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AS DIFICULDADES NA LEITURA

Telma Almeida Franco e Eunice Barros Ferreira Bertoso

As Dificuldades na Leitura – uma Proposta de Intervenção Psicopedagógica

Resumo
Este artigo apresenta como questão central conhecer as principais causas das dificuldades no processo de leitura e as intervenções psicopedagógicas, conceituar aprendizagem e dificuldades da mesma e analisar a opinião dos psicopedagogos quanto ao seu papel nas dificuldades de leitura. A leitura é definitivamente indispensável para que o indivíduo tenha uma comunicação com o mundo e para tirar as informações que ele perceba como adequadas para sua sobrevivência. Para a realização do estudo, a abordagem metodológica utilizada foi à pesquisa qualiquantitativa. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário constituído de questões fechadas e abertas.
Foram escolhidos quinze psicopedagogos que atuam na área Clínica e Institucional na zona Sul da cidade de São Paulo. Dos quinze sujeitos entrevistados 33% possuem um tempo de experiência profissional de 0 a 2 anos, 7% de 3 a 5 anos, 7% de 6 a 8 anos e 53% acima de 09 anos. Desses sujeitos 87% afirmaram participar de eventos relacionados à educação citando palestras, feiras, congressos, oficinas e cursos.
Os resultados indicaram que uma porcentagem significativa de psicopedagogos, 93%, são persistentes quanto ao uso de estratégias de intervenção nas dificuldades de leitura, ou seja, buscam estar cada vez mais atualizados sobre assuntos pertinentes ao seu trabalho.Observamos que a leitura é trabalhada diariamente, o que amplia a compreensão do aluno/paciente e melhora o seu rendimento escolar. De acordo com as respostas dos sujeitos são usados como recursos na intervenção livros paradidáticos e música que proporcionaram a criança um melhor desenvolvimento de suas capacidades de linguagem oral e escrita. As crianças aprendem quando estão presentes certas integridades básicas e quando são oferecidas oportunidades adequadas para a aprendizagem.
Palavras chave
Dificuldades na leitura, intervenção psicopedagógica.

ABSTRACT
This article presents a central issue to know the main causes of difficulties in the process of reading and the psycho-pedagogical intervention, and learning difficulties to conceptualize it and analyze the views of educational psychologists and their role in reading difficulties. The reading is definitely essential if the individual has a communication with the world and to get the information that it perceives as adequate for their survival. For the study, the methodological approach was qualitative-quantitative research. To collect data we used a questionnaire consisting of closed and open questions.
We choose fifteen educational psychologists working in the Clinical and Institutional in the southern city of Sao Paulo. Of the fifteen subjects interviewed 33% had a time of professional experience 0 to 2 years, 7% in 3 to 5 years, 7% from 6 to 8 years and 53% over 09 years. Of these subjects 87% said they participate in events related to education citing lectures, fairs, conferences, workshops and courses.
The results indicated that a significant percentage of psychologists, 93% are persistent in the use of intervention strategies in reading difficulties, or seek to be more knowledgeable about issues relevant to their work.Observed that reading is worked daily , which increases the understanding of the student / patient and improves their academic performance. According to the responses of the subjects are used as resources for intervention didactic books and music that gave the child a better development of their skills oral and written language. Children learn when they are present certain basic integrity and when they are offered adequate opportunities for learning

KEY WORDS
Difficulties in reading, pedagogic intervention.

INTRODUÇÃO
(FARIA, 2007, p. 114) “Ler não é uma obrigação, é um hábito que se adquire ao longo da vida e que deve começar cedo, pois isso faz com que aumentem o vocabulário e a confiança para se expressar melhor.”
(CAGLIARI, 2007, p. 148) “Cagliari nos fala sobre a fundamental importância da leitura para o indivíduo na formação de sua aprendizagem e na vida como um todo. Que a mesma é uma “extensão da escola na vida das pessoas”, sendo essa herança “maior que qualquer diploma”.”

Saber ler e compreender o que se lê é algo que deve ser praticado de forma contínua em nossa vida.  Podemos concluir então que ler é vital em nossas vidas, porém muitas pessoas têm dificuldade nesse processo. A leitura é definitivamente indispensável para que o indivíduo tenha uma comunicação com o mundo e para tirar as informações que ele perceba como adequadas para sua sobrevivência.
Nessa revisão bibliográfica, abordaremos juntamente a influência da família na busca do prazer pela leitura, pois como veremos a seguir, a mesma tem grande parcela de influência não só na aprendizagem, mas na construção da personalidade e do caráter de cada um de seus membros. Pretende colaborar na compreensão dos distúrbios de aprendizagem da leitura, pelo menos os mais comuns, dando um modelo de intervenção psicopedagógica para esse problema. Tudo isso, buscando-se olhar sob uma ótica psicopedagógica.
Este artigo tem por objetivos: Conhecer as principais causas das dificuldades no processo de leitura e as intervenções psicopedagógicas, verificar as contribuições de intervenção psicopedagógica para o desenvolvimento do hábito da leitura e analisar a opinião dos psicopedagogos quanto ao seu papel nas dificuldades de leitura. E também proporcionar uma reflexão sobre a leitura e as dificuldades no desenvolvimento do hábito de ler.  Procurará discorrer sobre o processo de aprendizagem e quais as causas que estão atrapalhando uma determinada criança a ler com eficiência e prazer.
Ler não é simplesmente decodificar símbolos. Vários autores nos falam que leitura implica compreensão e reflexão. Uma leitura sem compreensão do assunto é algo sem significado e vazio que em nada contribui.

(LIMA, 2006, p. 58) “Lima discorre sobre o assunto: “o ato de ler envolve várias áreas do cérebro e o de escrever ainda mais”. A leitura é fundamental para a nossa vida. É um hábito que deve ser ensinado às crianças desde cedo e praticado constantemente.”

Ser alfabetizado não implica em apenas escrever o próprio nome, são necessárias diversas habilidades, como a capacidade de ler, entender e interpretar, além de escrever e se comunicar. Quando a leitura é praticada com compreensão, o sujeito torna-se crítico, tendo a facilidade de expressar e dizer o que pensa.

(BRIZ, 2004, p. 34-35) “A leitura produz uma visão ampla e coerente capaz de reproduzir idéias, segundo Briza “A leitura é mais do que ler nas linhas – é identificar as informações apresentadas e reproduzi-las”.”

Um bom leitor tem a característica do sucesso onde desenvolve de forma contínua as áreas do cérebro com uma melhor desenvoltura em colocar seus pensamentos.

(FERRARI, 2005), afirma que: “Bons leitores são bons alunos em qualquer disciplina. Quando a garotada lê bem (e compreende o que lê) tem mais chances de sucesso. Se os alunos forem acostumados a ler vários modelos de texto, vão desenvolver espírito crítico para perceber essas nuances. Em pouco tempo saberão expor as próprias ideias. Por escrito, com argumentos destinados a convencer o leitor.”

A leitura crítica e reflexiva é de fundamental importância, pois exigem do leitor tempo, concentração, compreensão e envolvimento com o assunto intencionando adquirir mais conhecimentos e fazer descobertas. Para se comunicar cada vez melhor é preciso ser um leitor constante.

(BENCINI, 2006) comenta sobre essa importância e as funções da leitura: “Ler, todo mundo sabe, está longe de ser uma tarefa fácil. Qualquer leitura exige o domínio da língua e suas nuances, além de tempo e concentração, determinação e conhecimento sobre o tema, mas ler é o único jeito de se comunicar de igual para igual com o restante da humanidade, seja no tempo – por meio de textos e escritos. Os procedimentos de leitura eficiente para ensinar os seus alunos são três comportamentos: ler por prazer, ler por estudar, ler para se informar.”

(BARROS, 2007, p. 39) “Ler é mais do que ler literatura, é inserir o indivíduo na sociedade, defende Paulo Mendes, consultor do PNLD. (Programa Nacional do Livro Didático).”

A leitura dá a possibilidade de lidar com as ideias e pensamentos escritas por outras pessoas. Ler é envolver-se no conteúdo como parte integrante das palavras e frases, é comunicar-se com o mundo e adquirir experiências.

(DOCKRELL E MCSHANE, 2000), afirmam que: “o ato de ler consiste em um complexo conjunto de habilidades que incluem: o reconhecimento e decodificação de palavras impressas, determinação do significado de palavras e frases, coordenação e interpretação desses significados dentro do contexto geral do tema.”
 
Neste sentido, a leitura e seu significado se complementam. Ao ler o aluno precisa fazer uma análise crítica de todo o material lido, para uma melhor compreensão e enriquecimento de suas capacidades intelectuais.

(DOCKRELL e MCSHANE, 2000, p. 85) “A principal característica na dificuldade em ler é a falta da compreensão do texto e interpretar a mensagem. Segundo Dockrell e Mcshane “Normalmente, as dificuldades da leitura envolvem a incapacidade de reconhecer ou de compreender o material escrito”.“

Quando o leitor tem dificuldades em compreender um texto sua aprendizagem fica atrasada. Essa dificuldade precisará ser trabalhada e abrangerá várias áreas do cérebro. Quais seriam as causas que levam a essas dificuldades? Também encontramos diversos materiais sobre o assunto. Muitas vezes a dificuldade no processo de leitura está relacionada ao sujeito e para reverter esta deficiência devem ser aplicadas formas para adquirir o prazer no ler.

(CORSO, 2004), afirma que: “As dificuldades de leitura podem estar relacionadas às dificuldades internas do aprendiz como o desenvolvimento inadequado de habilidades metacognitivas. São essas as habilidades que ajudam o aluno a "dar-se” e "controlar" seu processo de aprendizagem, refletindo, então, sobre sua atividade de leitura.”

Alguns leitores fracos - mas não todos - mostram memória insuficiente para material auditivo, o que pode impedir a habilidade para agrupar os sons e formar uma palavra.

As crianças com dificuldades de leitura são menos eficazes, possuem uma compreensão fraca e não conseguem corrigir com facilidade erros existentes em textos, ou seja, não detectam erros nos textos tão bem como as crianças que não apresentam dificuldades de leitura. Quando é percebida a dificuldade na leitura do aluno, este processo de intervenção tem que ser trabalhado com vários métodos, sendo que a dificuldade pode estar na forma que o sujeito tem de compreender o texto lido, em sua audição, no falar e etc.
O professor, em sua formação inicial, deveria ter mais subsídios sobre os conteúdos em geral e mais especificamente sobre o processo de leitura para poder, então, conduzir o aluno de maneira mais eficaz ao seu desenvolvimento leitor.

(GURGEL, 2008), complementa que: “O professor, por excelência, é o profissional que sabe ensinar e tem o domínio sobre os conteúdos que leciona. Aparentemente óbvios esses preceitos infelizmente não se confirmam no dia – a – dia, e a maior causa disso é a formação inicial. De todos os fatores que influenciam a qualidade da escola, o professor é sem dúvida o mais importante. Por isso, a formação faz tanta diferença – para o bem e para o mal.”

Os professores têm que despertar dentro de si o prazer pela leitura, a busca por novos conhecimentos e assim transmitir para seus alunos a grande importância sobre o ato de ler e compreender  textos. A escola tem que apresentar a leitura para seus alunos de forma significativa e dinâmica para que seja despertado na criança o prazer pela leitura.
Outro fator que impede a formação de crianças leitoras e consequentemente, ao fracasso escolar, são as condições econômicas das famílias. Segundo pesquisas realizadas, quanto maior o poder aquisitivo melhores são as condições em permanecer na escola, ter notas satisfatórias tendo maior possibilidade em ingressar em uma faculdade. A classe social também se relaciona com a evasão escolar.

(LEITE, 1988, p. 21) “A pesquisa realizada pela Fundação Carlos Chagas (1977 apud Sipavicus 1987) conclui que as crianças oriundas de melhores condições sócoeconômicas têm maior chance de tirar notas altas, serem promovidas e permanecerem na escola.”

A escola, os professores e os pais devem estar atentos para os diversos fatores que podem levar as crianças ao fracasso escolar, pois o objetivo deve ser a formação de futuros cidadãos qualificados. O professor precisa observar atentamente como se dá o processo de aprendizagem da criança, quais as dificuldades que a mesma apresenta e o que deve ser feito. O sistema educacional, os governantes e a sociedade precisam formar e exigir profissionais aptos e valorizá-los em sua atuação.

Método
Para a realização do estudo, a abordagem metodológica utilizada foi à pesquisa qualiquantitativa. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário constituído de questões fechadas e abertas.
Foram escolhidos quinze psicopedagogos que atuam na área Clínica e Institucional na zona Sul da cidade de São Paulo. Dos quinze sujeitos entrevistados 33% possuem um tempo de experiência profissional de 0 a 2 anos, 7% de 3 a 5 anos, 7% de 6 a 8 anos e 53% acima de 09 anos. Desses sujeitos 87% afirmaram participar de eventos relacionados à educação citando palestras, feiras, congressos, oficinas e cursos. O primeiro contato com os participantes foi o preenchimento do “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido” para a participação da pesquisa, após aprovação do Comitê de Ética.
Os resultados serão analisados e organizados de acordo com as informações obtidas através da bibliografia consultada e da análise estatística das questões dos questionários. A interpretação final desses dados empíricos se dará combinando a consulta a literatura especializada com as percepções e ideias inferidas pelos pesquisadores no estudo do material coletado. Os resultados terão por base as contribuições dos sujeitos em questão.

Resultados
Através dos dados coletados percebemos a importância da leitura na vida do indivíduo. E também que o psicopedagogo é de fundamental importância para ajudar as crianças com dificuldades de leitura, onde disponibilizam de vários recursos para que o processo de intervenção seja satisfatório.

De acordo com os sujeitos entrevistados 93%  afirmam fazer a leitura de materiais que abordam como tema o processo de leitura e atendimento, enquanto que 7% disseram não fazer leitura destes materiais.
É possível observar que a maioria dos psicopedagogos buscam estar cada vez mais atualizados sobre assuntos pertinentes ao seu trabalho.Também é importante frisar a importância da leitura na vida do indivíduo .

(CAGLIARI, 2007), afirma que: “A leitura é a extensão da escola na vida das pessoas. A maioria do que se deve aprender na vida terá de ser conseguido através da leitura fora da escola. A leitura é uma herança maior do que qualquer diploma. Ensinar as crianças a ler no seu próprio dialeto é fundamental para formar bons leitores”.

Através dos dados levantados 67% afirmaram sentir-se parcialmente preparados para atender a clientela com dificuldades de leitura, enquanto 26% afirmaram que estão preparados para fazer o atendimento e a minoria, 7% não estão preparados.
O psicopedagogo tem uma grande missão em suas mãos, ajudar o aluno com dificuldades de leitura, proporcionando ao mesmo um maior contato com uma diversidade de textos, jogos e músicas, para que um melhor desenvolvimento de suas capacidades intelectuais.

(BOSSA, 1994), afirma que: “cabe ao psicopedagogo saber como o sujeito que aprende transforma-se em suas várias etapas da vida, quais os recursos de conhecimento de que dispõe, como produz conhecimento e como aprende. Tal informação incidirá nos meios necessários para suscitar o progresso e o sucesso dos alunos que apresentam sintomas do não aprender.”

Observamos que 28% dos sujeitos entrevistados citaram jogos como uma forte ferramenta de intervenção nas dificuldades de aprendizagem, 21%  afirmam  ser os livros paradidáticos um recurso que auxilia no trabalho de intervenção do psicopedagogo, 19%  consideram a música um recurso muito importante, 16% afirmam usar classificação de textos, 13% disseram que usam poesias/poemas/gibis .

(PIAGET, 1971) Neste sentido Piaget afirma que: “O jogo é um tipo da atividade particularmente poderosa para o exercício da vida social e da atividade construtiva da criança.”
 
O que vai promover uma boa aprendizagem é o clima de discussão e troca, permitindo tentativas e respostas, fazendo assim uma análise de suas respostas e em seguida debater com o psicopedagogo.

Constatou-se na pesquisa que 33% afirmaram que o incentivo a leituras diversas/música com expressão corporal e escrita são atividades que auxiliam na superação das dificuldades de leitura, 22% enfatizam alfabeto móvel e colagem, 18% consideram jogos/classificação de textos/poesia/poema, 15% consideram desenhos, contar e recontar histórias/fantoches/receitas/bulas/textos, 7% consideram cópia/ditado/redação/interpretação e 5% leitura diária pelo professor.
Ler é essencial, é um hábito que se adquire ao longo da vida e que deve começar cedo. Podemos usar vários recursos, como livros paradidáticos e música que proporcionaram a criança um melhor desenvolvimento de suas capacidades de linguagem oral e escrita. As crianças só aprendem normalmente quando estão presentes certas integridades básicas e quando são oferecidas oportunidades adequadas para a aprendizagem

(FONSECA, 199, p. 368) Em complemento: “É preciso igualmente renovar e inovar materiais didáticos e a apresentação de estímulos.”

Na questão que tange a opinião dos psicopedagogos sobre as causas das dificuldades de leitura um percentual de 40% consideram os bloqueios emocionais/problemas na época da alfabetização, 25% a ausência dos pais/criança não tem estímulos/escola sem êxito e a minoria problemas biológicos, 17% interpretação/leitura de textos inadequados para a idade, 13% indisciplina/falta de ambiente alfabetizador e 5% problemas biológicos.

(PINCUS e DARE, 1987), afirmam que: “O sucesso da criança ao enfrentar as difíceis tarefas subjetivas ao longo do seu desenvolvimento depende, em grande parte, das condições psicológicas que os pais lhe oferecem, sem esquecer que as próprias experiências infantis dos pais, assim como a sua relação conjugal, são fatores importantes no seu processo de interação com a criança. Vemos, deste modo, como os laços familiares são essenciais para estruturação psíquica desde os primeiros momentos da vida.”

O psicopedagogo trabalha em prol de melhoria na vida da criança, ajudando-o por meio de intervenção e diagnóstico e também precisa de um apoio dos pais que proporcionem aos filhos convivência em um ambiente psicologicamente saudável.

É possível observar um índice significante onde 36% consideram a leitura constante - utilizando estratégias estimulantes como um fator predominante para a intervenção nas dificuldades de leitura, 31% incentivo a leitura de textos diversificados, músicas, jogos, auto-estima, 16% diálogo com a criança/família/escola, 11% dramatização, leitura de interesse da criança, pseudo-leitura e 6% enfatizam atualizar-se buscando mais conhecimento.

(BARBOSA, 2006) “O professor também necessita testar suas hipóteses a partir do seu referencial teórico e do conhecimento que tem das crianças. Ele terá de fazer suas observações da turma e, a partir daí, encontrar alternativas que lhe propiciem uma satisfação maior com resultados da aprendizagem. É uma construção conjunta de estratégias de ensino e aprendizagem, envolvendo professor e aluno.”

O psicopedagogo deve primeiramente conhecer a realidade de seus clientes/pacientes, construindo assim um vínculo de confiança e em seguida procurar aplicar estratégias de leitura adequadas a vivência da criança, obtendo uma melhor compreensão de sucesso na aprendizagem.

Considerações finais
Observa-se nesta investigação que ler é um aprendizado importantíssimo. Ler é essencial! Mesmo que no início seja uma tarefa um pouco difícil e delicada, porém com incentivo, esforço e determinação cada criança pode aprender a ler.
O objetivo da leitura é adquirir o significado da palavra escrita. Cada criança precisa ser avaliada para determinar suas necessidades específicas e os meios mais eficazes para ensiná-la a ler e a descobrir que coisas interessantes podem ser colhidas da página, a leitura torna-se sua própria recompensa.
Para concluir, as dificuldades de leitura constituem uma situação real presentes no cotidiano escolar das crianças em fase de alfabetização. Portanto é necessário que todos os profissionais relacionados à educação realizem pesquisas que possibilitem conhecer cada vez melhor seus alunos/clientes e ajudá-los na superação destas dificuldades.

Referências
BARBOSA, Laura Monte Serrat. O Foco deve ser na Aprendizagem? In. Atividades & Experiências. Curitiba: Positivo, ano VII, nº 3, p.13-15, agosto, 2006.
BARROS, Rubens. Leitura: a grande travessia da educação. Revista Educação, ano II, nº. 121, p. 30-39, 2007
BENCINI, Roberta. Todas as Leituras. Revista Escola, ano XXI nº 194, agosto de p. 31, 2006.
BOSSA, Nádia. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre: Artes Médicas. 1994.
BRIZ, Lucita. Como saber se seu aluno entendeu o que leu. Revista Escola, ano XIX, nº 197, nº 177, p. 34 e 35, novembro de 2004,
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização & Linguística. 10ª edição, São Paulo: Editora Scipione, 2007.
CORSO, Luciana Vllino. Dificuldade na Compreensão da Leitura: uma abordagem metacognitiva. Revista Psicopedagógica, p. 206, 2004.
DOCKRELL, Julie, MCSHANE, John. Crianças com Dificuldades de Aprendizagem – uma abordagem cognitiva. Porto Alegre/Artmed, p. 85, 2000.
FARIA, Fabiana. Lugar de Pequenos Leitores. Revista Escola, ano XXI, outubro de
p. 114 e 115, 2007.
FERRARI, Marcio. Bons leitores são bons alunos em qualquer disciplina. Revista Escola, ano XX nº. 180, p. 32, março, 2005.
FONSECA, Vitor da Introdução as Dificuldades de Aprendizagem. 2ª ed. Porto
GURGEL, Thaís. A origem do sucesso e do fracasso escolar. Revista Escola, XXIII nº. 216, pp. 48 e 49. 2008.
LEITE, Sergio Antonio da Silva. Alfabetização e Fracasso Escolar. São Paulo/Edicon, p. 21, 1988.
LIMA, Elvira Souza, Alfabetização: educadores discutem como melhorar o ensino na área. Revista Escola, ano XXI nº. 197 ,p. 58, novembro de 2006.
PIAGET, Jean..; INHELDER B.Gênese das estruturas lógicas elementares.Rio de Janeiro: Zahar, 1971.
PINCUS, L., & DARE, C. Psicodinâmica da família (2ª ed., p. 68-89) Porto Alegre: Artes Médicas. (1987).

Publicado em 26/08/2010


Telma Almeida Franco e Eunice Barros Ferreira Bertoso - Telma Almeida Franco: discente, UNASP.
Eunice Barros Ferreira Bertoso: Mestre, docente, orientadora, UNASP.
e-mail: euni.barros@bol.com.br

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