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REPETÊNCIA E AUTO-ESTIMA

Lidia Maria Kroth

“...Mas a vida é maior que a gente. A escola da vida é maior que a estreita sala de aula onde muitas vezes nos confinamos por gosto; a vida também é o pátio, a rua. A vida é a professora, aquela que nos recebia à porta da escola com um sorriso. A vida é sábia porque passa; como um rio, ora tranqüilo, ora caudaloso, vai fluindo, assim também corre a vida. O rio parece o mesmo nome; mas as suas águas nunca são as mesmas. O rio, como a vida, se renova. E esta é a lição que a vida, por ser vida, nos ensina: que é preciso renovar-se.” LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO

INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem por finalidade investigar algumas questões importantes relacionadas ao ambiente escolar e a vida cotidiana de nossos estudantes.
Para que pudéssemos realizar o mesmo partimos de algumas questões básicas que são: o que é auto - estima e baixa – estima? O porquê da repetência?  Quais as implicações da avaliação na repetência? Causas do grande índice de repetência na quinta série?

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Até que ponto estará o professor realmente consciente do seu papel, dos seus direitos e deveres?
A consciência de si, e da realidade concreta que o cerca, o conhecimento de seu papel frente a esta realidade, vão dar validade e significação à história do homem. No entanto, o homem nasce dentro de um mundo já interpretado e criado. Este fato propicia uma certa alienação e despreocupação com a análise e reflexão deste mundo.
Segundo Heloisa Lück (1982), “o homem se torna acrítico, mais receptor que transmissor, mais paciente que agente. É necessário interferir neste contexto. Sendo assim, cabe à educação estimular e promover a formação da consciência, ou seja, estabelecimento de identidade pessoal do homem e compreensão de seu relacionamento com o mundo. Este processo não pode ser considerado acabado e sim entendido como dinâmico e um constante ”dever ser”. Deve despojar-se de preconceitos e subjetividade. “
A autora cita alguns elementos que interferem na formação da consciência:
- intencionalidade – predisposição do individuo de compreender, interpretar e explicar os fatos;
- capacidade perceptiva – quanto mais adequada e objetiva for a capacidade de percepção, maior será a correspondência da consciência com o fato real;
- operações mentais – determinam a superioridade, flexibilidade e nível de conscientização;
- historicidade e temporalidade – estabelecem o espírito da consciência e do ato consciente;
- julgamento moral – os valores formam parte primordial da consciência que a pessoa elabora de si e do seu mundo.
Mosquera (1978) afirma que “a vida autentica inicia quando nos negamos a permanecer na alienação e na desumanização e caminhamos rumo a uma vida consciente, autêntica e mais humana. O processo educativo deve ter como função primordial à formação da consciência do indivíduo, entendida como conscientização do homem enquanto homem e não orientado por uma ideologia política. Não se trata de doutrinação, mas sim ensinar a pensar e não, o que pensar. Deve possibilitar ao homem aumento de sua capacidade e liberdade de escolha.”
Conforme as citações acima, o homem tendo uma maior consciência de si torna-se um ser crítico, atuante e transformador do mundo que o cerca sendo importante a observação de tudo o que esta ao ser redor.
O sentimento de identidade do homem inicia quando ele concebe o mundo exterior como coisa separada e independente dele, quando começa a tomar consciência de si mesmo, como sujeito de suas ações, quando é capaz de dizer, EU SOU.
Na medida em que houver maior coerência entre os valores pessoais e expectativas sociais, a identidade profissional é mais consciente. Neste sentido, quanto mais clara e precisa a definição das metas da profissão, mais objetivo e definido será o desempenho deste profissional.
O posicionamento do professor deve incluir uma ética profissional, debatendo questões práticas, capazes de suscitar-lhe operações de pensamento que o desafiam e levam à reflexão e à pesquisa em busca de uma autêntica identidade apoiada em valores significativos.
Diversas experiências auxiliam no levantamento desta hipótese e acredita-se que o espaço existe, basta que os profissionais se disponham realmente. Cabe enfatizar que o desempenho do papel do educador faz com que sua proposta seja, efetivamente, na educação.
Em toda a ação do professor é necessária uma reflexão contínua sobre a realidade que o cerca, possibilitando-lhe um posicionamento profissional mais adequado. Ter sempre presente em suas atividades os princípios que servem de suporte ao processo de orientação, levando-o a uma ação mais consistente e coerente.
Se a escola é uma instituição que tem por finalidade ensinar bem à totalidade dos alunos que a procuram, têm por função fundamental mobilizar os diferentes saberes dos mesmos.
Partindo da condição comum de educadores, cada um desempenha tarefas específicas, capacitado pela habilitação específica, cujo sentido é dado pelos fins comuns.
A investigação sobre a realidade vivencial do aluno e sua percepção desta realidade deve ser o ponto de partida e o fio condutor do processo pedagógico.
O professor através da investigação sobre a realidade percebe que no processo de ensino-aprendizagem estão em jogo inúmeras relações, compreende que as relações na escola não são um fim em si mesmo, mas meio para que o aluno aprenda e amplie o seu conhecimento sobre “relações de ajuda”, passando a trabalhar as diferentes relações, que podem influir para que o aluno aprenda.
O desenvolvimento de uma concepção crítica de educação comprometida com a realidade social e com sua transformação não prescinde do planejamento. Planejar envolve, em sua base, compreender a realidade em todos os seus desdobramentos, tanto de tempo, quanto de espaço.
É importante, ter em mente, que de nada valem as boas idéias, se não vierem a revestir ações que as ponham em prática.

1 AUTO-ESTIMA E BAIXA ESTIMA
1.1 Auto-estima
Todas as pessoas almejam algo de bom.
Provavelmente o sentido da felicidade, por ela ser subjetiva, seja particular e única para cada ser humano. Muitos fatores podem ser considerados como pilares para que alguém seja feliz, deve haver uma certa unanimidade em temas como saúde, escola, realização profissional, experiências afetivas e positivas.
Uma das condições para se conseguir o bem-estar, satisfatório consigo e com os outros é a auto-estima.
Compreende-se a auto-estima um sentimento que cada um tem em relação a si mesmo; podendo variar de intensidade. É a dimensão afetiva do self, isto é gosto de mim? Gosto de ser assim? Que qualidades eu tenho?
Autores como Nathanael Brandem afirmam que a auto-estima é o cerne do julgamento que realizamos de nós mesmos. Nenhum outro julgamento é mais valioso do que a auto-avaliação.
1.1.1 Baixa-estima e evasão
A evasão e a repetência escolar entre alunos da 5ª série, ocorre devido à mudança de estruturas: diversos professores, intervalos, tratamento mais impessoal entre professor e aluno. Diversas disciplinas com materiais diferentes. Também partindo do princípio de que a maioria dos alunos é pobre e precisa muitas vezes ajudar na complementação do orçamento familiar.
A criança tem em si uma opinião sobre sua capacidade para aprendizagem e com seu rendimento. O auto-conhecimento se desenvolve precocemente no aluno com os outros. Os pais atuam como espelhos, que devolvem determinadas imagens ao filho. O afeto é muito parecido com o espelho.
O ser humano, desde o seu nascimento, recebe influências internas e externas que contribuem para defini-lo, moldá-lo e educá-lo num processo contínuo e gradativo, que resulte em atitudes e condutas pessoais conseqüentes por toda  a sua vida. A socialização e o afeto fazem parte da personalidade do indivíduo e viabilizam sua integração no contexto social.
O amor não necessita de conhecimento para o seu surgimento, mas a conduta amorosa, esta sim, pode e deve ser aprendida.
Para que possa existir um ambiente propício ao desenvolvimento das atividades curriculares é importantes que se viabilize a socialização e a afetividade, como elementos integradores e harmonizadores entre professores e alunos e entre os colegas da turma. Socializar é desenvolver o sentimento de pertencer: a uma família, a uma sala de aula, a uma escola a um país... Pertencer ao universo, isto é sentir-se importante para a vida.
Ao dar voz ao mundo dos educandos, a escola valida este mundo, o que possibilitará a construção do auto conceito positivo dos alunos das classes menos favorecidas, já entram na escola desacreditado de si e de seu grupo sócio-econômico-cultural,  estruturado a partir da ideologia que justifica a organização da sociedade.
Recuperar o auto conceito dos alunos das classes populares faz parte de uma estratégia global de enfrentamento do tema socialização e afetividade. Só é bem sucedido na escola o aluno que, se vendo acreditado, acredita em sua capacidade de aprender.
Considerar o mundo do aluno dando-lhe voz, não significa calar-se. É de confronto da realidade vivencial que o aluno traz, com a realidade  social mais ampla que o professor representa, que a escola cumprirá o seu papel ampliando a experiência imediata do aluno,  ampliando e aprofundando os conhecimentos que o  aluno já possuía.
Partindo do conhecimento que o aluno traz, que é o resultado do saber acumulado historicamente por seu grupo sócio-econômico-cultural, confrontá-lo com o conhecimento que o professor tem, que é o resultado do saber acumulado historicamente pela humanidade e, deste confronto, criar condições para a construção de novos conhecimentos.
Este visa oferecer meios para que exista um rico intercâmbio entre diferentes pessoas, tendo os mesmos como  aspecto central deste processo, pois necessita-se que o educando seja  agente e produtor de  uma organização sócio-familiar, com o seu meio ambiente e principalmente com o meio escolar em que esta inserido.
A possibilidade de colocar-se deve se dar na própria sala de aula, partilhando de ocasiões de intercâmbio com os colegas.
A prática de diferentes formas de aprendizado na medida em que desenvolve a capacidade de comunicar-se, emitir opiniões, buscar informações e principalmente buscar estabelecer aliança em função de uma melhor convivência entre educandos e educadores.
“Torna-se necessário despertar neles a consciência de seus valores e de sua capacidade de ação, aquilo que realmente são e significam na construção de um mundo novo, de amor e paz” (Chalita, 1992).
Partindo-se desta idéia vê-se a necessidade de despertar nos educandos à consciência de seus reais valores e de suas capacidades de ação para torná-los seres atuantes e comprometidos com a construção de um mundo novo, repensando suas atitudes, seu modo de pensar, seus valores e sua capacidade de interagir com o outro havendo uma harmonia entre o que acredita e o que lhes é imposto pela sociedade.
“O processo educativo é na verdade transformar em ato o que virtualmente existe. Fazer passar da potência ao ato” (Chalita, 1992).
A partir do momento que ocorre este processo de compreensão entre os valores que o educando possui e o existente na sociedade ocorrerá então uma melhor convivência dentro do contexto escolar.
Sendo assim o processo educativo será um agente transformador para que aconteça a possível mudança entre o virtual e o real. 
O trabalho sistemático e sistematizado dentro da escola articula-se, portanto, com a promoção de uma socialização entre as crianças e os adolescentes. A existência desse trabalho possibilita também a realização de ações preventivas a violência e a questão dos limites tão eminentes nesta realidade.
Reconhecer-se, portanto, como intervenções mais eficazes, se faz necessárias ações educativas que ofereçam a possibilidade de uma tomada de consciência relativa ao posicionamento de cada indivíduo dentro do seu contexto social.
Este trabalho será desenvolvido por meio de diálogo, da reflexão e da possibilidade de construir novos conceitos sobre o respeito a si próprio e ao outro construindo de maneira significativa o seu próprio código de valores.
É nesta interação afetiva que desenvolvemos nossos sentimentos positiva ou negativamente e construímos a nossa auto-imagem.
Segundo MERY (1985) Os Centros Psicopedagógicos foram fundados na Europa, a partir da segunda metade do século XX, e objetivavam, a partir da integração de conhecimentos pedagógicos e psicanalíticos, atender pessoas que apresentavam dificuldades para aprender apesar de serem inteligentes.
Muitas definições foram elaboradas para diferenciar aqueles que não aprendiam, apesar de serem inteligentes, daqueles que apresentavam deficiências mentais, físicas e sensoriais.
A autora Maria Helena Souza Patto, aborda no livro “A produção do fracasso escolar”: história de submissão e rebeldia (1999), o chamado “fracasso escolar” dos alunos pertencentes aos segmentos mais empobrecidos que habitam os grandes centros urbanos de uma sociedade capitalista dependente como a brasileira. O assunto principal converge para uma investigação minuciosa envolvendo duas questões fundamentais: preconceito racial e social e seu papel social, econômico e político e as relações entre ciência e ideologia.
Em nossa pesquisa de campo, constatamos que os alunos aprendem de forma superficial os conhecimentos apresentados. Para aprender estes conhecimentos é preciso ir até o fim dos estudos e descobrir na vida adulta que não valeu a pena ter desistido de estudar (evadido).
Muitos estudiosos da problemática da aprendizagem vêm se dedicando a pesquisar as possíveis causas do baixo desempenho escolar, que hoje já não são atribuídas somente aos alunos ou a fatores extra-escolares, como deficiência de ordem biológica, psicológica e cultural e carência de diversos tipos.
O problema da evasão escolar pode ser atribuído a diversas causas: deficiência na formação de educadores, deficiência de avaliação e redirecionamento de projetos pedagógicos nas instituições escolares, problemas de ordem afetiva - emocional, de ordem familiar, preconceitos por conta de diferenças sócio-culturais do aluno.
1.2 O Sentimento de inferioridade
É óbvio que se torna impossível descrever todos os conflitos da alma. A isto muitas vezes damos o nome de complexo de inferioridade, isso está fortemente atribuída a problemas emocionais que nos faz sentirmos menores que os outros; com certeza traz insegurança e o pior dos resultados o fracasso, entre eles o fracasso escolar, que marca uma vida inteira à vezes.
Mas, porém existem aspectos positivos dentro do complexo de baixa-estima; na verdade ela quer ser reconhecida, por isso trata de expressar a nossa vida cotidiana, pois não é possível a cada baixa-estima, haja uma liberação simples, direta e franca na nossa vida diária, cada coisa tem seu lugar, medida exata de ser. Se não vem à tona surge sob disfarces.
Libertar uma idéia, defeito ou fraqueza é um trabalho mental, que cada indivíduo tem que realizar para se ver livre dos transtornos, ter uma mente mais feliz e completa.
Quando falamos de inferioridade, estamos também relacionando ao valor diminuído, qualidade baixa, sem importância.
Quando um aluno inicia com este complexo, tem que haver um acompanhamento, para que haja um melhoramento ou a eliminação progressiva deste complexo; isto necessita sim de orientação especializada.
Isso se dá através de apelidos, trejeitos, cacoetes que o aluno possa a ter, diminuindo a sua força interior, ou aumentar o seu ódio, que pode estar retraído em função de temores pré-existentes. Entramos noutro contraponto, que é a opção sexual não definida que além da “pegação de pé”, existe a discriminação, o preconceito vigente dentro de uma concepção tradicional de educação familiar, moral e ética.
Se olharmos a literatura veremos que tantos outros casos de baixa-estima como preconceito sexual, em “O Moço Loiro”, “A Moreninha”, pela moça ser mestiça; o próprio Machado de Assis nosso grande escritor que por ser também filho de negro com branco, ter alguns privilégios cortados, mas se sobressai em suas obras lidas até hoje, e que é importantíssimo para nossa cultura.
1.2 Projeção e identificação
Existem duas maneiras de considerarmos que também nos fazem sentir melhor, mesmo que seja temporariamente.
Vivemos uma falsa segurança, onde só à identificação com algo ou alguém nos deixa apaziguados.
Mas não vemos as causas reais que podem de alguma maneira interferir diretamente em nossas vidas, isso chamamos de projeção. Ao utilizarmos a projeção para se fazer ou ter uma razão dos maus acontecimentos, e é muito mais adequado culpar os outros pelas nossas falhas.
Nisto a baixa auto-estima nos toma a sentimentos e emoções na qual vive dia-a-dia, mas tem o outro como exemplo, e viu seu exemplo evaporar no ar.
O aluno em si projeta, no mais forte, no mais vistoso, algumas vezes essa influência pode ser negativa, pois quem se identifica tem um grau de referência, para ter determinadas atitudes, que o façam sentir superior ou igual aos outros.
Projeção é diferente de identificação, quando há uma projeção, existe um valor, um destaque e uma importância, causando uma saliência proeminente de uma imagem “iluminada”. E a identificação, faz-se um reconhecimento de coisas ou indivíduos como os próprios.
A necessidade de se parecer com algo ou alguém, dá ao aluno uma segurança pertinente, para se valorizar diante dos outros, se tornando parte da sociedade. Sentindo-se mais importante.
Claro que sempre essa identificação é possível, pois o que desafia por vezes impõe respeito.
Sobre a projeção e identificação do indivíduo se descreve uma situação vigente que consideramos instáveis, que é a da realidade e o meio social que o aluno está inserido.

2 REPROVAÇÃO ESCOLAR
Vendo a escola de hoje, ainda temos presentes muitos aspectos que precisam ser melhorados não podem esquecer de salientar os passos e avanços já dados pela escola, na educação de uma forma geral.
Uma das nossas preocupações é lançarmos um olhar mais aprofundado, sem desgastar o assunto, sobre o universo da reprovação. Esta reflexão exige cuidado e uma visão crítica sobre a escola, sobre o sistema escolar presente na sociedade. Partindo da realidade atual, veremos que a reprovação está presente nas escolas como forma de repressão.
Também é importante observar a escola seriada e a escola de ciclos, essa última que traz uma inovadora forma de educar nossos filhos.
A reprovação é muitas vezes tida como uma forma de exclusão em nossas escolas. O aluno que é reprovado sente-se excluído da escola, lugar em que vai buscar o aprendizado e ao chegar lá, quando não consegue acompanhar o ritmo dos professores e da própria escola é reprovado, quantas vezes for necessário. Acreditamos que a escola deva ser o lugar onde o aluno possa sanar suas dúvidas e aumentar seu conhecimento, pois para isso que vai até ela. O aluno que é reprovado mais de uma vez tem mais chances de ser um desistente. Inicia o ano letivo, e se não está bem sai da escola, pois sabe que vai reprovar.
Em boa parte, por saber que será fatalmente reprovado ou por já ter passado por reprovações e estar defasado em termos de idade com relação aos demais colegas, que o aluno abandona a escola.
Na verdade a escola precisa auxiliar o aluno com mais dificuldades para que este não se sinta rejeitado, mas integrado na escola. O estudante precisa sentir-se incluído na turma, na escola, no todo, sabendo que ele faz parte deste todo e que sem ele a escola não terá razão de existir.
Muitas escolas excluem seus alunos com provas, que são instrumentos para classificar o aluno e nada mais. O conhecimento em si não pode ser medido por notas e se assim o fizermos estaremos correndo o risco, um grande risco de afastar este indivíduo da escola, pois a mesma não está preparada para avaliar as diversas inteligências e capacidades que o aluno tem. Se o estudante não se encaixa dentro daquilo que a escola quer, ele é taxado como não inteligente como alguém que não aprende, ou um “burro”.
Miguel Arroyo questiona sobre que sentido tem reprovar um aluno em seu caminho de formação. Parece que a escola que não reprova, não cobra, não exige. Quando reprovamos e retemos um aluno nos reprovamos como seres humanos. Reprovando, reprovando, de tanto reprovar o aluno colocamos em sua mente que ele não sabe nada, sempre um perdedor, nunca consegue, e assim acabamos confirmando aquela imagem negativa que ele, muitas vezes recebe em casa, ou concebe por não conseguir uma oportunidade de emprego.
Se nós professores soubéssemos realmente as conseqüências emocionais, psíquicas que uma reprovação causa, acredito que pensaríamos muito antes de fazer isso. Depois de ter caminhado durante um ano, é muito dolorido ter que retornar, repetir tudo de novo. O aluno é reprovado não só nas matérias, mas na sociedade, na família, no grupo de amigos. E isso só porque ele não conseguiu, em muitos casos, a média pré-estabelecida pela escola numa disciplina ele tenha sido aluno nota dez, mas na de matemática, por exemplo, não conseguiu tirar seis na média escolar, ele então é reprovado. Neste aspecto deveria ser avaliada a caminhada do aluno num todo, buscando obter outros resultados tão significativos, na escola o professor, na família, nele mesmo. Tantas e tantas vezes o aluno é desqualificado por não ter apreendido uma matéria. Na hora da decisão deveria ser levado em conta, não apenas o conteúdo, mas deveria, verificar sua postura ligada à cidadania que o aluno tenha adquirido. Mas nem sempre é assim. Vitor Henrique Paro descreve uma reunião de conselho de classe, muitas vezes essa preocupação não existe. Esse item não constou como pauta para as discussões para decidir se o aluno podia passar para o ciclo seguinte ou não. A cultura vigente acaba sendo vista como interessante, bonito, mas não conta ponto na hora de avaliar a caminhada do aluno. O que vale é exclusivamente os conteúdos das disciplinas regulares. Se estiver apto a acompanhar o conteúdo seguinte, o aluno será ou não promovido.
Muitos professores reprovam o aluno para ver se aprende, para resolver de vez o seu problema. Estão enganados na maioria dos casos eles acabam desmotivando ainda mais os alunos. Pois, como foi dito acima, que a escola não deveria ser um lugar onde se reprova alunos, mas um lugar onde eles possam aprender para se desenvolverem melhor. A escola é o lugar de busca de respostas para suas questões e se o professor não é capaz de dialogar com o aluno, ele acaba sendo excluído da escola.
Acreditamos ainda que a escola precisa conhecer o contexto concreto em que seus alunos estão envolvidos, na realidade que os cerca, para assim poder ajudá-los. Conhecendo seus alunos, seus problemas, dificuldades, realidade social, será mais fácil compreender e auxiliar o aluno no seu processo educacional.
Sabemos que a reprovação e evasão escolar já diminuíram, muitas escolas reprovam colocando a culpa no aluno. Muitos professores dizem: ”Eu dei o conteúdo, ele não aprendeu porque não quis, ou não estudou o suficiente”, assim o culpado é sempre o aluno. O professor por sua vez não busca avaliar seu método para saber se os alunos estão conseguindo acompanhá-lo ou se ele deveria modificar o seu ritmo. É muito mais fácil culpar os outros do que reconhecer nossas próprias falhas. Em algumas escolas os melhores professores são os que reprovam mais, não os que aprovam. O melhor professor deveria ser aquele que colabora com a construção do seu conhecimento, dando a eles chances e indicando os caminhos para se obter maior sabedoria.
Assim nossas escolas deixam de ser um lugar de inclusão, onde o mesmo sinta-se bem e vá para lá sabendo o que quer, mas tem o outro lado que a escola passa a excluir o aluno, classificando-o, por alguma dificuldade.
Um dado interessante é verificado nas escolas de ciclo, onde a evasão escolar caiu de 8% para 1,5%. Acreditamos que primeiramente a escola deva estar voltada e preocupada com a educação para a formação de cidadãos honestos ensinando valores e não apenas se preocupar com a formação profissional, assim nossos alunos, aprendem desde cedo a serem pessoas calculistas, onde fazem tudo somente se recebem algo em troca. A sociedade reclama que ninguém gosta de gente assim, mas esquecemo-nos que eles apenas estão reproduzindo aquilo que a escola ensinou.
Acreditamos que a reprovação deve ser reavaliada muito bem, para que nossos alunos não continuem sendo vítimas de um sistema que exclui os que têm maiores dificuldades. Ao saber, a escola é o lugar onde se busca o conhecimento dos mais diversos, pois se todos fossem inteligentes o suficiente, não precisaríamos de escolas. Se a escola não entende acabará sempre fazendo com que seus alunos sejam apenas instrumentos, coisas e não meios e pessoas que compreendam o que ela realmente é.
A reprovação diminui e diminuirá quando a atenção se voltar àqueles que tem mais dificuldades em aprender compreender as coisas. Nada de classificar alunos. Apostamos e acreditamos que a escola deva favorecer e muito no aspecto humano. O conhecimento não pode ser medido por notas, então está aí a oportunidade de se abolir e despertar em nossos alunos o desejo e interesse pelo saber e os professores sendo os maieúticos nesta busca, despertando em seus alunos a curiosidade, encorajando-os nesta busca.
Reprovar não é a melhor forma de fazer um aluno aprender, pois assim ele vai sentir-se com mais medo, raiva de avançar, pois, a escola serve para ele como um empecilho para tentar abrir as portas do futuro. A escola em si precisa indicar caminhos, às vezes dar notas por provas nos parece menos trabalhosa, porém não é isso que bons profissionais deveriam fazer.
2.1 Reprovação escolar
Diz o ditado que é “melhor prevenir do que remediar”. Portanto, cabe aos pais também pensarem se estão sendo modelos para seus filhos, de uma forma correta, com relação a se comprometer com suas obrigações (domésticas e principalmente, profissionais que muitas das vezes os alunos encontram um referencial, uma projeção de si mesmo). Você é um profissional comprometido com o que faz ou leva suas atividades “de qualquer maneira”? Não se deve cobrar aquilo que não se tem dado como exemplo. Mostre que todos têm direitos e deveres e o dever da criança, por enquanto, é estudar.
Quem não cumpre o dever, não deve ter acesso ao direito. Outro ponto a ser questionado é saber se a criança tem um lugar tranqüilo, para estudar em casa, bem iluminada, sem muito barulho e com boa ventilação. O horário pré-estabelecido, para o estudo também, é importante – tempo previamente combinado, respeito sempre com os horários que a criança esteja bem disposta, não sendo aconselhável perto da hora de dormir ou quando acaba de fazer as refeições. Dadas tais condições, mostres-se interessado, participe no que for preciso, para que a criança perceba o quanto o estudo dela é importante tanto para ela, quanto para você.
E com relação à escola que escolheste para criança? É importante que seja uma que não se preocupe só com o conteúdo, com as matérias, mas que tenha como objetivo a formação do indivíduo. Que mande chamá-los sempre que sentirem que alguma coisa não anda bem. Sua participação neste processo é fundamental. Faça uma parceria família-escola e procure junto com os serviços de psicologia e orientação o que realmente está incomodando a criança, se é alguma coisa em casa ou na escola. Mostre a ela o seu interesse em ajudá-lo, a sua preocupação. É importante que o pai também participe, não só a mãe, ambos são responsáveis pelo crescimento integral da criança.
Os problemas de aprendizagem sempre estão ligados a causas psicológicas; encare o problema de frente e procure ajuda; não deixe os problemas se acumularem e a criança fica sentindo que os outros podem e ela não. Esta situação de não conseguir fazer afeta o auto conceito da mesma que fica se sentindo incapaz.
A reprovação, normalmente, ocorre quando não há acompanhamento e se isto acontecer é hora de repensar conceitos, hábitos e atitudes, não só do ser em formação, mas, do meio em que vive e principalmente de sua convivência com o meio social.
Daí então vem algum questionamento, seria melhor trocar a criança de escola? Isso irá traumatizá-lo? Cada caso é um caso, não se pode generalizar, existem situações em que não é possível ter uma imediata intervenção e a partir daí teremos que avaliar o que fazer para que o processo de formação seja contínuo.
Mas o que importa realmente é que a criança se sinta apoiada, para que consiga ir a diante sem temores para a construção de seu universo de aprendizagem.
2.2 A reprovação do ensino
Teve um efeito bombástico sobre a sociedade, a notícia de que a maioria dos alunos de quarta série não conseguem ler direito, isto apareceu no jornal O Globo na edição do dia 23 de abril, mostrando que 60%  dos alunos  no ensino fundamental não conseguem compreender elementos simples de uma frase. O Ministro da Educação mostrou-se inconformado com o resultado da pesquisa.
Esta avaliação apresentada é um diagnóstico da realidade da escola no Brasil, e acima de tudo como andam as escolas públicas. Contudo, aparecem bons tratamentos para o caso. Sabendo que as políticas públicas serão um meio para a educação melhorar, é necessário uma certa rapidez e efetivas realizações, para melhorar este quadro. Porém, o próprio MEC reconhece que não é de uma única forma que pode ser avaliado o ensino, existe um conjunto de variações para esta explicação. Todos que estão inseridos ou comprometidos com o ensino, empenham-se na correção dos rumos, para superação dos problemas e colocar em pratica alvos mais objetivos.
Quando, porém, tais políticas são de largo espectro, tendem mais a dissimular o problema do que resolvê-lo, a coisa não funciona e toma rumos sem controle. As medidas já anunciadas pelo MEC parecem vazias, pois visam apenas uma coordenação, em nível nacional, que cuide da formação de professores para a educação básica, assim como aumentar o piso salarial, plano de carreira, garantir a formação continuada e submeter os professores a exames para garantia do empreendimento. Mas o alvo continua sendo os professores, que parecem ser os únicos culpados, somos nós que precisamos de auxílio. Porém, se esquecem de rever o sistema de ensino e suas relações com as instituições educacionais, ou o interior destas, as condições em que nós trabalhamos.
A estrutura em que o sistema de ensino, envolve as administrações brasileiras, estão a exigir, há bastante tempo, uma grande reforma que envolve concepções filosóficas que aprofundem suas ações e relações com professores e alunos, mas seus movimentos, seus ensinamentos e sua capacidade de organização dos mesmos.
Existem três aspectos interligados, iniciando pelo quadro de professores, que normalmente é insuficiente, está geralmente longe da realidade escolar, outro importante aspecto é o pouco volume de recursos atribuído pelo Poder Público para administrar o sistema de ensino. Digamos, assim, último aspecto o conservadorismo do sistema que norteia as ações dos órgãos superiores, que consideram as escolas como repartições públicas, e é freqüente a contradição no desenvolvimento prático-pedagógico.
Todos estes aspectos tendem a justificar muitas continuidades das práticas já exercidas no ensino-aprendizagem, em grande parte apenas confirmam as histórias introduzidas no nosso meio social. Por mais que os professores queiram aprender mais para passarem adiante, existem formas autônomas por alguma determinação superior que os impede de fazer valer o seu intuito positivo educacional.
As condições de trabalho na escola, a partir de onde o sistema tenta se justifica são contempladas pelas políticas públicas e de qualquer forma, demandam profundamente as reformas. O contraponto existente, em termos de condições, entre as secretarias. Cláudio Moura Castro, em 1994, revê a escola brasileira, como um paradoxo, que no Nordeste não há água corrente, luz, carteiras adequadas ou equipamentos pedagógicos além do quadro de professores e funcionários.
Isso sem falarmos de outras regiões mais abastadas, mas mesmo assim esquecidas.
 
3 AVALIAÇÃO
“Estudos realizados por especialistas têm comprovado que a correção de um mesmo trabalho por diferentes professores recebe diferentes valores, o mesmo acontecendo se a correção for em diversos dias, embora feita pela mesma pessoa; uma prova ótima ou inversa pode determinar divergência de grau na examinada posteriormente. Mesmo se tratando de uma área científica diferentes podem aprovar ou reprovar um educando”. Ilza Martins Sant’anna.
A busca pela realização de um diagnóstico geral sobre a aplicação prática da avaliação, bem como demonstrar alguns obstáculos encontrados na feitura de uma avaliação durante o processo de ensino-aprendizagem. Ao falar de avaliação entramos em outro ponto, da baixa auto-estima na reprovação, pois saber o que é uma avaliação é extremamente importante.
É inegável a influência que a avaliação têm sobre o aluno, não só durante a vida escolar, mas no decorrer da vida em sociedade, o mercado de trabalho, outras escolhas a serem feitas, que ele mesmo possa construir sua personalidade.
3.1 Avaliação escolar
Existe quase uma unanimidade entre os educadores, formados nas mais diferentes escolas do pensamento, ao contrário do modelo tradicional de avaliação, que seja por notas ou provas. A avaliação é um aspecto da prática fundamental no processo de ensino-aprendizagem, tanto que infere nos professores, quanto nos alunos e seus familiares, uma vez relacionado intimamente às propostas político pedagógico.
Para os professores, a avaliação representa uma prática fundamental, visto que uma análise reflexiva dos avanços e dificuldades dos alunos que poderão redirecionar sua prática pedagógica, em metodologias mais adequadas ao desenvolvimento do aluno.
Toda e qualquer produção por parte dos alunos passa a ser significativa, desde que haja entendimento por parte do docente como o aluno elaborou seu conceito, para definir suas concepções visando a continuidade da formação do mesmo. Os problemas na verdade servirão de questionamento para uma melhor prática educativa do professor.
O aluno vê a avaliação como um fator elementar no seu processo de escolarização, pois define a continuidade de seu desenvolvimento; é através disto que o aluno terá a possibilidade de conhecer seu desempenho e entender a sua produção de aprendizagem, pois, quando passa a ter consciência do seu desenvolvimento intelectual, social e afetivo.
Embora exista varias possibilidades e formas de avaliação possíveis, os professores e escolas ainda estão aprisionados aos modelos tradicionais. O que impera, talvez seja a busca pelo apreço da nota necessária para conseguir passar de ano. Deixando-o mais seguro.
“Para que serve a nota na escola? Óbvio responderão muitos - a nota serve para indicar o quanto o aluno aprendeu! Desta forma, promoverá aqueles que estiverem preparados para exercer sua profissão e reterá os que não estiverem aptos (...) Esta obviedade, porém, é contestada diariamente pela prática escolar em que os alunos aprovados demonstram, a seguir, que não aprenderam o que sua nota faz pressupor”. Fleuri (apud Vasconcellos 1994, p.42)
A avaliação e nota não são a mesma coisa, pensar isso é quase que primário, embora alguns professores não tomem atenção para isso. A avaliação não pode, caminhar separada do senso crítico, de forma que possa haver um conceito verdadeiro sobre a prática da avaliação. É necessário pensar que sobre uma outra ótica que poderemos considerar o processo mais sociológico do que quantitativo. A avaliação está absorvida pelas engrenagens dos indivíduos que compõem o sistema.
“Há que se distinguir, inicialmente, Avaliação e Nota. Avaliação é um processo abrangente da existência humana, que implica uma reflexão crítica sobre a prática, no sentido de captar seus avanços, suas resistências, suas dificuldades e possibilitar decisão sobre o que fazer uma tomada de decisão sobre o que fazer para superar obstáculos. A nota seja na forma de número, conceito ou menção, é uma exigência formal do sistema educacional. Podemos imaginar um dia em que não haja mais nota na escola ou qualquer tipo de reprovação – mas, certamente haverá necessidade de continuar existindo avaliação, para poder se acompanhar o desenvolvimento dos educandos e ajudá-los em suas eventuais dificuldades”. (apud Vasconcellos, 1994, p. 42)
Grande parte dos alunos, em situações avaliativas podem ser influenciados pelas atitudes apresentadas pelo professor. Muitas vezes chegam ao professor já com todos os traumas existentes e possíveis, pelas diversas situações familiares e ou de experiências negativas absorvidas em anos anteriores. Dessa forma o educador deverá fazer com que o aluno tenha confiança para enfrentar novos obstáculos.
É absolutamente necessário que se consiga verificar a extensão das capacidades aprendidas, que possa confirmar o que realmente aprendeu. Nos processos de avaliação não se pode de forma alguma depositar uma confiança plena, no entanto, como medir à proporção que cada indivíduo consegue atingir a um objetivo estabelecido no planejamento inicial, levando-se em conta a situação própria e a do grupo que está inserida. As respostas não são assim tão fáceis, ou melhor, as aplicações feitas pelos métodos de ensino não são tão eficazes, para sanar tantos problemas. Teremos primeiro que quebrar barreiras, para depois reconstruir uma nova idéia e aproveitar as que por ventura estão dando certo.
No conceito emitido por Sant’anna (1995, p.7)
“A avaliação escolar é o termômetro que permite avaliar o estado em que se encontram os elementos envolvidos no contexto. Ela tem um papel altamente significativo na educação, tanto que nos arriscamos a dizer que a avaliação é a alma do processo educacional (...) O que queremos é sugerir meios e modos de tornar a avaliação mais justa, mais digna e humana”.
Para está autora, a idéia de prova está sem dúvida, presente mas acredita que não chegue a ser um mal, na medida em que seja percebida como um estímulo para o progresso ou ainda, uma indicação de que, não tendo acontecido a aprendizagem, deve-se tratar de utilizar novas estratégias. Seria então necessário por parte do professor uma resposta, sempre específica para toda e qualquer falha que o aluno possa ter, o que é impossível. Com isto existe uma relação de subjetividade dentro do contexto do que se pretende, na avaliação ou nota, e é discutível o seu ponto fundamental.
Quando se fala em avaliação, sem dúvida existe uma construção coletiva, na medida em que se pretende ou não atingir fatores preestabelecidos. Caracterizar ou transformar em modelo, sobre uma determinada corrente de ação é minimizar a questão da formação escolar coexistente.
A nova LDB (lei 9394/96) exige que os sistemas de ensino sejam públicos ou particulares, que processem uma avaliação contínua, de qualidade e mediadora em escolas e universidades. O que havia de fato, até o presente momento, era uma falta de acompanhamento do processo de aprendizagem dos alunos, sobre a natureza de suas manifestações, re-planejamento e tomando decisões de caráter puramente pedagógico, com base nos resultados dos testes e tarefas realizadas. Como conseqüência a LDB vêm tomar a obrigatoriedade àquilo que deveria envolver realmente o processo escolar como um todo ou pelas exigências dos modelos escolares.
O educador precisa dar-se conta de que é e está seriamente comprometido com o juízo de vale emitido sobre o educando. Seu olhar mostra-se perigosamente ao considerar o processo avaliativo como uma ação objetiva e imparcial, puramente constatativa sobre o fazer do aluno. Como a coleta de dados observável na avaliação, deve-se levar em conta o avaliador e o avaliado.
Fazendo uma comparação entre um time de futebol, mesmo os jogadores sendo de bom nível, precisam ter o aval do juiz da partida para saber se o que estão fazendo é correto ou não. Não há menor dúvida de que o estado emocional é um grande influenciador de resultados, isto se reflete também no despreparo do professor que construíra níveis mentais trabalhados em série e não em formação e se comprovar os motivos são ainda mais marcante para o fracasso na escola.
3.2 Como avaliar
Na avaliação é necessário que haja um sistema, ou uma rota para que seja aplicado, sendo que o método tradicional seja o mais utilizado ainda. Isso considerando todo um processo geral do aluno, que “consiga“ obter o maior número possível de  aprendizado, de sua particularidade, das relações sociais  e com o meio.
Será necessário ao professor uma certa sensibilidade de captar o que o aluno deseja realmente aprender para  seu desenvolvimento e que de alguma forma ele possa inferir positivamente nesse processo.
A atuação do professor requer de um conhecimento maior da psicologia, pois desta maneira poderá sim, atuar juntamente com o educando, compartilhando de suas visões voluntárias, levando-os a construir um pensamento próprio para viver melhor no meio social em que vive.
3.3 Por que avaliar
A avaliação sempre se fará presente, já que existe a necessidade, de um padrão ou modelo epistemológico educacional vigente. Não existe escapatória, esta faz parte de registrar o conhecimento recebido, embora não condiga com a realidade.
A qualidade do ensino ou o modelo educacional abrangente há uma estrutura necessária, para que se construa cidadãos melhores com capacidade crítica e uma independência moral.
Poderia de uma outra maneira fazer com que o professor reflita sobre o seu papel no que condiz com a transferência de conhecimento para o aluno, que ao mesmo tempo flua sua condição de aprendiz e transmissor do mesmo conhecimento.
3.4 O diagnóstico da avaliação
Para realmente termos “controle” da situação, haveremos de ter uma avaliação, uma ficha com questões pertinentes ao que queremos do nosso aluno e do seu desenvolvimento. Isso deverá ocorrer durante todo ano letivo para que haja um acompanhamento do desenvolvimento do nosso aluno e quais suas necessidades, o que será necessário preencher no seu espaço para que torne um indivíduo melhor, mais capacitado essas informações são de cunho valioso para que exista uma complementação entre professor - aluno.
3.5 Rompendo com tradicionalismo
A avaliação é realmente importante, o que temos que fazer é retirar os fungos da educação tradicional que muitas vezes só condiciona o aluno, não o faz aprender, lhe causa medo. Será feita uma reflexão sobre os itens relacionados na medida em que se possam mediar as carências que o aluno apresenta, a avaliação serve como baliza para os próximos passos a serem seguidos e observados em determinadas situações, podem ser conduzidas pelo planejamento já realizado em torno da avaliação.
O que devemos mudar para melhor, isso dependerá de situação para situação ou localidade, pois depende do contexto atual em que o aluno está inserido, a intenção de auxiliá-lo da melhor maneira possível, pois  romper com o passado , não é de todo ruim, mas temos que andar para frente pois, a fatores que estão vindo e podem nos atropelar caso não saibamos conduzir de forma que o aluno, como nosso alvo, seja um indivíduo com auto-estima e caráter forte para enfrentar as situações na sociedade.
3.6 A avaliação segundo a LDB 
(Lei 4.024)
Art.14 – A avaliação é tida como a posse de conhecimento, com obrigatoriedade de provas para a verificação de resultado advindo dessa obrigatoriedade, apenas para classificação, sem uma preocupação mais aprofundada quanto à recuperação, ficando ela, a grosso modo, a cargo do aluno e dos familiares, cabendo assim à escola, somente  a verificação dos conhecimentos, inclusive com o uso sistemático de segunda época.
(Lei 5.692/71)
Art.11 – O ano e o semestre letivos, independentemente do ano civil, do ano calendário, terão obrigatoriedade, no mínimo 180 a 90 dias de trabalho escolar efetivo, respectivamente, excluindo-se dessa contagem o tempo reservado às provas finais, caso sejam adotadas.
(Lei 9.394/96)
A avaliação frente a LDB significa apropriar-se do saber. Surge um novo olhar sobre a avaliação, qual seja, uma mudança do eixo do ensinar para o do aprender. A avaliação hoje é tida com o sentido de acompanhamento e verificação de como está o aluno naquele momento, com a idéia de vir a ser, visto que o diagnóstico do desempenho do aluno traz ao professor uma visão clara e objetiva de como este aluno está, quanto ao entendimento ou não dos objetivos, para que possa, imediatamente tomar as providências que se façam necessárias, no sentido de imediatamente recuperar as carências que por ventura se apresentem, quanto ao objetivo planejado. A avaliação não é coletiva, é individual e ainda, deve ser calcada nos objetivos e não em notas.
 
4 ADAPTANDO A ESCOLA ÀS DIFERENÇAS
4.1 Geral
A mais importante norma ética de um bom docente consiste em respeitar as diferenças individuais. Se não houver essa consciência de que as pessoas não são iguais, e que o respeito deva existir no trabalho escolar, haverá um grande número de problemas que farão de seu trabalho pouco eficiente e exaustivo.
Para que haja uma avaliação diferenciada que a auto-estima, não seja comprometida, será necessário indicarmos aspectos da personalidade, que deverão ser levados em conta para a realização de um bom trabalho.
Sabe-se que os alunos são distinguidos física, mental, social e emocionalmente, pois há uma diferença no caráter, interesses, saberes e habilidades. Porém, tratamos o aluno de um modo ideal e não prático. Pré-estabelecemos certas convicções e esperamos que todos se façam e pensem de acordo. Indiferentes às nossas suposições, os alunos, buscam a afirmação dos traços de personalidade que os diferencie uns dos outros. Apesar de serem semelhantes cada um procura afirmar seu próprio espaço.
4.2 Motivação – Diferenças
Ao questionarmos um aluno, o que mais deseja, por certo citará pessoas e vários objetos, como: alimento, conforto, companheirismo, namorado(a), força, poder e aprovação.
Porém existem alunos normais e anormais, que embora tenham uma caracterização para uma necessidade especial ou não, necessitam de uma motivação para seguirem em frente.
Para se avaliar o aluno teremos, que programar um quadro das principais necessidades e observar como eles procuram satisfazer isso. Isto fará com que conduziremos a uma pesquisa mais aprofundada dos elementos de cada aluno.
As prioridades humanas são:
- Alimento (impulso fome);
- Água (impulso sede);
- Atividades;
- Repouso;
- Sexo;
- Regulagem de temperatura;
- Eliminação dos resíduos metabólicos;
- Evitar a dor;
- Posição social;
- Segurança;
- Afeição;
- Segurança;
- Independência;
- Realização.
4.3 Resolução de problemas
Os alunos poderão resolver certos problemas, dar conta das tarefas, para satisfazerem boa parte dessas necessidades e atingirem a maturidade.
4.3.1 Infância e idade pré-escolar
Aprender a andar, digerir alimentos sólidos, falar, controlar esfíncteres, distinguir sexualidade.
Formar conceitos simples a respeito da realidade social e física, aprender a relacionar-se emocionalmente com os pais, irmãos e com outras pessoas, aprender a distinguir o certo do errado e a desenvolver uma consciência.
4.3.2 Crianças entre 7 e 9 anos
•Aquisição de habilidades físicas para jogos comuns;
•Adotar atitudes sadias para consigo mesmo;
•Aprender a se relacionar com os de mesma idade;
•Aprender a adotar o papel social apropriado, masculino ou feminino;
•Desenvolver habilidades de leitura, cálculo e escrita;
•Desenvolver escalas de valores;
•Alcançar independência social;
•Desenvolver atitudes com relação a grupos e instituições sociais.
4.3.3 Adolescentes entre 10 e 21 anos.
•Chegar às relações novas e mais maduras com os seus companheiros de idade de ambos os sexos;
•Adotar um papel sexual definido;
•Aceitar o seu corpo e usá-lo de forma eficiente;
•Conseguir independência emocional dos pais e dos outros;
•Adquirir independência econômica;
•Escolher e prepara-se para uma profissão;
•Prepara-se para a vida familiar;
•Ter habilidades e os conceitos intelectuais necessários;
•Desenvolver um conjunto de valores que guie seu comportamento.
 
5 ALUNOS PROBLEMA
O aluno em geral, mostra-se por vezes incapazes de suprir suas necessidades, seus conflitos, aceitar algumas frustrações e não outras, e para se ater segundo padrões normais e morais desde cedo, no âmbito escolar é chamado de aluno problema.
Os alunos ditos problemas, são os que mais se distinguem na escola ,juntamente com os superdotados, mostram algumas características que nós professores chamamos de problemas.
5.1 Comportamento agressivo
Conduta maldosa; ameaças às demais crianças, intimidações aos mais fracos, brigas com outras crianças, conduta anti-social, irascível, carrancuda, preguiçosa e com ímpetos de mau gênio.
5.2 Problemas com autoridades
Desobediência, descortesia com o professor, falta de respeito com o mesmo, desafio, atrevimento, teimosia. Isto somente ocorre, pois, quando a auto-estima se contrapõe aos desejos do educando que necessita “aparecer” para ser notado e assim se impor com alguém maior que ele, mesmo que seja o diretor da escola, o policial enfim quem tenha alguma autoridade.
5.3 Dificuldades na elaboração das tarefas escolares
Apresentação de pouca capacidade mental, deficiência nos trabalhos escolares, falta de interesse, distrações da imaginação, descuido dos afazeres escolares, falta de pontualidade, resistência em cumprir as tarefas; por causa de não estar preparado para o mesmo, pois ao sair da 4ª série o aluno , não está adequadamente preparado para diversas funções, causando nele uma certa frustração, já que antes era tudo “certo”.
5.4 Atos ilegais
Falta de retribuição à classe, mentiras, roubos, levando em conta a classe social, tendo muitas vezes pessoas que por venturas usem desses atos ilegais para o sustento da família, e isso o torna também passível de fazer, pois, ele tem um espelho em casa, que é muito forte. E a mentira te coloca num mundo melhor do que aquele ao qual está inserido.
5.5 Adaptações possíveis
A escola deveria ser uma parte da vida, de uma realidade, pois, só assim, se poderá oferecer as condições completas de aprendizagem.
A escola deveria ser um ambiente propício à atividade dos alunos, onde seus empreendimentos formem unidades típicas da aprendizagem, seria necessário não esquecer que a atividade com finalidade é o padrão de vida digna, onde quer que deva ser vivida.
A escola necessita de professores que de um lado, nutram simpatia pela infância e pela juventude, e que no desenvolvimento só se dá pela formação progressiva do aluno, e que no final de toda uma caminhada, que obtenham experiência e cultura que possam desenvolver um tesouro de valor incalculável e fonte de provisão, nunca acabado ou perfeito, mas sempre disponível para se realizar outros eventos.
 
6 COSMOVISÃO QUE COMPREENDEM A BAIXA AUTO-ESTIMA
Ao fazermos uma leitura como por exemplo do ”Patinho Feio” dos Irmãos Greens observamos que há uma estima baixa dele mesmo  e dos outros semelhantes, mas na figura da mãe sempre importante mostrando que o crescimento e a transformação do indivíduo fazem dele um ser melhor.
Outra releitura é o Corcunda de Notre Dame, que é rejeitado por sua forma física, mas os que as pessoas esquecem é que o seu interior é grandioso, capaz de abnegar-se de coisas em relação aos outros, como fez pela cigana Esmeralda, que seria aprisionada em relação a seu credo e sua religião.
Uma leitura cinematográfica seria o Shrek, um ogro, aparência terrível, as pessoas o ridicularizam, debocham deixando-o assim cabisbaixo, mas seu coração é alegre, um interior maravilhoso que transforma o feio em alegria.
Estas leituras apresentam formas de baixo-estima, mas num processo de transformação pelo qual as pessoas passam, e de alguma maneira ou outra, colocar-se de pé e apresentar ao mundo, coisas que nem o próprio ser conhece.
Assim como na sala de aula ao trabalharmos esses textos que falam de auto-estima, pode a princípio parecer infantil, mas se fizermos uma boa reflexão e conseguirmos atê-los ao mesmo, o feito poderá ser surpreendente, pois nessa reflexão trataremos de aspectos da própria personalidade que nesse caso anda “pra baixo”, podemos sim de uma maneira discreta e concisa objetivar uma transformação, por menor que seja, mas se algo mudar para o campo positivo, estaremos sim conseguindo tomar este indivíduo um pouco melhor.
 
CONCLUSÃO
Educar é, antes de tudo, um ato de interioridade. É inclinar o homem para que leia dentro de si. É um apelo ao desabrochar do ser.
Educar significa realizar o homem em sua natureza autêntica, na integridade de suas verdadeiras possibilidade, em seu destino e plano de vida. O homem é pessoa e deve ser conduzido com toda a dignidade de pessoa, sem enxertos de outras que querem impor e fazer valer a sua pessoa no outro, distorcendo-o e despersonalizando-o. Educar é um processo individual e social de transformação perene das capacidades em habilidades, da ignorância ao conhecimento, dos impulsos aos ideais, do não ser ao ser atual.
Embora se possa saber como, quando e onde intervir e que essa intervenção produz mudanças, sabe-se também que tais mudanças não dependem apenas das ações pedagógicas. As atitudes dos jovens    não dependem   unicamente da ação da escola, mas  tem intrincadas implicações de natureza tanto psicológica quanto social, nas relações de vida familiar e comunitária.
A grande tarefa da educação é recriar novos valores sublimes que mobilizem o homem a redefinir-se mais profundamente, a levar o homem a reencontrar-se em sua identidade autêntica como ser mais dimensionado. Todas as dimensões humanas são essencialmente convergentes e unificadoras.
Nos valores nobres do homem se encontra primeiramente a si mesmo, em sua profunda interioridade e dignidade. Depois, irradia-se circularmente na comunhão com o outro, seu próximo, por um humanismo plenificador e, por fim, transcende verticalmente para o sumo bem, único fundamento perene de todos os valores, direitos e deveres, plenitude e felicidade.
Com base nestes aspectos que procuramos direcionar nosso trabalho, procurando sempre consolidar valores já existentes nos educandos, visando estabelecer relações de amizade e ajuda mútua.
Foi no contato intenso com os jovens educandos, em meio a seus problemas e questionamentos familiares, sociais, educativos, religiosos e profissionais que recebemos o insistente pedido para oferecer estes subsídios formativos, colhidos através da convivência, observações e vivências.
Ainda que vivendo num universo de transformação, em que apenas a lei da  mudança parece não mudar, acreditamos convictamente na capacidade de cada um em construir-se e reestruturar-se neste seu processo normal de criatividade.
Somos uma mina inexaurível de plenitudes, uma fonte de necessidades em busca do desabrochamento total de nossa humanidade.
Encontrar-se com a própria identidade e aceitar-se no que se é, a fim de tornar-se que se pode e deve ser, na autenticidade da própria natureza, sempre será o princípio fundamental de partida de nossa formação e realização global.
Acreditamos que o papel do educador é colocar-se junto ao aluno, problematizando o mundo real e imaginário, contribuindo para que se possa compreendê-lo e reinventá-lo, crescendo e aprendendo junto com o aluno, tentando vivenciar juntamente com eles seus conflitos, invenções, curiosidades, desejos, respeitando-o como um ser que pensa diferente, respeitando a sua individualidade.
Quando se examina a prática e se analisa com frieza o que a escola procura fazer, na ação de seus professores e no entendimento às aspirações e expectativas de seus educandos, o que aparece sempre como perspectiva essencial é o mercado de trabalho. Pensamos que tentamos levar o trabalho no sentido de valorização da vida como foco básico para reformulação de conceitos previamente estabelecidos pela sociedade, onde os jovens devem preparar-se para vida.
O que possibilita a construção do conhecimento, nesse momento de aventura em busca do novo, é sem dúvida, o reconhecimento de que somos seres em construção. É nesse movimento que se instaura o desejo de aprender.
Nesse processo serão envolvidos simultaneamente um sujeito que conhece, um objeto a ser conhecido, um mundo particular de abordagem do sujeito em relação ao objeto e uma transformação, tanto do sujeito, quanto do objeto, sendo este a realidade socialmente construída e compartilhada.     
Respeitar a caminhada de cada sujeito de um determinado grupo é uma aprendizagem necessária e fundamental, sendo necessário eliminar as barreiras que se criam entre as pessoas para o estabelecimento de uma relação dialógica.
Procuramos optar por um trabalho onde possibilitasse uma relação significativa entre conhecimento e realidade, pressupondo um envolvimento do Psicopedagogo e educando, determinando uma relação mais ampla.
Quanto ao nosso posicionamento na escola, procuramos dentro do possível, responder a todas as expectativas dos alunos, colocando-nos sempre à disposição dos mesmos e trazendo-lhes exemplos que pudessem elucidar melhor as questões trabalhadas.
Segundo Gadotti (1987), “Refletir é também avaliar, e avaliar é também planejar, estabelecer objetivos, etc. Daí que os critérios de avaliação, que condicionam seus resultados, estejam sempre subordinados às finalidades e objetivos previamente estabelecidos para qualquer prática, seja ela educativa, social, política ou outra”.
A avaliação é um processo contínuo participativo, com função diagnóstica, prognóstica e investigativa cujas informações propiciam o redimensionamento da ação pedagógica e educativa, reorganizando as próximas ações do educando, da turma, do educador, no sentido de avançar no entendimento e desenvolvimento do processo de aprendizagem.
A partir deste trabalho, podemos concluir que sendo o conhecimento um processo humano, histórico, incessante, de busca de compreensão, de organização, de transformação do mundo vivido e sempre provisório, tem origem na prática do homem e nos processos de transformação da natureza. É, também, uma ação humana atrelada ao desejo de saber. Só o homem, por ser pensante, pode ser sujeito: somente ele pode desejar a mudança, porque só a ele lhe falta à plenitude.
Neste sentido, nos jovens há uma busca incessante pela compreensão do mundo e dos seres que o rodeiam; estão sempre preocupados com o desenvolver de seu “eu” e sempre reavaliando sua postura diante de seus conflitos.
Acreditamos que a educação de jovens direciona-se a uma etapa da vida humana, onde surgem situações e idéias que constantemente são problematizadas e não se restringem à etapa em que se aparecem, há um desenvolvimento contínuo e por que não, eterno. Assim, cada experiência escolar, em particular, a educação de jovens deve assegurar a realização de aprendizagens significativas o que supõe a relação intrínseca das novas aprendizagens com o que os jovens já sabem, para que ocorra o desafio constante, a fim de que os jovens pensem sobre o mundo dentro do qual vivem. Vistos, desta maneira, desenvolvimento, aprendizagem e ensino são elementos que só podem ser entendidos quando relacionados entre si.
Ao realizar uma avaliação sobre algo, acreditamos ser de vital importância estabelecer quais as mudanças ocorridas durante este processo.
Quando iniciamos nosso trabalho, no primeiro momento, sentimos muito medo e não sabíamos se conseguiríamos lidar com dificuldades tão distintas. Todos procurando uma resposta mágica de uma forma muito curiosa e, ao mesmo tempo, analisando-nos.
Ao iniciar o trabalho, aos poucos, fomos percebendo que aqueles alunos estavam sedentos de algo novo e que talvez neste momento pudéssemos ser nós as facilitadoras. Com o passar dos dias, o medo e a insegurança foram dando lugar a muita criatividade e cumplicidade.
Hoje sentimos o quanto não estamos prontos para nada e que só iremos realmente estar parcialmente prontos quando lá estivermos e enfrentarmos de frente, estabelecendo relações afetivas e de amizade seja lá com quem for, tanto faz se o aluno é de primeira série do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio.
Após a realização deste trabalho podemos afirmar, que o mesmo ofereceu-nos experiências e vivências compensadoras de ajuda, de auto-conhecimento, de realização profissional, comprovando mais do que nunca que fizemos a escolha certa, que o caminho é este.

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Publicado em 25/11/2009


Lidia Maria Kroth - Pedagoga Orientadora EducacionalEscola Estadual de Ensino Fundamental Paraíba - POA - RS; Orientadora Educacional Escola Estadual de Ensino Fundamental Tancredo Neves POA - RS;Professora de 2 série do Ensino Fundamental.

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