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ATUAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA: MAPEAMENTO CLÍNICO NO CICLO DE ESTUDOS BÁSICOS

Risonete Lima de Almeida, Thaís Regianni Delavechia Bonfim

RESUMO
O presente artigo descreve um trabalho de atuação psicopedagógica diagnóstica desenvolvido no ano de 2004 com quatro estudantes que apresentavam baixo rendimento escolar, cursando o Ciclo de Estudos Básicos I (C.E.B. I), de uma escola da rede pública municipal de Salvador, Bahia. O trabalho objetivou demonstrar a possibilidade de a Psicopedagogia ser inserida no ambiente escolar contribuindo para detectar fatores que conduzem os estudantes ao fracasso escolar, bem como, em caráter interdisciplinar, atuar preventiva ou corretivamente junto a problemas de ordem cognitiva e pedagógica. A Abordagem Convergente norteou a prática clínica ditando procedimentos e instrumentos que possibilitaram identificar defasagem cognitiva e de conteúdos pedagógicos, como também desajustes de ordem afetiva. Assim, o Mapeamento Clínico Psicopedagógico revelou-se como um importante recurso a ser adotado pelas escolas da rede pública municipal como adjuvante na dissolução do fracasso escolar.

Palavras-chave: Psicopedagogia; Aprendizagem; Escola; Desempenho Escolar; Diagnóstico.  

1-INTRODUÇÃO
Este artigo é resultado das reflexões de duas psicopedagogas envolvidas em pesquisas a respeito dos impedimentos que ocorrem nos processos de aprendizagem de algumas crianças que apresentam, em diferentes níveis, seu desempenho escolar prejudicado. Sendo a Psicopedagogia  uma área interdisciplinar que se relaciona com conhecimentos, sobretudo, do campo da Educação, investiga e compreende o processo de aprendizagem e a relação que o aprendiz com ele estabelece, levando em consideração a interação de fatores orgânicos, sociais, afetivos, pedagógicos e cognitivos. A ação psicopedagógica diagnóstica, em caráter voluntário, foi realizada durante o ano letivo de 2004, junto a crianças que apresentavam baixo rendimento escolar.
Desta forma, o desempenho revelado por alunos compõe um importante objeto de estudo para a Psicopedagogia. Reconhece-se que ela muito tem a contribuir detectando os aspectos que conduzem ao fracasso escolar , e eliminando-os. Por isso, a queixa de dificuldades de aprendizagem  e, em conseqüência, o baixo rendimento escolar de alunos que cursam o Ciclo de Estudos Básicos nas escolas da rede pública municipal, motivou o desenvolvimento de um trabalho de ação psicopedagógica diagnóstica ou mapeamento clínico e de propostas interventoras numa de suas unidades, com o objetivo de contribuir para a adequação destes alunos nas séries em curso.
Tal proposta também visou modificar a expectativa e atitudes de alunos e professores diante do fracasso escolar; estimular uma postura observadora em toda a comunidade educativa para reconhecer no aluno com dificuldades escolares a necessidade de uma atenção especializada; orientar a escola no sentido de proporcionar condições para que ocorra uma aprendizagem significativa para os alunos; e promover interações entre a escola, o aluno, a família, o psicopedagogo e especialistas de áreas afins.
Apesar de inúmeros estudos realizados em todo o mundo na tentativa de elaborar conceitos que definam as dificuldades de aprendizagem e investigar sua etiologia, ainda não existe uma definição consensual acerca de tal termo. A definição apresentada na Lei Pública Americana, P.L. 94 – 142 – Federal Register, 1977, citada por Correia (1999) é internacionalmente bem aceita:

Dificuldade de aprendizagem específica significa uma perturbação num ou mais dos processos psicológicos básicos envolvidos na compreensão ou utilização da linguagem falada ou escrita, que pode manifestar-se por uma aptidão imperfeita de escutar, pensar, ler, escrever, soletrar ou fazer cálculos matemáticos. O termo inclui condições como deficiências perceptivas, lesão cerebral, disfunção cerebral mínima, dislexia e afasia de desenvolvimento. O termo não engloba as crianças que têm problemas de aprendizagem resultantes principalmente de deficiência visual, auditiva ou motora, de deficiência mental, de perturbação emocional ou de desvantagens ambientais, culturais ou econômicas.

Já segundo Smith e Strick (2001, p.14) “Dificuldades de Aprendizagem são problemas neurológicos que afetam a capacidade do cérebro para entender, recordar ou comunicar informações”.
A dificuldade de aprendizagem pode estar relacionada a fatores sociais, fatores ligados ao âmbito escolar, e fatores internos do sujeito, que incluem os aspectos orgânicos, cognitivos, emocionais, sociais e pedagógicos.
Os aspectos orgânicos estão relacionados à construção biofisiológica do sujeito: alterações nos órgãos sensoriais impedem ou dificultam o acesso aos símbolos que promovem o conhecimento. Os aspectos cognitivos estão ligados ao desenvolvimento e funcionamento das estruturas cognoscentes em seus diferentes domínios; as habilidades intelectuais também incluem percepção, memória, atenção, interesse, concentração e antecipação. Os aspectos emocionais referem-se ao desenvolvimento afetivo e sua relação com o ambiente e as pessoas com quem se convive. Os aspectos sociais referem-se à perspectiva social em que estão inseridas a família e a escola. Nos aspectos pedagógicos são encontradas questões ligadas à metodologia do ensino, à avaliação, aos conteúdos específicos, à estruturação de turmas, à organização geral que interfere no processo ensino-aprendizagem; estas questões podem influenciar a expressão de habilidades e competências do sujeito.
O psicopedagogo atua transitando por entre todos estes fatores embasado por contribuições de áreas como a Psicologia, Pedagogia, Fonoaudiologia, Neurologia, Lingüística, Psicanálise entre outras, com o objetivo de facilitar para o indivíduo a construção do conhecimento e a retomada do seu processo de aprendizagem. O trabalho psicopedagógico visa ainda desencadear no sujeito novas necessidades, de modo a provocar o desejo de aprender e não somente uma melhora no rendimento escolar, buscando a legitimação do que já aprendeu e a validade do potencial existente.
Atualmente há diversas abordagens teóricas que fundamentam o trabalho psicopedagógico. Entre elas está a Abordagem Convergente criada por Visca (1997a). Argentino formado em Ciências da Educação pela Universidade de Buenos Aires e em Psicologia Social pela Primera Escuela Privada de Psicología Social, Jorge Visca fundou os Centros de Estudos Psicopedagógicos nas cidades de Buenos Aires, Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador.
A Epistemologia Convergente, abordagem que fundamentou e norteou toda a prática do estudo aqui relatado, tem seu corpo teórico formado pelos conhecimentos teóricos e práticos da Psicanálise, com referência em Freud e Lacan; da Epistemologia Genética criada por Jean Piaget; e da Psicologia Social na representação de Pichón-Rivière. 

2-PRÁTICA PSICOPEDAGÓGICA – O MÉTODO
A direção da escola que acolheu a proposta de trabalho indicou quatro alunos que cursavam o C.E.B. I  para serem submetidos ao mapeamento clínico. De uma mesma classe, duas crianças são do sexo feminino, contando com 07 anos de idade cada uma. As demais crianças, de outra classe, uma é do sexo feminino e a outra do sexo masculino, ambas com 08 anos de idade. A queixa inicial sinalizava que estes alunos tinham baixo rendimento escolar apresentando dificuldades de concentração, compreensão de comandos e expressão oral, ausência de leitura e escrita espontânea, dificuldade de organização e seqüenciação, não reconhecimento de letras e números, além de comportamento dispersivo e indisciplinado.
A prática psicopedagógica adotada pela Abordagem Convergente segue os princípios metodológicos que regem a pesquisa qualitativa, sobretudo durante a investigação diagnóstica. Embora haja instrumentos e procedimentos padrão em seu protocolo, o psicopedagogo não deve seguir um modelo único e exclusivo, já que as reações, informações e conduta do sujeito em observação são imprevisíveis. Isto significa que o psicopedagogo não deve apenas conhecer e ter domínio sobre as técnicas, mas, sobretudo, saber auscultar de modo flexível, sensato e imparcial, agindo de acordo com os fenômenos encontrados e situações que surgem.
Assim, o trabalho psicopedagógico é dividido em duas etapas. A primeira, o ‘diagnóstico psicopedagógico’, investiga o processo de aprendizagem do indivíduo e seu modo de aprender; e identifica áreas de competência e limitações, visando entender as origens das dificuldades e/ou distúrbio de aprendizagem apresentado. A segunda, a ‘intervenção psicopedagógica’, realiza-se embasada no que foi revelado durante a avaliação diagnóstica. A prática de intervenção, tanto preventiva quanto corretora, limita-se diretamente à solução de problemas de ordem cognitiva e pedagógica. Qualquer outra demanda detectada no indivíduo deve ser encaminhada a um profissional especializado. A possibilidade de encaminhamentos afirma o caráter interdisciplinar à Psicopedagogia.
O processo desta investigação psicopedagógica passa por três fases essenciais: o planejamento, a aplicação e a análise. Nesta última, o trabalho exige do psicopedagogo habilidade para situar o significado manifesto e o que permanece latente. As informações coletadas através dos diferentes recursos, durante a avaliação diagnostica, são fatos e dados que se interligam. Os fenômenos não se restringem às percepções sensíveis e aparentes, é necessário transpor as impressões iniciais para descobrir sua essência.
 As técnicas utilizadas situam o sujeito e o problema que este apresenta nos eixos horizontal e vertical. No eixo horizontal explora-se o campo presente, no qual a busca está centrada nas causas que coexistem temporalmente como sintoma. Neste momento são utilizados instrumentos próprios da área psicopedagógica, tais como: Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (E.O.C.A.), Avaliação do Nível Pedagógico, Provas Operatórias Piagetianas, Técnicas Projetivas Psicopedagógicas, Entrevista Não-Diretiva, e observação de materiais contendo produções do sujeito, além de encaminhamentos para especialistas capazes de avaliar órgãos funcionais e sensoriais. O eixo vertical corresponde ao histórico do desenvolvimento e do desempenho do sujeito. Aqui são utilizadas Anamneses com a escola e com a família, Entrevistas Não-Diretivas com professores, diretor ou coordenador da escola, consulta a exames e laudos médicos, observação de materiais contendo produções escolares do sujeito em fases anteriores e atuais, e até mesmo observação de fotografias correspondentes a diferentes fases e momentos da vida.
A E.O.C.A. – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem - técnica desenvolvida por Jorge Visca, é o primeiro procedimento diagnóstico em que o psicopedagogo tem contato direto com o sujeito. É neste momento que é possível constatar parte das dificuldades ligadas às aprendizagens do sujeito, possibilitando a construção de um Primeiro Sistema de Hipóteses Diagnósticas.
A Avaliação do Nível Pedagógico é um procedimento cujo objetivo é verificar dificuldades concretas que o sujeito apresenta em relação às aprendizagens sistematizadas pela escola. Consiste em registrar o desempenho do sujeito, segundo alguns critérios de competências e habilidades.
Para Visca (1997a), os obstáculos produzidos por problemas no desenvolvimento da estrutura cognitiva do sujeito, só podem ser estudados mediante a utilização das Provas Operatórias Piagetianas. A validade destas provas está condicionada a um planejamento organizado, à correta aplicação e análise e conclusões úteis para entender sobre a aprendizagem do sujeito.
As Técnicas Projetivas Psicopedagógicas (VISCA, 1997b) permitem investigar os vínculos que o sujeito estabelece com a aprendizagem propriamente dita, como também com as circunstâncias dentro das quais ocorre tal construção. A Técnica Projetiva busca o tipo de vínculo que o sujeito estabelece não apenas com o professor, os conteúdos, colegas e a escola, mas também a relação com as pessoas fora da comunidade escolar: os adultos significativos que lhe oferecem ou não modelos de aprendizagem e os cenários onde isto ocorre.
Nas Entrevistas Não-Diretivas o sujeito entra em comunicação consigo mesmo através da sua própria fala. Consiste numa relação permissiva, criada e mantida pelo psicopedagogo, na qual o sujeito tem oportunidade de fazer uma experiência de compreender-se melhor, o que lhe possibilitaria adquirir novas atitudes e comportamentos mais construtivos e satisfatórios. Ao entrevistar um ou mais professores, a investigação de dados como metodologia de ensino, capacidade de lidar com alunos com dificuldades, condutas disciplinares e sistemas de avaliação, relação afetiva com o sujeito e impressões, são de suma importância.
As Anamneses são entrevistas semi-diretivas realizadas com os pais do sujeito em questão, e com o(a) diretor(a) ou coordenador(a) da escola, cuja análise deve versar sobre aspectos que constituem novas informações pertinentes para a avaliação. É fundamental que o psicopedagogo busque dados complementares que serão importantes para a construção do diagnostico final, momento em que as hipóteses levantadas poderão ser confirmadas ou refutadas.

3-ACHADOS CLÍNICOS
As sessões diagnósticas a que as crianças foram submetidas apontaram algumas defasagens cognitivas, desordens afetivas, como também confirmação dos déficits de conteúdo pedagógico.
Do ponto de vista cognitivo apresentaram déficits nos domínios de Seriação, Classificação, Espaço e Conservação. Os resultados das Provas Operatórias Piagetianas denunciaram que os alunos possuem esquemas próprios do Período Pré-Operatório Articulado, mas também já revelam condutas de transição ao Período das Operações Concretas (GOULART, 2001).
O déficit cognitivo apresentado incidiu na estrutura de representação mental, levando ao comprometimento de alguns conteúdos pedagógicos e impedindo que as crianças avançassem na aquisição de novos conteúdos. A Avaliação do Nível Pedagógico revelou tais conteúdos deficitários: reconhecimento das letras do alfabeto; identificação de vogais e consoantes; diferenciação entre letras maiúsculas e minúsculas, bastão e cursiva, consequentemente não conseguem formar conjuntos destas letras, ou seja, palavras. Também confundiram os fonemas homorgânicos; o léxico era restrito; ausência de formação de palavras; não realizaram agrupamentos de letras com semelhança acústica; para ler utilizaram uma estratégia de adivinhação para decodificação de palavras ou frases. Quanto ao raciocínio lógico-matemático não distinguiram números pares de ímpares; não realizaram cálculo mental e nem os operacionalizou; houve dificuldade na distinção de formas geométricas.
Todavia, apresentaram uma postura sociável em quase todos os ambientes. Conviviam bem com familiares, amigos e pessoas conhecidas, sem estabelecer preferência por idade ou sexo. No ambiente escolar esta postura apresentou-se de forma paradoxal, já que a relação com os colegas não revelou uma interação espontânea e satisfatória. As Técnicas Projetivas aplicadas sugeriram vínculo insatisfatório de aprendizagem em relação ao ambiente escolar por não revelarem mecanismos de identificação em conseqüência de uma ausência de referencial educativo. A escola apareceu como um espaço que não tem representação solidária e de integração social, revelando até um possível sentimento de indiferença neste espaço de saber.
 As relações familiares representaram para as crianças do sexo feminino uma normativa do fazer em função da idade e do sexo, sugerindo um padrão mais rígido; demonstraram insatisfação a este modelo de aprendizagem e à sua dinâmica pessoal, sem opções e flexibilidade, e propensas a seguir ordens e interesses de outrem, o que algumas vezes dão causa a conflitos. A criança do sexo masculino trouxe uma representação mais flexível de aprendizagem, em que não há preocupação com tempo e espaço e o fazer em função de normas. No entanto, este grau de flexibilidade não afastou as inquietações dos assuntos escolares que insistiram em se fazer presentes em momentos lúdicos quando relacionou o ato de ensinar dentro da família com o dever escolar.
Com relação aos aspectos metodológicos, os professores afirmaram seguir o método sócio-construtivista e acreditavam que os alunos reagiam bem às metodologias e técnicas empregadas. A escola adota o sistema C.E.B. de ensino, em que o aluno permanece em curso durante dois anos até que tenha as habilidades construídas ou em desenvolvimento adequado para promoção para uma nova etapa.
 As Entrevistas Não-Diretivas com os estudantes, como também conversas informais durante as sessões, revelaram crianças dispostas a falar o que pensam, embora muitas vezes o conteúdo das falas se distanciavam do contexto de aprendizagem, através de informações que de fato não foram vivenciadas e não fazem parte de seu cotidiano escolar.
Os dados coletados na Anamnese da escola revelaram que os alunos sempre apresentaram dificuldades com as atividades escolares e que embora a escola tenha sinalizado tais dificuldades e sugerido alguns encaminhamentos, as famílias nunca seguiram as orientações da professora e direção. As informações a partir da Anamnese da família sugeriram conflitos relacionais entre os pares parentais e renda familiar insuficiente.

4-CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante dos resultados obtidos com o mapeamento clínico foi necessário passar à segunda etapa do acompanhamento psicopedagógico: intervir junto aos domínios cognitivos em déficit. No entanto, o não comparecimento dos estudantes à escola nos dias das sessões, feriados prolongados, período de férias, e uma greve dos professores da rede pública municipal, foram fatores que delongaram a etapa de diagnóstico impossibilitando a execução do projeto em sua fase de intervenção. O encerramento das atividades se deu com as entrevistas de devolução com as professoras das crianças e a diretora da escola, oportunidade em que foram relatados os achados clínicos e indicações de tratamento como psicoterapia, intervenção fonoaudiológica e avaliação lingüística.
Os resultados revelados sugeriram que cabe à escola uma adaptação das atividades e conteúdos pedagógicos, não apenas levando em consideração os elementos que interessam aos alunos, mas, sobretudo, que possam trabalhar de maneira mais lúdica e significativa os conteúdos comprometidos, habilidades e competências em construção. O esforço para aproximarem-se mais da realidade do alunado é importante e objetiva também prevenir o desenvolvimento de dificuldades de aprendizagem.
Sugeriu-se também que a escola se comprometesse a desenvolver um trabalho de orientação familiar para conscientização da importância do acompanhamento dos assuntos escolares, mediação nos planos e estratégias de estudo e busca dos encaminhamentos sugeridos. Levando em consideração a condição sócio-econômica dos estudantes, as psicopedagogas acentuaram a grande necessidade de seguir as adaptações metodológicas e acompanhamento psicopedagógico como alternativa para que o desenvolvimento dos alunos não fique em grande parte estagnado e comprometa fundamentalmente suas possibilidades de um desempenho escolar em níveis mais satisfatórios. A não submissão a nenhum tipo de tratamento, provavelmente resultará na cristalização das condutas por ora comprometidas.
Esta experiência com tais crianças dentro do seu ambiente escolar se revelou como uma atuação psicopedagógica simultaneamente institucional e clínica. Diante das possibilidades visualizadas com este tipo de trabalho é possível encerrar que tal recurso, se adotado pelas escolas da rede pública municipal, pode se revelar como importante adjuvante na dissolução do fracasso escolar.

REFERÊNCIAS
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DOCKRELL, J.; MCSHANE, J. Crianças com Dificuldades de Aprendizagem: uma abordagem cognitiva. trad. Andréa Negreda. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000. 208p.
GOULART, I. B. PIAGET: Experiências básicas para utilização pelo professor. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2001. 158p.
SMITH, C.; STRICK, L. Dificuldades de Aprendizagem de A a Z. trad. Dayse Baptista. Porto Alegre, Artmed, 2001. 332p.
VISCA, J. El diagnostico operatório en la practica psicopedagogica.2. ed. Buenos Aires, 1997a. 190p.
______.Técnicas Proyetivas psicopedagógicas. 3. ed. Buenos Aires, 1997b. 195p.
WEISS, M. L. L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 8. ed. Rio de Janeiro, DP&A, 2001. 189p.

Publicado em 22/08/2008


Risonete Lima de Almeida, Thaís Regianni Delavechia Bonfim - Risonete Lima de Almeida: Mestre em Letras – UFBA, Especialista em Psicopedagogia Escolar e Clínica – Centro de Estudos de Pós-Graduação Olga Mettig, Graduação em Letras – UFBA.
Thaís Regianni Delavechia Bonfim: Especialista em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental - UFBA, Especialista em Psicopedagogia Escolar e Clínica - Centro de Estudos de Pós-Graduação Olga Mettig, Graduação em Psicologia pela Fundação Mineira de Educação e Cultura.

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