Design
Assegurar
um equilíbrio perfeito entre beleza e praticidade é uma das funções
básicas do designer, que pode ser descrito como uma espécie de
moderador entre os interesses do fabricante e as necessidades do usuário.
Em seu dia-a-dia, o desenhista industrial se vale de conhecimentos
das áreas de Estética, Psicologia, Economia, Sociologia, Ergonomia
(adaptação das várias partes do corpo aos objetos) e, é claro,
Desenho, para conceber produtos que agradem aos dois lados e conseqüentemente, se tornem competitivos.
De maneira geral, o
desenhista profissional trabalha em equipe, ao lado de engenheiros
mecânicos, economistas, psicólogos e técnicos da linha de produção,
sempre de olho na melhor alternativa para determinado produto.
No
Brasil, embora viesse trabalhando de maneira assistemática desde os
anos 30, o desenhista industrial só viria a se firmar como
profissional a partir de 1960, com a introdução de disciplinas de
Design no currículo dos cursos de Arquitetura e com a criação da
Escola Superior de Design e da Associação Brasileira de Design.
O
curso de Design, que tem duração mínima de 4 anos, oferece
especialização em programação visual e projeto de produtos.
Em
programação Visual, o aluno é capacitado a criar e desenvolver idéias,
utilizando imagens como meio de expressão. Para tal, além das
disciplinas de Desenho propriamente ditas, ele vai estudar Estética
e História da Arte, Plástica, Psicologia, Economia, Sociologia,
Matemática, Física e outras matérias ligadas a área visual
(televisão, materiais e processos gráficos, produção gráfica e
técnicas de animação).
A partir daí, o profissional estará apto
a produzir cartazes, revistas, folhetos, capas de livros e discos,
outdoors e logotipos. Seu campo de trabalho se estenderá as indústrias
de embalagens, departamentos de marketing, editoras, agências de
publicidade, indústrias gráficas e jornais.
Já o profissional
habilitado em Projeto de Produto, vai lidar diretamente com a concepção
de produtos fabricados em série. Caberá a ele, por exemplo,
acompanhar o objeto desde a sua criação no papel até sua colocação
no mercado e eventual aceitação pelo consumidor. Sua formação é
semelhante à do programador visual, com a diferença de que as
disciplinas específicas para aquela área são substituídas aqui
por outras: resistência dos materiais, elementos de máquinas,
materiais de construção e teoria da fabricação.
Ele vai
trabalhar exclusivamente na produção de objetos tridimensionais,
produzidos em escala industrial.
O curso ainda não é
regulamentado, mas o profissional tem grande importância no mundo
atual.
|