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A PSICOPEDAGOGIA NO ÂMBITO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR

Laura Monte Serrat Barbosa


“A leitura do emergente e do latente na instituição escolar”, traz uma sistematização da observação e análise do sintoma na instituição escolar que me parece uma excelente ferramenta para o psicopedagogo

Você está com um novo livro sobre Psicopedagogia. Conte-nos um pouco sobre ele.

Este é um trabalho que foi elaborado em dois anos. Pensei que seria rápido como o primeiro livro, porém exigiu mais tempo e reflexão.
Nele eu busco relatar minha experiência com a Psicopedagogia no âmbito da instituição, ao mesmo tempo em que fundamentá-la histórica e teoricamente.
Ele tem um jeito diferente de “ser livro”, pois é composto por capítulos (que abordam a aprendizagem, o diagnóstico psicopedagógico na instituição escolar, as ações / reflexões desenvolvidas para corrigir ou evitar dificuldades com a aprendizagem na escola); por artigos (que complementam, aprofundam, exemplificam e subsidiam o texto principal); por espaços de co-autoria (em que o leitor faz suas reflexões e, de certa maneira, reelabora a minha proposta psicopedagógica).

Interessante! Percebi que a chamada dos artigos surge em determinados pontos no meio do texto. Como isso funciona?

Pensei num livro que permitisse um movimento do leitor que não fosse linear, ou seja, ler o livro da primeira à última página. Ao ler este livro, o leitor pode fazê-lo do início ao final, buscar um artigo ou outro a partir da chamada feita no meio dos capítulos; pode ler somente os capítulos; pode ler somente um artigo etc. Ele escolhe o caminho que deseja fazer. Neste sentido, a proposta é de interação do leitor com o autor, deixando espaços de escolha que podem interferir na qualidade do aproveitamento daquele que lê.

Além destes aspectos, o que você destacaria com relação ao conteúdo?

Bem, eu gosto do livro como um todo; entretanto, gostaria de destacar a princípio a apresentação e o prefácio, ambos muito especiais, pois homenageiam também o nosso querido professor Jorge Visca, que tanto influenciou o meu trabalho.
Além disto, acredito que o capítulo do diagnóstico psicopedagógico institucional, o qual denominei de “a leitura do emergente e do latente na instituição escolar”, traz uma sistematização da observação e análise do sintoma na instituição escolar que me parece uma excelente ferramenta para o psicopedagogo.
Também há artigos de que gosto em especial, tais como os sobre adolescência, sobre as mulheres e sobre as inteligências múltiplas.
As ações / reflexões podem contribuir para que cada leitor repense e reorganize a sua prática.
Em resumo, acredito que é um livro dinâmico tanto em relação à forma de leitura, quanto ao conteúdo; porém, sou suspeita a falar porque este é o resultado de um trabalho intenso, do qual gostei muito.

Você produziu o seu segundo livro novamente de forma independente. Por que?

Acredito que existem “atravessadores do conhecimento” que tomam conta do mercado e reduzem o autor a um escritor ao serviço de empresas poderosas.
Prefiro eu mesma divulgar o meu trabalho, já que meu objetivo não é nem ficar famosa, nem rica. Gosto que as pessoas possam compartilhar comigo. Não preciso vender 10.000 exemplares ao ano e enriquecer os outros financeiramente; prefiro vender 1.000 e poder contar com o enriquecimento do leitor, mesmo que seja de um número bem menor.
Naturalmente, para isto, conto com parcerias importantes: a correção cuidadosa, mesmo sem uma grande estrutura; uma editora que precisa interagir sem determinar; uma rede de distribuição com bastante energia. Para este livro, acredito ter encontrado uma boa fórmula: Eliane Mara Alves Chaves, como revisora, Expoente, como editora, e eu mesma como distribuidora.
O livro saiu do forno no dia 20 de março, foi lançado no dia 10 de abril e já vendeu 250 exemplares. Estou muito satisfeita com isto, principalmente porque acompanho de perto o interesse do público.

Para encerrar, o que você pode dizer mais ao nosso leitor?

Gostaria, em primeiro lugar, de agradecer o espaço que vocês estão oportunizando para esta divulgação.
Para o leitor, digo que a paixão de ensinar e aprender ronda minha vida, e tento passá-la através de palavras. Espero poder contribuir com a reflexão de todos. Um abraço e até breve.


Laura Monte Serrat Barbosa - graduação em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1972) e mestrado em Educação pela Universidade Federal do Paraná (1993). Tem formação em Psicopedagogia (1993) e Teoria e Técnica de Grupos Operativos (1994) pelo Centro de Estudos Psicopedagógicos de Curitiba. Atualmente é professora convidada da Universidade Paranaense, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, da Universidade Católica de Goiás, da Universidade Católica do Salvador, da Faculdades Integrado de Campo Mourão, da Faculdade de Artes do Paraná. É sócia da Síntese - Centro de Estudos, Aperfeiçoamento e Desenvolvimento da Aprendizagem. É associada titular e conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Psicopedagogia, atuando principalmente nos seguintes temas: projeto de aprender, atuação psicopedagógica, dificuldade de aprendizagem, avaliação psicopedagógica institucional, instituição escolar, inclusão, relação professor/aluno, operatividade na aprendizagem e desenvolvimento simbólico no processo de aprender. É autora de livros e artigos na área de Psicopedagogia e Educação.

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