Radialismo
e Televisão
O
rádio e a TV são, disparados, os veículos de comunicação de
massa mais difundidos no mundo. No Brasil, para se ter uma idéia,
cerca de 3 mil emissoras de rádio e 200 de TV operam
diariamente, levando informação, cultura e diversão para
todas as regiões e todas as classes sociais.
Com os avanços
tecnológicos e a competitividade no setor, as empresas de rádio
e de TV têm exigido para seus quadros profissionais cada vez
mais preparados técnica e culturalmente. Uma bela voz e um
rosto bonito já não são garantias de trabalho para ninguém,
cabe justamente às faculdades de Comunicação Social, com
habilitação em Radialismo, formar o profissional
especializado, capaz de atuar com competência em qualquer dos
três setores básicos do Radialismo: administração, produção
e técnica, levando sempre em conta as exigências das emissoras
e as necessidades do público.
Na área administrativa, por
exemplo, o radialista cuida da aquisição de equipamentos, do
gerenciamento de funcionários e, eventualmente, da aprovação
de novos projetos. Se preferir atuar como produtor, ele terá
como tarefas a criação de roteiros, direção de programas,
concepção de cenários, além de cuidar de detalhes de
interpretação, locução e dublagem - atividades, aliás, que
ele mesmo pode exercer.
Já na área técnica, o profissional
pode dirigir, montar e arquivar programas, manusear e cuidar dos
aparelhos eletrônicos que transmitem sons e imagens, revelar
filmes, animar desenhos e, por fim, executar os trabalhos
ligados à computação gráfica, como vinhetas de emissoras de
TV.
Os meios de comunicação de massa eletrônicos são, claro,
o principal mercado de trabalho para o radialista. Assim, as
emissoras de rádio e TV, comerciais ou educativas, e as agências
publicitárias absorvem boa parte desses profissionais. Mas, nos
últimos anos, como o surgimento das produtoras de vídeo, o
leque de opções do radialista vem se ampliando.
O curso de radialismo, com duração mínima de 3 anos, coloca os alunos em
contato com disciplinas da área de humanas, como psicologia da
comunicação e filosofia, além de matérias
profissionalizantes como tecnologia em rádio e TV e técnica de
redação.
No final do curso, o aluno é estimulado a usar seus
conhecimentos em um projeto experimental que o colocará em
contato com a prática profissional. Não basta, entretanto, ter
o diploma na mão para exercer a profissão de radialista, é
preciso, antes, que o profissional se registre em Delegacia
Regional do Trabalho, conforme exigência do decreto-lei que ,
em 1979, regulamentou a profissão.
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