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A MOTIVAÇÃO NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS DO PROFESSOR

Ana Maria Simas Gaia Machado

Resumo: Este artigo é resultado de observações feitas no momento do curso de pós-graduação, em metodologia do ensino superior, e trata da importância das relações interpessoais no cotidiano educacional do educador, resgatando a motivação e afetividade, atitudes essenciais para uma educação eficaz. A educação não pode ser vista como um dispositivo de informação, pois há muitas formas de transmitir o conhecimento, mas o ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor, para isso acontecer o educador precisa amar o que faz. O artigo apresenta uma perspectiva do educador na atual modernidade voltado para a motivação. O artigo é de cunho bibliográfico, com abordagem qualitativa e observação, dentro de uma visão humanística, para assim conhecermos melhor a realidade pesquisada.

Palavras-chaves: Professores. Motivação. Afetividade. Modernidade. Educação.

INTRODUÇÃO
Este artigo trata da importância das relações interpessoais do professor, resgatando a motivação e afetividade, atitudes essenciais para uma educação eficaz. Teoricamente será mantido dialogo com Chalita (2001) Augusto Cury (2004) Chiavenato (1990),  Fleury (1983) e  Libâneo (2004), a fim de fundamentar as idéias apresentadas. O artigo apresenta uma perspectiva acerca do professor educador na atual modernidade voltado para a motivação e a afetividade.
Falar sobre a educação é um desafio. A tentativa que ora se faz não é apresentar soluções revolucionários sobre o assunto. Trata-se apenas de uma reflexão sobre o aspecto da necessidade de resgatarmos o relacionamento interpessoal na escola. A educação não pode ser vista apenas como transmissão de conhecimento, o verdadeiro ato de educar está no afeto.
Muita são as formas de ensinar, no entanto vamos destacar a educação pela motivação e afetividade, então entre os tópicos que estaremos apresentando então: A motivação e o profissional da educação; A motivação do professor e sua auto-realização.

A MOTIVAÇÃO E O PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO
A motivação envolve um conjunto de fatores que determinam à atividade e a conduta individual. O educador motivado participa ativamente age com interessa no ambiente escolar. A afetividade significa aquele que tem afeto.
O educador que ama o que faz age com amor, amizade e afeição em suas relações interpessoais. Segundo afirma Chiavenato (1990. p.22) motivação é: "tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma, ou, pelo menos, que dá origem a uma propensão, a um comportamento específico". Com isso, entende-se que a motivação é intrínseca ao ser humano, e que, através de estímulos pode-se trabalhar para que o professor tenha um melhor desenvolvimento na sua prática pedagógica.
Logo entendemos que é a partir da necessidade que vem a motivação. Não vai adiantar tentar motivar um professor se ele estiver decidido que não vai mais educar, por mais que os coordenadores, gestores esforçarem, nada irá motivá-lo. Nesse caso o professor só será motivado a educar quando sentir a necessidade de auto-realização, ou seja, sentir o desejo de crescer na vida, ser um grande profissional.
De acordo com a teoria de acordo com a Hierarquia das necessidades (MASLOW, A.1970, apud, SERRANO, 2003) as necessidades mais básicas devem ser satisfeitas primeiramente para que depois as demais possam surgir e serem por sua vez, satisfeitas também. Isto quer dizer que os motivos superiores surgem somente após satisfação de todos os motivos básicos.
Para Maslow (apud, SERRANO, 2003) o comportamento motivacional, é explicado pelas necessidades dos seres humanos. Podemos concluir então que a motivação é o resultado dos incentivos que age com uma certa força sobre os indivíduos, fazendo-os agir. Para que tenha ação é necessário que um estímulo seja implementado para surgir a partir de coisas externas ou até mesmo provenientes do próprio organismo.
A teoria de Maslow (apud, SERRANO, 2003), é considerada como uma das mais importantes dentro da teoria da motivação. As necessidades humanas obedecem a uma hierarquia, ou seja, uma escala de valores a serem transpostas. Assim que o indivíduo realiza uma necessidade surgem outras em seu lugar, exigindo sempre que busque outro meio para satisfazê-la. Nenhum indivíduo buscará reconhecimento pessoal e status, sem antes satisfazer as necessidades mais básicas.
Segundo Maslow (apud, SERRANO, 2003), os motivos do comportamento humano estão classificados, seguindo a estrutura de uma pirâmide:

  • Baseando-se na teoria de Maslow (apud, SERRANO, 2003) classificamos os motivos abaixo de acordo com as necessidade que os educadores precisam dispor na sala de aula para estarem se auto-realizando:
    As necessidades fisiológicas - é a mais básica, trata-se da parte física de nosso corpo, sustenta o organismo. Ex.: comida, abrigo, etc. Um aluno mal alimentado e sem moradia não terá condições de aprender. Enquanto essas necessidades estiverem insatisfeitas, as outras necessidades não poderão motivar o aluno.
  • Necessidade de segurança – o aluno terá que se sentir seguro em um ambiente de otimismo livre de qualquer perigo ou perda de qualquer coisa (os pais separarem ou falecer). O aluno passará por dificuldades na aprendizagem. Terá que solucionar este problema para obter um bom desempenho.
  • Necessidades de afetos sociais – é o desejo que temos da aprovação social, no caso dos alunos é de ser aceito pelos professores, colegas de sala sem ser discriminado, enfim evitar todos os tipos de reprovações.
  • Necessidade de auto-estima – é o desejo que leva o aluno sentir necessidade de ser estimado, de ser respeitado como pessoa e acima de tudo ser prestigiado.
  • Necessidade de auto-realização – é a mais alta necessidade na hierarquia de Maslow. É o desejo de alcançar um objetivo, no caso do aluno, estudar para chegar a faculdade e tornar-se um grande profissional para conseguir tudo que for possível.
    Conforme observemos a pirâmide vemos que o comportamento humano depende de vários incentivos para se manter, ou seja, precisa satisfazer as necessidades que seguem numa determinada seqüência, uma depende da outra. No entanto para que o educador  esteja motivado, é necessário que ele satisfaça todas as suas necessidades para se auto realizar.

Logo diante deste contexto temos educadores que atuam nas escolas ou universidades e ingressam através de concurso público, depois de classificados, foram lotados em alguma instituição de ensino  e, muitos desses profissionais atuam desde a fundação da instituição.
Quanto à formação acadêmica, cerca de 100% dos professores cursaram ou cursam o ensino superior, mestrado ou doutorado, estando “capacitados” a atuar na educação, infelizmente o profissional da educação não é valorizados, no que diz respeito à melhoria salarial e condições de trabalho, e com isso tornam-se profissionais desmotivados, pois dentro dessa realidade temos educadores que trabalham três turnos, logo em algum momento os alunos serão sacrificados, ou por cansaço ou por financeiro.
Existe um outro questionamento a cerca do educador, percebemos que são  cobrados com freqüência na sua formação, porém são mau remunerados, o que é um fato na nossa educação, o professor ser um mero profissional, acreditamos enquanto alunos que os nossos mestre devem ser altamente remunerados, para que haja um outro desempenho e assim estarão buscando a capacitação constantemente.

A boa vontade, a disposição de enfrentar dificuldades para aprender um pouquinho tendo por perspectiva uma remuneração indigna, torna esse professor um herói (...) Não se pode admitir que os ensinos sejam administrados por pessoas despreparadas e mal pagos. (CHALITA, 2001, p.62).

A grande parte dos educadores enfatiza essa questão salarial como injusta, pois cobram muito do educador e pouco se faz, para que o mesmo tenha condições de realizar suas atividades educacionais tranqüilas sem se preocupar em deslocar-se de uma instituição para outra. Desprovidos muitas vezes de recursos didáticos, onde há má vontade e falta de estimulo do sistema e das autoridades componentes, até mesmo incompreensão dos alunos e  pais, que lançam em cima da instituição e dos professores a culpa de todos os problemas sociais.
O desempenho do educador depende do perfil do seu gestor da coordenação, se ele for um gestor ou coordenador com concepção democrático-participativo desenvolverá ações e competências profissionais participativas, deixando o educador agir com o seus alunos de forma interativa e dialogada. Essas capacidades envolvem um conjunto de habilidades que são: bom relacionamento com os colegas, disposição colaborativa, saber expressar-se e argumentar com propriedade, saber ouvir, compartilhar interesses e motivações.
Acreditar nas relações interpessoais é um bem essencial para uma gestão democrática participativa. A construção deste relacionamento não acontece com facilidade no meio profissional, principalmente na área educacional por ser uma classe desunida, como afirma Libâneo  ( 2004, 102):

A participação é o principal meio de assegurar a gestão democrática na escola, possibilitando o envolvimento dos profissionais e usuários no processo de tomada de decisões e no funcionamento da organização escolar.

A participação proporciona um melhor entendimento das metas e objetivos que a estrutura organizacional deseja alcançar e possibilita uma dinâmica de relações da instituição educacional com a comunidade, favorecendo uma aproximação entre educadores, alunos e pais.
Um trabalho de equipe só funciona quando todos os membros da instituição apreendem determinadas competências: capacidade de comunicação, habilidades de trabalhar em grupo, capacidade de argumentação, formas criativas de enfrentar problemas e situações complicadas. A autonomia opõe-se ás formas autoritárias de tomada decisão, o modelo de uma gestão democrática é quando todas as pessoas envolvidas trabalham juntas, de forma colaborativa  e solidária, visando á formação e aprendizagem dos alunos.
Viver uma relação interpessoal nas diversas esferas da vida, aceitando as suas diferenças e saber lidar com elas é um bem necessário ao sucesso de qualquer atividade humana. Entende-se que para que haja uma vida motivada precisa que sejam seguidos alguns passos: Querer Mudar, estabelecer metas, planejar, não desista, acreditar em você, parar de adiar tudo.
Acreditar no potencial dos professores e saber como desenvolve-los é um dos maiores desafios na área educacional. Como o coordenador motiva o corpo docente, como busca a auto-motivação, como desperta o talento que cada professor possui e esta adormecido?
O que se pretende aqui é despertar o educador para o fato de que a excelência em educação é alcançada por pequenas ações em seu dia-a-dia. Novos hábitos podem ajudar a resgatar a motivação e a afetividade que esta adormecida no contexto educacional. Afinal, o que é motivação? Para Cury (2004) “E fazer com o coração. É acreditar no motivo e na importância daquilo que está sendo feito”.
Quantos desafios o professor enfrenta no interior da sala de aula? Libâneo (2004) diz que:

Pode se reduzir basicamente  em ajudar o educando a prender em todos os aspectos, isto é, na aquisição e desenvolvimento de conhecimentos, habilidades, hábitos, atitudes, valores, idéias ou qualquer tipo de aprendizagem ainda não desenvolvida e julgada importante e necessária para o educando tanto pessoal como socialmente.  

Estes desafios são alcançados quando o relacionamento professor-aluno é significativo para o educando, logo, a eficácia do processo educativo centra-se no professor, nos seus conhecimentos, suas habilidades, atitudes e motivação. Muitos fatores são essenciais para a motivação dos professores, alunos, supervisores e comunidade geral, tais como: trabalhar em um ambiente agradável, obter boas relações interpessoais, receber elogios.
Mas o fator fundamental e impulsionador de todos os outros é “Fazer o que gosta e com amor”. Esta é a chave da motivação que está intrínseca no ser humano, como a capacidade de andar. O que ocorre é que essa capacidade, às vezes, fica adormecida e, por isso, não cumpre seu papel.
No meio educacional existem muitos educadores adormecidos (sem motivação). As causas são inúmeras, tais como: salário baixo, má comunicação, falta de afetividade, ambiente educacional que não agrada ou não gosta do que faz. Um professor que é bem acolhido no grupo e local de trabalho, que está com todas as questões acima citadas resolvidas, consegue relaciona-se bem com a comunidade escolar e tem motivação para efetuar sua atividade docente de forma eficaz.
No ambiente educacional, faz-se necessário que o gestor ou coordenador  descubra, invente, crie maneiras de valorizar diferenças existentes, pois, é preciso valores fortes que  levem a aceitar, respeitar e tornar significativo o trabalho de todos na instituição. É necessário construir relações interpessoais dentro da instituição, as pessoas do ambiente educacional devem se conhecer, se falar, se olhar. Isto é a verdadeira integração entre professores, alunos, gestão e coordenação.
Uma atitude que contribui para ocorrer afetividade é o elogio, tônico que revigora o ego, reabilita o profissional e o torna capaz de superar as dificuldades do cotidiano pessoal. O elogio tem o poder de aproximar pessoas e, sobretudo, de estabelecer um clima positivo de confiança entre aluno/professor, professor/gestor ou coordenador. Outro aspecto importante é a comunicação, sem ela ficamos isolados, vazios e sem motivação.
A comunicação é absolutamente essencial para uma ação pedagógica eficaz. Os gestores devem ser capazes de compartilhar conhecimento e idéias claras aos seus profissionais, para transmitir uma sensação de urgência e entusiasmos a passar uma mensagem com clareza, fica difícil a relação professor/supervisor, porque o sucesso no trabalho e nos relacionamentos pessoais depende muito da comunicação.
Nas instituições de ensino, certas tarefas são realizadas por outras pessoas, portanto o gestor, coordenador ou pessoas que estão na liderança devem ter habilidade de inspirar e motivar, guiar e orientar, e também ouvir, porque somente por meio da comunicação é que a liderança pode motivar outros a assimilarem sua visão e colocá-la em prática.
A comunicação entre todos os elementos que compõe a vida da comunidade educacional possibilita o crescimento da consciência de que cada membro do quadro profissional é responsável pelo clima positivo de bem-querer e de confiança estabelecido entre os educadores na instituição. O fato de bem comunicar atribui a todos um sentimento de importância, participação, de comprometimento, tornando-se uma arte de construir relacionamentos.
A comunicação é uma das formas que caracterizam a ação democrática da coordenação pedagógica. Essa ação dá ao grupo a oportunidade de crescimento, de criatividade, de liberdade de expressão. O grupo de educadores que pauta seu trabalho num relacionamento mais afetivo, dialógico tende a traçar metas, objetivos comuns que possibilitam ampliar uma ação eficaz na instituição educacional. “Você não pode estimular as pessoas à ação a menos que primeiro as estimule com a emoção. O coração em primeiro lugar, depois a cabeça”. (CURY, 2004).
Uma instituição educacional, para ser motivada precisa ter um vínculo especial com toda equipe de colaboradores, traçando assim relacionamentos entre os educadores, pais, alunos e comunidade. Os professores serão altamente motivados e produtivos, trabalharão com os alunos de forma competente e eficaz.
O educador é um estilista de almas, um embelezador de vidas. O escritor e educador. Cury (2003, p. 57-81) escreveu em seu livro: Pais Brilhantes Professores fascinantes, sete hábitos que fazem do professor um ser fascinante. Dentre os sete, hábitos, destaca-se: “Bons professores educam a inteligência lógica, professores fascinantes educam a emoção”.
Educar a emoção é pensar antes de agir, não tem medo, ser líder de si mesmo, autor de sua história, saber filtrar os estímulos estressantes e trabalhar não apenas com fatos lógicos e problemas concretos, mas também com as contradições da vida.
Assim uma instituição educacional, ideal necessita de educadores que eduquem com emoção, motivação e afetividade. Professores competentes e eficazes possuem mais sensibilidades do que metodologia, mais emoção do que lógica, mas exemplos do que argumentos. É por essa razão que é preciso resgatar a motivação e a afetividade no meio educacional, porque só assim se constroem professores e alunos fascinantes e inesquecíveis.
Esse clima de afetividade trará resultados extraordinários na melhoria da qualidade do ensino, professores mais satisfeitos dentro da sua profissão, alunos mais comprometidos com o processo de ensino e aprendizagem. Todos serão motivados pelo afeto.

A MOTIVAÇÃO DO PROFESSOR E SUA AUTO-REALIZAÇÃO
Atualmente estamos na Sociedade do Conhecimento. A terceira mudança, que foi provocada pela revolução da informação, tornou a sociedade mais democrática e participativa. As relações entre pais e filhos, empregados e empregadores tendem a ser de colaboração e parceria. A Sociedade do Conhecimento tem como símbolo o computador. A educação torna-se heterogênea e diversificada, pois o mercado de trabalho exige profissionais altamente qualificados com um nível educacional cada vez mais alto. Como diz Ramos (2002, p.4) “A atividade cerebral é a grande empregadora”.
Sabendo que o homem é um ser auto-realizador por natureza e, por conseguinte, em aprendizagem e crescimento contínuos, o professor deve motivar-se a si mesmo para se conectar com esse crescimento permanente e facilitar sua aceitação em classe por parte de seus alunos. A empatia e a aceitação mútua devem formar a base de uma relação aberta, tolerante e compreensiva entre professor e alunos.
Os sentimentos e emoções são próprios de cada pessoa, e correspondem ao grau de desenvolvimento individual e ao meio em que cada um foi criado e ao ambiente em que vive. Parte do trabalho para a consecução de relações efetivas em sala de aula consiste em aceitar essa realidade sem juízos limitantes, frustrações, irritação, medos, ressentimentos, culpa, etc. A relação professor/aluno deve, e pode ser uma relação de colaboração e apoio mútuo para o desenvolvimento de cada um. Precisa basear-se no respeito, dignidade, integridade, capacidade, abertura, amor, compaixão.
A baixa auto-estima do professor interfere no comportamento dos alunos. O professor com segurança, auto-conceito, integração, motivação e competência, não tem, em geral, problemas de disciplina. Voli (1998, p.147) afirma que:

A projeção que o professor envia de si mesmo à classe é recebida por seus alunos, que por sua vez vão se sentindo seguros, reforçados em seu próprio auto-conceito, partes integrantes do grupo, motivados a aprender e conscientes de sua capacidade de fazê-lo. Sua projeção motiva seus alunos a entrar por si mesmos em uma situação de auto-estima e, portanto, de autodisciplina, auto-responsabilidade e auto-realização.

Logo entendemos que a motivação deve ser estimulada para que o potencial de cada indivíduo possa fluir, considerando tanto a facilidade quanto á dificuldade para aprender. A motivação é o processo que mobiliza o organismo para a ação a partir de uma relação estabelecida entre o ambiente, à necessidade e o objetivo de satisfação. Portanto, para Voli (1998, p. 18), “a motivação relaciona-se intimamente com a personalidade do ser humano e com seu desenvolvimento mental, emocional, profissional e social”.
Sabe-se que o homem sente-se bem quando está em equilíbrio consigo mesmo e com o meio no qual está inserido. O equilíbrio traz satisfação; o desequilíbrio, tensão, pois em determinados aspectos a vida, o equilíbrio pode ser rompido gerando o desequilíbrio, principalmente o emocional.
Na realidade educacional, a motivação é vista como algo muito importante para que o profissional da área desenvolva seu trabalho de forma satisfatória, no entanto são poucas as vezes que um profissional recebe algum tipo de incentivo e motivação. Devido a tantas dificuldades, observam-se profissionais exaustos e sem estimulo para continuar seu trabalho de forma satisfatória.
Sabendo-se que a motivação é um problema complexo, dinâmico, mutável e fluido. Seus fatores humanos exibem forças diversas, tanto em pessoas e situações em épocas distintas.
O que é bom hoje poderá ser contraproducente amanhã, dependendo da personalidade do individuo e da situação. A motivação constitui o fator principal e decisivo no êxito da ação de todos e qualquer individuo ou empreendimento coletivo. Por isso, não se compreende um supervisor insensível ao problema da motivação.
A falta de assistência ao professor quanto ao seu desempenho em sala de aula é considerado uma das importantes causas do embaraço do processo educativo. Portanto, parece imprescindível ao professor uma assistência sistemática, no sentido de melhoria no desempenho de suas atribuições.  Observou-se durante o estudo do campo que a atuação de coordenadores não funcionava de forma compartilhada com os professores, ou seja, não havia manifestações de incentivos e contribuição para melhoria do processo ensino aprendizagem, deixavam-se transparecer bastante desmotivados para tal pratica.

CONCLUSÃO
Este artigo procurou mostrar como o relacionamento é importante para desenvolver uma educação eficaz. As observações e alguns princípios norteadores foram de fundamental importância para a construção deste artigo, como o reconhecimento de que precisamos estar motivados depende dos desafios que temos para enfrentar.
Quanto maior for o desafio, mais motivados ficamos, por isso é preciso fazer o que gostamos. Esta é a chave da motivação. Precisamos de um relacionamento autentico cada um se interessando pelo outro de maneira genuína. Os direitos individuais terão que ser defendidos e respeitados, não podendo ser barganhados. A tarefa num relacionamento e proteger os direitos das pessoas nele envolvidos.
No ambiente educacional, faz-se necessário que tanto gestores, coordenadores e professores, de modo geral descubram, inventem criem maneiras de valorizar construtivamente as diferenças existentes.
É inegável que a motivação é essencial para toda e qualquer atividade humana. Em particular, do ponto de vista do educador, não é possível afirmar que um determinado sujeito esteja motivado para aprender algo, sem que o primeiro tenha sido capaz de identificar, no segundo, um  certo grau de consciência do valor do aprendizado e do crescimento intelectual
Entendemos não ser possível ao educador satisfazer todas as necessidades de seus alunos, mas, no momento em que se dispõe a ser um dinamizador do processo ensino-aprendizagem, faz-se necessário que lance mão desse importante fator que é a motivação, a fim de lograr êxito e satisfação, tanto para si quanto para os estudantes.
Estando o professor motivado a desenvolver em seus alunos a capacidade de aprender, certamente os motivará na busca de novos conhecimentos, e estará criando condições mais favoráveis à aprendizagem. A motivação de ambos, alunos e mestres, está tão imbricada que é impossível tratar de uma sem abordar a outra. Podemos ir um pouco além e afirmar que a realização da aprendizagem, muito mais do que uma mera recompensa, é essencial na construção de um processo continuado de motivação-aprendizado, no qual o aluno se motiva cada vez mais a aprender mais.
É urgente que as relações entre os membros que compõem os ambientes educacionais estejam permeadas pelo afeto, assim com certeza construiremos um novo modo de nos relacionarmos. Hoje, saber relacionar-se é uma arte.

REFERÊNCIAS
ANTUNES, Celso. A criatividade na sala de aula, fascículo 14. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
CHALITA, Gabriel Benedito Isaac. Educação: a solução está no afeto, São Paulo: Gente, 2001.
CURY, Augusto Jorge. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, 4 ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos. São Paulo: Atlas, 1990.
LIBÂNEO, José. Organização e Gestão da escola: teoria e prática. 5 ed. Revista e ampliada. Goiânia: Alternativa, 2004.
LUCK, Heloisa. Ação Integrada. Rio de Janeiro: Ed. Vozes, 1981.
RAMOS, Cosete (2002). O despertar do gênio: aprendendo com o cérebro inteiro. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora,.
SERRANO, D. P. A teoria de Abraham Maslow: hierarquia das necessidades. 2003.
VOLI, Franco (1998). A auto-estima do professor: manual de reflexão e ação educativa. Trad. Yvone Maria de Campos Teixeira da Silva. São Paulo: Edições Loyola.

Publicado em 20/07/2010 17:07:00


Ana Maria Simas Gaia Machado - Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior – Centro Universitário Nilton Lins – Manaus-AM.

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