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PSICOPEDAGOGIA: EM BUSCA DO SUJEITO AUTOR

Maria Dolores Fortes Alves, Nádia Bossa

Resumo

A Psicopedagogia, campo no qual floresceu o conceito de sujeito autor, é uma área de estudo interdisciplinar; que olha para o sujeito como um todo no contexto no qual está inserido; que estuda os caminhos do sujeito que aprende e apreende, adquire, elabora, saboreia e transforma em saber o conhecimento.  É uma área de estudos de aplicação específica, uma vez que investiga conhecimentos em outros campos, mas cria seu próprio objeto de estudo e delimita seu campo de atuação.

A Psicopedagogia tem como objeto de estudo a aprendizagem humana, como se dá o aprender, suas variações e os fatores implicados, como ocorrem as alterações na aprendizagem e como preveni-las, ou tratá-las, Bossa (2000).

Andrade (2002), nos ensina a autoria de pensamento torna-se possível porque os sujeitos transformam-se mutuamente no encontro com o conhecimento. É, na e pela autoria, que esses sujeitos vão além da realidade imediata e são capazes de lhe dar novos significados.

Portanto, tomamos aqui a concepção de sujeito autor como aquele que constrói seu pensamento e se faz presente através de um ‘’corpo’’ que sente, existe, ama e proclama sua liberdade de ser, de estar e viver no eterno presente, no eterno agora.

 

Quando pensamos em autoria, pensamos em Psicopedagogia, uma área de estudo interdisciplinar; que olha para o sujeito como um todo em/no contexto no qual está inserido; que estuda os caminhos do sujeito que aprende e apreende, adquire, elabora, saboreia e transforma em saber o conhecimento.

A Psicopedagogia é o campo no qual floresceu o conceito de sujeito autor.

 

"A psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, e a numa ação profissional deve que englobar vários campos do conhecimento, integrando-os e sintetizando-os”.(Scoz, aput. Bossa. 2000: 19).

 

Bossa (2000) fala-nos que a Psicopedagogia tem como objeto de estudo da aprendizagem humana, o como se dá o aprender, suas variações e os fatores implicados, como ocorrem as alterações na aprendizagem e como preveni-las, ou tratá-las. Para tanto, a Psicopedagogia recorre a diferentes áreas como Filosofia, Neurologia, Sociologia, Lingüística, e Psicanálise, a fim de melhor compreender seu objeto de estudo e nortear sua prática. A Psicopedagogia é uma área de estudos e de aplicação específica, uma vez que busca conhecimentos em outros campos, mas cria seu próprio objeto de estudo e delimita seu campo de atuação.

 Podemos perceber sob este ponto de vista que a Psicopedagogia não se restringirá a uma fusão entre Psicologia e Pedagogia, mas irá ultrapassar as relações casais e lineares, tendo assim uma visão de inter-relação. (Andrade, 2002)

 

Ainda, segundo Andrade,

"A psicopedagogia vai trabalhar a gestação de espaços subjetivos e objetivos que possibilitam a autoria de pensamento. A autoria de pensamento pressupõe e espaços de liberdade que se constituem a partir da aceitação das diferenças e do prazer em pensar. E se constitui na medida em que o sujeito possa conceber-se diferente do outro e sinta-se autorizado por este outro a diferenciar-se. O prazer estará na descoberta da possibilidade de criar um objeto sobre o qual terá posse, podendo ainda autorizar ou não que seja conhecido pelo outro. (2002: 19)

 

Conforme autora, o que interessa a Psicopedagogia é compreender a subjetividade marcada pelo desejo de saber e fundada pela demanda de conhecimento. Esta, informa-nos também que,

"Cabe à Psicopedagogia enquanto disciplina de um paradigma eco-disciplinar a compreensão da subjetividade sendo instaurada pelo conhecimento, da constituição de espaços objetivos e subjetivos que possibilitem a criatividade, a experiência da liberdade e a autoria do pensamento''. (2002:19)

 

Ainda, corroborando com esses pensamentos temos Capra declarando que,

"A visão de mundo que está surgindo a partir da física moderna pode caracterizar se como orgânica, holística e ecológica... O universo deixa de ser visto com a máquina é composta por uma infinidade de objetivos para ser descrito, indivisível, cujas partes estão e essencialmente inter e relacionadas e só podem ser entendidas como modelos de um processo cósmico." (caput, Andrade 2002:14)

 

Assim, participamos do pensamento de Andrade no qual podemos pensar a Psicopedagogia sob o enfoque de unidade e todo e inter-relacionados e interdependentes. Fortalecemos este olhar fundamentando-nos em Morin, no qual comunica que as disciplinas devem levar em conta tudo que lhes é contextual trazendo sua linguagem e seus conceitos para a vida, tornando-as abertas e, ao mesmo tempo, fechadas numa postura de solidariedade, Andrade (2002:12).

Nesse sentido, segundo a autora, podemos pensar que a Psicopedagogia irá lançar seu olhar para que sejam alcançados movimentos que tendem das operações lógicas para as operações significantes, de um caos inconsciente para uma organização consciente, de uma dramática para a inteligência, da ignorância para o conhecimento. Deste modo, o pensamento, este movimento do qual vai se ocupar a Psicopedagogia, será entendido como um princípio estruturante.

 

Ilustramos estas idéias com palavras de Fernandez,

"... pensar é sempre um apelo ao outro, uma confrontação com pensamento do outro. Embora sendo um processo subjetivo acontece na intersubjetividade.". (caput, Andrade,2002:16)

 

Em busca do sujeito autor

Como já dissemos, o conceito de “sujeito autor” nasce dentro do espaço teórico da Psicopedagogia.

Tomamos aqui a concepção de sujeito autor como aquele que constrói a autoria não por conteúdos acadêmicos e sim aquele que se autoriza a construir e conduzir sua própria vida. O sujeito com autoria que se institui e se faz presente através de um ‘’corpo’’ que sente, existe, ama e proclama sua liberdade de ser, de estar e viver no eterno presente, no eterno agora.

 

Fernandez (2001) define autoria como:

‘’o processo e o ato produção de sentidos e de reconhecimento de si mesmo como protagonista ou participante de tal produção. (...) Um sujeito que não se reconheça autor pouco poderá manter sua autoria’’ (p.90).

 

Para a autora o sujeito que não é capaz de manter sua autoria não poderá ser responsável o ela e tão pouco compartilhá-la. Ainda, a autoria de pensamento é condição para a autonomia do sujeito e ambas (autonomia e autoria) se alimentam mutuamente numa relação de reciprocidade.

Portanto, pensamos que o ser humano que faz sua autoria se humaniza e não se maquiniza. Decide viver através do seu próprio olhar, do seu próprio viver, do seu próprio criar. Edifica sua vida com arte porque esta arte/vida é fruto do seu próprio sonho. Morin (2002), nos diz que:

‘’O indivíduo humano pode dispor da consciência de si, capacidade de se considerar como objetos sem deixar de ser sujeito. O pleno desenvolvimento do pensamento comporta sua própria reflexibilidade: a consciência pode atuar sobre o ser humano refletindo sobre si mesmo, ou atuar sobre o próprio conhecimento, tornando-se conhecimento do conhecimento.’’(p.39)

 

Fernandez (2001), anuncia que a autoria de pensamento é algo imprescindível para que o sujeito seja conectado com a condição humana mais valiosa de liberdade. E, somente um trabalho psicopedagógico com os mestres, professores e profissionais da educação poderia levar a construção de laços de solidariedade que possibilitassem alguma autoria de pensamento e autonomia que hoje não faz parte do cotidiano pedagógico. Conseqüentemente, os alunos teriam na escola um espaço de reflexão e construção de sua própria autoria e autonomia.

 

Andrade (2002), fala-nos que o aprendente é o sujeito que conhece, pensante, que é autor do seu pensamento. E esse sujeito surge da fecundação do conhecimento e articulação de um organismo herdado e um corpo constituído. Esse sujeito aprendente se constitui na diferença entre o eu e o tu.

Esta autora afirma-nos que o aprendente identifica-se com aquilo que o ensinante demanda. E, fazendo esta aproximação entre aprendente-ensinante, está a linguagem que, remete-se em palavras ao exterior, (não apenas aparentemente) dialeticamente, sendo possível de ser interpretada. Para tanto, o ensinante para aproximar-se do aprendente, deverá reconhecer suas próprias limitações e a complexidade buscando o significado das suas ações. É pela linguagem que será representada as percepções inconscientes desse sujeito que se apresenta enquanto o ensinante/aprendente. "Nesse sentido o aprendente, sujeito da Psicopedagogia, é o sujeito significado pelo ensinante através do conhecimento, não qualquer conhecimento, mas conhecimento produtor de subjetividade.'' (aput, Andrade, 2002:23).

 

Para melhorar clarearmos os conceitos de ''ensinante'' e ''aprendente'' vamos trazemos algumas definições de Andrade (2002b).

Para esta autora a relação professor/aluno não depende da postura teórico/metodológico que se adota. Não implica apenas na aprendizagem relacionada a conteúdos formais de disciplinas determinadas. A relação educador/educando pauta-se em um nível de aprendizagem segundo os ideais da cultura e moral de um povo. Ambas, relações professor/aluno, educador/ educando ocupam lugares objetivos com um conhecimento também objetivo que é permeado pela relação de ensino/aprendizagem. Porém a relação ensinante/aprendente é uma relação pautada pela transferência  que se define partindo de lugares subjetivos e de identificações.

Fernandez (caput, Andrade, 2002b) atribui as palavras ensinante e aprendente um valor conceitual que não equivale a aluno e professor, porque o ensinante e aprendente indicam um modo subjetivo de situar-se, indica posicionamentos singulares diante do conhecer e do aprender. Diz-se assim,  oras somos ensinantes oras somos aprendentes, estas situações se alternam no mesmo sujeito, o que não significa necessariamente que seja o sujeito aluno.

Nesse sentido Andrade (2002b) fala-nos que a Psicopedagogia busca a compreensão do sujeito em situação de aprendizagem, sujeito aprendente e seu par dialético; busca compreender a subjetividade que se constitui pelo desejo de saber e pela demanda de conhecimento.

 

"A psicopedagogia busca, portanto, construir uma teoria que de conta de explicar o processo através do qual o sujeito aprendente articula fantasia e realidade abandonando a ilusão da onipotência para a criar o símbolo e com ele a capacidade de gerar pensamento ampliando o conhecimento sobre si e a sobre o mundo." (aput, Andrade, 2002b:17).

 

Podemos pensar que a autoria de pensamento torna-se possível porque os sujeitos transformam-se mutuamente no encontro com o conhecimento e essa transformação se faz graças à subjetividade que os perpassa, tornando-os seres simbólicos. É na e pela autoria que esses sujeitos vão além da realidade imediata e são capazes de lhe dar novos significados, Andrade (2002).

 

Bossa (2000), falam-nos que na contemporaneidade temos a Psicopedagogia empenha-se na concepção de aprendizagem segundo a qual atua um sujeito biológico com sua afetividade e seu aparato intelectual interferindo no modo como este sujeito faz suas relações com o meio, uma vez que, suas interações sofrem influências e também são influenciadas pelas condições deste sujeito situado no meio sócio-cultural. O professor, portanto, estará influenciando a relação do seu aluno com o meio. Seus valores e autoria de pensamento estarão presentes e refletidos na relação professor/aluno.

 

Iluminando-nos pelas idéias de Vygotsky e seus estudos sobre o sujeito social, unimo-nos a Psicopedagogia para justificarmos que este mesmo sujeito social pode ser um sujeito autor: aquele que pela mediação interage com o outro e constrói sua autoria. Teremos assim, um sujeito que constrói sua autoria através da mediação com o social e que está inserido em um todo integrado.

 

Apreciamos a presença do sujeito social de Vygotsky com sua extensa obra - da qual retiramos um pequeno trecho nas palavras de Góes (1991) – trazendo,

‘’(...) o conhecimento é construído na interação sujeito objeto e de que essa ação do sujeito sobre o objeto é socialmente mediada. (...) o desenvolvimento do homem enquanto ser humano tem uma gênese social, o homem se a constrói através de sua inserção social, nas relações interpessoais’’.(aput, Góes,19  :21 e 22).

 

Podemos inferir que a aprendizagem, mediada por nossas relações sociais, tem origem no plano da intersubjetividade e constrói o nosso conhecimento. Portanto, o plano da intersubjetividade é um plano de relação com outro, em que as ações são internalizadas não por uma reprodução e sim por ações externas do sujeito que são negociadas socialmente. Assim podemos dizer que este sujeito não é somente passivo nem somente ativo, mas, sim um sujeito interativo.

 

Neste sentido Morin afirma que:

‘’ (...) a própria sociedade é transformada, complexificada, pelo surgimento do espírito humano, pois são as interações entre espíritos individuais que a produzem, sendo que a linguagem multiplica as comunicações, alimenta a complexidade das relações entre indivíduos e a complexidade das relações sociais.’’ (2002: 39)

 

Assim, o sujeito interativo e interdependente somente se faz humano e autor através da cultura na qual está inserido e com ela interage, e ainda, dela depende para que lhe seja outorgado sua autoria. Através das interações reguladas pela complexidade da relação com o meio social e a cultura, o sujeito exercita sua autonomia e autoria.

O processo de internalização ocorre por meio de uma ação que se concretiza mediada pelo exercício social e por um conjunto de significações que a cultura oferece o sujeito. Deste modo podemos dizer, que este sujeito está imbricado em uma teia social e ecológica, em um todo complexo, na "teia da vida” e nela aprende e se desenvolve.

 

Para Morin (2000), a partir do momento que o sujeito empreende uma ação, o reflexo desta se faz no mundo escapando de suas intenções: logo, esta ação entra no meio ambiente e volta para o próprio homem.

Diz ainda, que o sujeito humano pode ser uma pequena partícula do universo, mas contém em si toda a plenitude da realidade e da existência,

‘’...contém o todo da vida sem deixar de ser uma unidade elementar da vida. Ao mesmo tempo, carrega a plenitude da realidade humana, com a consciência, o pensamento, o amor, a amizade. Comporta o todo da humanidade sem deixar de ser a unidade elementar da humanidade. (...) como disse Montaigne, cada homem carrega forma inteira da condição humana. ‘’ (Morin, 2002: 73).

 

As idéias cartesianas ‘’das partes’’, da ‘’razão pura’’ deixam de ser verdades absolutas para ceder lugar a novos pensamentos de um ser humano complexo e sistêmico, parte do todo. As transformações de paradigmas na contemporaneidade nos permite pensar com base em Morin, Vygotsky e  autores da Psicopedagogia para concebermos um novo homem: um ser social, autor e autônomo. Um novo homem que não se faz em partes e sim como um todo integrado em uma relação no mundo em que está inserido. Um homem contextualizado que reflete a visão e Homem que norteia nosso trabalho.

 

Morin (2002), fala-nos que é necessário haver uma mudança de pensamentos e valores para que sejam elaborados novos paradigmas. Este novo homem, este novo sujeito terá de deixar seus valores de auto-afirmação-que são valores tais como: expansão, competição, quantidade, dominação - para estruturar valores interativos tais como: conservação, cooperação, qualidade e parceria. Essas novas mudanças são extremamente necessárias e aspectos essenciais de todos os sistemas vivos.

Autores como Capra e Morin falam que a cultura ocidental sempre se fez por valores afirmativos em detrimento dos valores interativos, adquiriu como conseqüência o pensamento das partes, uma desorganização social com hierarquias inibidoras, conseqüentemente sujeitos com identidades fragmentadas.

O homem tornando-se consciente de seus valores, de sua integração, interação, mediação com um mundo que lhe cerca, com seu contexto, com o contexto do outro, adquirirá a possibilidade perceber-se como parte de um todo que está constantemente formando e transformando a si e a seu meio.

Segundo Morin (2002b),  a partir do auto-conhecimento, (conhecimento dos seus valores-afetos) e compreensão  aceitação do outro, o homem estará exercitando a auto-ética. Esta auto-ética sugerida pelo autor, defini-se em compreensão do outro, ou ética da compreensão. É nesta auto-ética do homem com respeito para si e para o outro que encontramos os valores que remetem o homem a sua condição de humano.

Exercitando a auto-ética através da reflexão, da auto-compreensão, do distanciamento de si para poder compreender o outro, saber objetivar-se, o homem estará exercitando sua autoria, sua sabedoria. 

 

Fernandez comunga estas idéias falando que o sujeito constrói sua aprendizagem em um espaço vincular com o outro e este vínculo ‘’não é alheio à ética e a estética, pois ética e pensamento entrelaçam-se e condicionam-se’’(2001: 42).

 

A Psicopedagogia traz sua contribuição levando o homem a caminhos de sua humanização, do humano que se faz humano pelo olhar de si mesmo, construindo-se e construído a seus próprios caminhos, tomando para si sua autoria.

"O objetivo de toda intervenção psicopedagógica e abrir espaços subjetivos e objetivos, e onde a autoria de pensamento seja possível". (aput, Scoz, 2000: 20)

 

Concluindo, dizemos que autorizando-se, valorizando-se, conscientizando-se de seus valores e de sua complexidade e conexão com a vida, o sujeito que se faz autor poderá conquistar seus sonhos de liberdade (de espírito). Liberdade que se consegue através da cultura, da auto-ética, do conhecimento compartilhado, que se transforma em sabedoria. Sabedoria, que se concretiza apenas quando temos a possibilidade de despertarmos o humano do humano (Morin, 2002).

Conforme Morin (2002) a liberdade de espírito exercida, alimentada e fortalecida através da nossa abertura ao exterior, da consciência reflexiva que é a capacidade de se auto-examinar, de se auto-conhecer,  de auto-pensar e, também, pela sua consciência moral ou auto-ética.

 

‘’Quanto mais rica e a consciência, mais ricas são as liberdades possíveis.(...) a consciência (grifo nosso) produtora de autonomia, metaponto de vista reflexivo de si sobre si, de conhecimento do conhecimento, e condição de pertinência da escolha e da decisão, enfim, do valor moral e intelectual da liberdade humana. (aput, Morin, 2002:280).

 

Em minhas considerações finais sobre este trabalho deixo-me autorizar em poesia...

 

Ser autor é...

...viver no eterno agora deixando a luz da vida,

brilhar em cada passo que dou,

Deixando minha marca pelos caminhos que vou...

 

....buscar no inconsciente a consciência de quem sou,

...se deixar sonhar para poder criar e recriar,

 

...ser livre para se deixar voar...nas asas da imaginação,

realizando-nos  como pessoas únicas que somos,

na beleza do momento presente, na eterna dança do amor...

 

...viver no encantamento da vida,

Vivida com todas as cores, luzes, sabores e amores,

...abrindo caminhos para as transformações...

 

 

Ser ecológico,

Ser que ama,

Ser que se ama,

Ser que soma,

Ser que divide, multiplica.

Ser que age inter-age;

Transforma, forma,

Integra, reintegra,

Ser-mente, semente.

Ser autor: ser com amor.

Ser vida: ser Teia da Vida.

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Publicado em 21/03/2006


Maria Dolores Fortes Alves, Nádia Bossa - Maria Dolores Fortes Alves: Professora, Pedagoga, Pós Graduação em Distúrbios da Aprendizagem pela UBA (Universidade de Buenos Aires), Educação em Valores Humanos pela Fundação Peirópolis, Mestre em Psicopedagogia pela UNISA, Doutoranda em Ciências Humanas- Psicopedagogia pela UNISA.
Nadia Bossa: Pedagoga, Psicóloga, Psicopedagoga, Mestre em Psicologia pela PUC/SP, Doutora em Psicologia pela USP

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