hospitais públicos e particulares.
No Brasil, a psicopedagogia Argentina foi a maior influenciadora e teve grande influência segundo os estudos de  Massine ( 2006), da psicopedagoga Genni Golubi de Moraes , que realizou um trabalho pioneiro na Clínica Psicológica da PUC-SP, atendendo crianças com dificuldades escolares. Ela atendia crianças, em idade de 5 anos. A psicopedagogia chegou no Brasil, na década de 70,cujas dificuldades de aprendizagem nesta época eram associadas a uma disfunção neurológica denominada de disfunção cerebral mínima(DCM).
Nádia Bossa( 2008), uma das grandes estudiosas da psicopedagogia afirma em termos gerais, que a psicopedagogia é o ser humano contextualizado em situação da aprendizagem e que seu campo de atuação resulta de uma convergência conceitual ao caracterizar a aprendizagem , o sujeito contextualizado em situação de aprendizagem e os processos psicoeducativos como objetos de intervenção e da reflexão psicopedagogica. Nisso, apresentamos, então,  a psicopedagogia, mais uma fonte de conhecimento que se preocupa e estuda a educação e a escola : seus problemas, status, vida, estruturas, caminhos e principalmente seus sujeitos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O fracasso escolar é um problema urgente da educação, que precisa ser melhor abordado e caracterizado, onde suas causas “raízes” desvelarão os rumos e as prioridades de ações a serem tomadas para, então, melhorar a educação. Essa discussão vem ganhando relevância em nosso país, apesar das poucas pesquisas nessa linha temática, principalmente pela necessidade de desmistificar a idéia de que o aluno é o culpado de tudo e que a dificuldade de aprendizagem é a causa mais provável desse fracasso, sendo a escola, então, poupada de seus erros institucionais.
Nesse ínterim, surge a psicopedagogia, com uma ciência que tentar compreender a aprendizagem humana dentro de seus padrões normais e patológicos. Mas o que é normal para a escola? Será que o aluno está realmente com dificuldades ou a dificuldade é a da escola? O que vem se apregoando é a “patologinização”  ou “ medicalização” do ensino, uma espécie de desvio de problemas, onde o aluno é focado como um “doente da educação”, e que precisa de cuidados e “ remédios”. Logo, tudo é sustentado dentro desse olhar paradoxalmente já formado da educação.
Este estudo, apesar de suas limitações, revela significativamente as distorções e confusões que a escola faz sobre o fracasso escolar.  Temos convicção que a educação promove liberdade e conhecimento, mas é preciso (re) estudá-la, e acima de tudo, (re) significá-la, partindo principalmente de um ponto de partida de seus sujeitos, o aluno e a escola – seus métodos, abordagens, relações, seus saberes, experiências, formação...
De maneira nenhuma há uma intenção nesse trabalho de banalizar a proposta da psicopedagogia ou descaracteriza-la. Mas, o grande questionamento e até mesmo a grande critica que se faz é até quando o sistema educacional vai continuar formulando compensatoriamente programas gerados por sua decadência, desleixo e desordem. A escola precisa encontrar caminhos. Não se pode brincar de faz de conta e ignorar o problema “passando por cima”.
Aliás, isso nos leva a “desconfiar” se realmente existem dificuldades de aprendizagem do aluno, ou por menores que sejam, se tudo está relacionado ao aluno. Na verdade, a psicopedagogia surgiu a partir do fracasso de “alguém”. Da escola, do sistema educacional ou do aluno?  Mesmo sem apontarmos e definitivamente não é a intenção em afirmar um culpado, tudo isso nos leva a entender o fracasso escolar como um problema advindo e sustentado sob a égide das dificuldades de aprendizagem.

Bibliografia

Referências
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Publicado em 13/05/2011

Currículo(s) do(s) autor(es)

Salatiel da Rocha Gomes - (clique no nome para enviar um e-mail ao autor) - Formado em Pedagogia, especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional e Mestrando em Ciências da Educação. É professor da rede Municipal de Ensino da cidade de Manaus.