Para imprimir este artigo sem cortes clique no ícone da impressora >>>
 

PAIS E FILHOS: O DILEMA DA CRIAÇÃO!

Sidcley Cavalcante da Silva

Parents and Sons: The dilemma of creation!

Resumo:
A família berço do ser, caracterizada como a primeira instituição de formação do individuo, vem passando por papeis de relações historicamente determinadas, num entrelaçamento, entre natureza e cultura, crenças e modelos de comportamento, oriundo de vários conflitos existentes no passado. O sentimento de medo e incerteza são constante nessas famílias, pois as respostas não são muitas vezes claras. Assim essa incerteza é presença cotidiana e os desafios se alteram em diferentes fases da vida dessas crianças. Frente aos aspectos particulares que envolviam o tipo de estudo proposto, a pesquisa bibliográfica foi à melhor opção, considerando a natureza do tema e sua configuração empírica. Trata-se de um estudo bibliográfico, numa abordagem qualitativa que se caracteriza como estudo do retrato familiar na formação de jovens cidadãos diante do dilema da criação. Situando as proposições dos Pais em relação com Filhos em seu contexto familiar. Deve-se entender que na perspectiva dos pais apresenta-se uma nova forma de analisar e, portanto, entender essas crianças e esses jovens, como pessoas pensantes e capazes, e não como as concepções de outrora. E que sua observação é reconhecida como importante ferramenta do estudo do comportamento social, enriquecendo e gerando outras vias de acesso às praticas educativas.
Palavras chave: família; filhos; formação.

Abstract:
The family is the being’s cradle. It’s characterized as the first individuals formation institute. It’s taking on roles of determined historic relations in an interlacement between nature and culture, beliefs and models of behavior deriving from conflicts in the past. The feelings of fear and uncertainty are in those families, because the answers are not so clear. In this way uncertainty is present day by day and these challenges move during different phases of these children. In Front of the private aspects that they were involved in this considered study purpose, the bibliographical research was the best choice, considering the nature of the subject and its empirical configuration. It’s a bibliographical study in a qualitative boarding that characterize itself as a familiar portrait in the formation of young citizens against Dilemma of creation, placing the parents proposals in relation to the kids in their familiar context. We shall understand that the parents perspective show a new way to analyze, therefore, understand these children and these youngsters, as able to think and not only throughout old concepts. The observations are recognized as an important tool of the study of the social behavior, producing other ways of access to the education practice.

Keys Words: Family, children, formation   

Introdução
O interesse pela presente pesquisa surgiu da inquietação enquanto profissional na área de educação, e visa aprofundar a temática sobre o relacionamento dos pais e filhos no seu contexto familiar e social.

Onde, as famílias vêm passando por grandes mudanças sociais e transformações significativas no decorrer dos anos, gerando tanto para os pais, quanto os filhos, um processo de transformação constante.

São poucas famílias que conseguem desenvolver junto aos filhos liberdade de conversar sobre determinados assuntos. Com isso presenciamos filhos que buscam várias alternativas de adquirirem conhecimentos fora de casa, de uma vez que os mesmos não são respondidos dentro da mesma.
Enfatiza Maldonado (2002, p. 15) que,

O relacionamento entre pais e filhos é bastante complexo e passa por muitas mudanças ao longo do tempo. A rede familiar, que , por sua vez, está inserida num contexto social e histórico, sofre influências várias; a conduta de um influi na do outro, num complexo sistema de trocas.

Essas transformações e as influências desse meio também podem ser observadas em outras circunstâncias. Beltrão nos afirma (1970, p. 13) que “...a família de ontem a dependência psicossociológica do filho se estendia além da maioridade e do matrimonio; na de hoje, observa-se uma precoce emancipação psicossociológica da prole.” Trazendo tanto consequências boas, quantos ruins. 
Observamos que as famílias precisam e devem ser o berço da vida desses indivíduos, tendo um papel importantíssimo nessa formação, um verdadeiro aprendizado focado na vida. Uma construção de conhecimento juntos; contudo, todo ser nasce com uma potencialidade e absorverá todas as experiências nos primeiros anos da vida e seguintes, que irão contribuir para formação de sua personalidade e sua identidade.
Podemos observar ainda que muitos problemas dos pais  em relação aos filhos, se dão quando seus filhos chegam no período da puberdade, entrando na adolescência. Como afirma Rubin & Kirkendall (1968, p.41), “a adolescência é um período de transição no desenvolvimento da personalidade”, e ainda nos afirma Tiba (2002, p. 85) “A adolescência pode ser comparada a etapa em que as árvores frutíferas dão frutos”. Na verdade o que estamos vivenciando é um período de “transição”. Existindo uma busca natural de conhecimentos para os filhos e para os pais.
Segundo Parolin (2003, p. 75), “na sociedade da informação e rapidez, o que é mais valorizado não é quanto uma pessoa sabe, mas a capacidade de saber transformar a informação em conhecimento”.
Enfim, para o desenvolvimento deste trabalho, foi usado uma metodologia que trata-se de um estudo bibliográfico e observasional, numa abordagem qualitativa que se caracteriza como estudo do retrato familiar na formação de jovens nos tempos atuais. A amostrar, foi Intencional, onde a população foi estudada, em situações particulares que oferecem informações igualmente particulares. Foi aplicado um levantamento observacional e um formulário de entrevistas elaborado com questões abertas contemplando tópicos sobre dados específicos. As informações serão organizadas, procedendo-se à discussão com a literatura pertinente. Seguindo as determinações das normas que regulamentam pesquisas em seres humanos através da Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (Ministério da Saúde, 1996).

Fundamentação Teórica
A família é caracterizada como primeiro grupo social, por onde serão desenvolvidos todos os meios de construção da identidade pessoal dos filhos. A Ela vem sendo formada, com mais confiança, respeito e autonomia diante dos parâmetros em que se situa.
Segundo Dault (2002, p. 121) nos afirma “cabe aos pais, tanto quanto possam, ou seja, necessário prover aos filhos abrigo e sustento”. Nessa preocupação que lhe são devidas, verificam-se, porém, muitas famílias desestruturadas no que diz respeito ao seu desenvolvimento, tanto psíquico, quanto emocional, dentre tantos outros fatores que são necessários para uma vivência saudável. E vivenciando neste contexto, a criança e o jovem aprendem a se relacionar e a desempenhar seu papel social.
Segundo Goode (1970, p. 171) “a mudança social ou familiar é moldada ou causada, principalmente, por algum fator primordial tal como raça, clima ou economia” Nessas condições, observarmos que as famílias sofrem influências sociais diversas, ou seja, um verdadeiro crescimento populacional com modernismo e globalização.
Na sociedade de modelo patriarcal, a autoridade dos pais era inquestionável. As fronteiras eram rígidas, e como consequência, as relações eram distanciadas. Pais e filhos se desconheciam como pessoas e construíam suas vidas distanciadas um dos outros, ignorando sonhos, ideais, mitos, medos e fraquezas. (PAROLIN, 2003, p. 7)
 
A sociedade de outrora, era comandada pelo “general” da casa (o pai), e os “soldados” (filhos) obedeciam. Tais situações eram as mais coerentes que os pais adotavam, porque tinham seus filhos a seus pés, dentro de seus limites e imposições.
Segundo afirma Morais (2004, p. 120),
Estamos em um momento da vida social em que, visivelmente, velhos valores desgastaram-se e já não nos servem, e ainda não temos novos que fortemente nos ampare em nosso viver cotidiano. È uma hora nebulosa de nossa situação.

Uma sociedade ditadora de regras, as famílias conflitando entre si e dentro dela mesma, adequando-se a novos costumes e buscando sobreviver. Esse era o modelo usado por muitos e muitos anos pelas famílias, que educavam seus filhos na base da ditadura e do medo. Uma educação voltada para o isolamento do conhecimento dessas crianças, que por muitas vezes ficavam perdidas e sem rumo.
A realidade hoje vivenciada parece ainda um pouco distante daquilo que poderia ser ideal, os adolescentes são a geração mais bem informada dos últimos anos, onde o que se quer é muito mais que vencer as dificuldades do dia-a-dia, é buscar a felicidade própria. Tiba afirma (2002, p. 57) que: “o principio educativo é que os filhos sejam pessoas felizes”.
Hoje os tempos mudaram, e novos costumes, rumos, percepções, novos horizontes e novas maneiras de relacionamento e criação dos filhos surgiram.  Segundo Babcock & Keepers (1976, p. 27), “os pais criavam os filhos para que seguissem suas pegadas, supondo que este procedimento seria o adequado para que eles funcionassem com sucesso”. Na atualidade torna-se totalmente lamentável e não coerente a maneira de criação dos filhos nos modelos das gerações anteriores, a nossa realidade situa-se num período de transformação e idealismo para ambas as partes.
Trata-se de um processo relacional de crescimento e amadurecimentos ímpar da vida do ser. Os pais estão aprendendo a serem pais com os filhos, e vice-versa. O homem está em seu meio social, e é resultado dele próprio. (BELLONI, 2001).
Faz-se necessário que exista uma liberdade, o direito de ir e vir, a reflexão do modo de pensar e agir, abrindo caminho para os questionamentos e aprendizado dos pais e filhos. Para Aratangy (2003, p. 19)“Liberdade também não é uma questão de ideologia com estado de espírito – é, antes de tudo, uma questão de competência para fazer escolhas”.
 Dault (2002, p. 95) nos afirma que a liberdade, “é a capacidade de dirigir sua vida com relativa autonomia”. Deixando-se ser guiado, pelo seu interior, com discernimento, buscando autocontrole, desvendando assim fronteiras e realizando conquistas, que lhe são naturais.
Enfatiza Zagury (1999, p. 34), que “é preciso que os pais estejam sintonizados com a época em que vivem, não parem no passado”. Assim, a idéia de repressão que existia no passado, forma um grande duelo de “titãs” com a idéia de liberdade hoje! Com isso causando tremendos transtornos na criação dos filhos. Todavia, os pais de hoje, foram os filhos de ontem! Vivenciaram sua realidade, e hoje se deparam com outras situações.
O período que compreendia os anos de 50 a 60; os pais proviam o sustento para a sua família, “um ditador de regras” pouco afetivo para com os filhos e esposa, criando seus filhos a partir de seus conhecimentos, gerando filhos oprimidos.
Nos anos de 70 a 80, os pais educavam seus filhos de uma maneira diferente, com afetividade, dando-lhes amor e liberdade para expor suas emoções e potencialidades, gerando filhos que tiveram muitos problemas e dificuldades para adaptar-se às normas e leis da sociedade, a geração “paz e amor” e dos cabelos longos, hair.
Enfim, os anos 90 a 2000, os pais encontram-se em um grande desafio na criação dos filhos, a geração objeto, herdeiros da crise da modernidade, e da era do consumismo e da ênfase do corpo.
Segundo Belloni (2001, p. 32),
A sociedade perpetua-se através de um amplo processo de transmissão de cultura o saber acumulado (a ciência e a técnica), os valores, as representações e as normas coletivas (as estruturas simbólicas) são apresentadas às crianças e adolescentes como imagens e modelos idealizados.

Trata-se de um confronto de gerações, que de um lado estão os pais, e do outro, os filhos. Onde todos estão passando por um período de transformações, formando e sendo formados. Entretanto, não se torna fácil para os pais que foram educados em outras épocas; hoje, absorverem todas essas novas informações.
Para, Babcock & Keepers (1977, p. 28) “a percepção e a compreensão dos traços valorizados em nossa cultura permite-nos uma avaliação de nós próprios e de nossas práticas de criação de filhos”.
Para, Parolin (2003, p. 14-15), “para educar um filho é necessário um investimento de trabalho corporal, de conversa, de valores, de dedicação, de dinheiro e de afeto” Ora, de um lado os pais com todas as suas qualidades, do outro, os filhos em sua busca incessante de conhecimento e descobertas.
Assim, Morais (2004, p. 97) afirma:
Tem a instituição familiar buscando uma nova identidade, um novo rosto em meio a tantos sofrimentos, sofrimentos que, sendo dessa instituição basilar, fazem contorcer-se em desconforto a sociedade humana ocidental como um todo.

As concepções aqui colocadas apresentam e trazem a discussão, vários tabus e mitos em sua representação de papéis (pais e filhos), numa profusão significativa, onde podemos afirmar que, “no interior da vida familiar as experiências são coletivas e os sucessos e os fracassos para todos compartilhados” (GLAT E DUQUE, 2003, p. 15).

A influência da mídia
Filmes, músicas, e tantos outros meios, vêm causando um turbilhão na cabeça dos jovens, que sofrem muitas influências. Assim a mídia em sua posição de destaque, em nível superior de poder, sendo formadora de novas filosofias, onde, todos os personagens envolvidos buscam uma incansável satisfação pessoal, a priorização do “eu”.
Fischer (2001, p. 28) afirma que,
Imagem é tudo – esse é o conselho que ouvimos todos os dias; é preciso não apenas ser, mas parecer ser; e se não pudermos ser, que nos esforcemos para parecer ser, e isto até pode bastar, porque cultivar a imagem (de si mesmo, de um produto, de uma idéia) mostra-se como algo tremendamente produtivo.

Por isso, os meios de comunicação estão evidenciando cada vez mais esta perspectiva, transmitindo por muitas vezes mensagens ocultas, de incentivo ao sexo, violência e até mesmo as drogas. São mensagens que passadas de maneira errada e prejudicial.
Segundo Morais (2004, p. 92), “Os meios de comunicação se constituem hoje em dia, e já há algumas décadas, numa dimensão do sentir, da existencialização do saber” O que hoje nos deparamos, contudo, são os meios de comunicação bombardeando os filhos com programas de má qualidade, músicas eróticas e de duplo sentido.
Segundo Babcock & Keepers (1977, p. 155), “As crianças aprendem com o que vêem, e com o que ouvem”. Tal afirmação nos remete a essa dimensão, sendo comum presenciarmos muitas pessoas que vivem em perspectiva dessas ou daquela novela, daquele filme; enfim, que dita comportamentos, atitudes, levando as crianças, jovens, e adultos a se identificarem com tais situações, buscando-as para si.
A mídia não é líder apenas na transmissão de conhecimentos e informações, valores, modos, etc. Belloni (2001) relata que a influência da mídia perpassa os limites da TV, do rádio, chegando ao seu propósito, que é a família. Cujo meio está cada vez mais sendo ampliado.
 Para Morais (2004, p.89), “porém, na medida em que os meios de comunicação de massa tornaram-se, ou foram percebidas, como funções economicamente exploráveis, tornaram-se, ideologicamente, a grande voz da sociedade produtiva e consumista”. Nestas circunstâncias, as informações que estão sendo passadas às vezes não agregam valores, sendo necessário aprender a criar novas relações e significados para o que se vê, ouve e sente.
 Como afirmam Ulla & Feilitzen (2002, p. 439),
[...] contudo, há a necessidade de orientar de forma apropriada o que as crianças já sabem sobre a mídia, de forma que elas possam desenvolver sua própria consciência critica daquilo que as mensagens da mídia estão tentando dizer, da informação que a mídia não está dando, ou está tentando esconder ou desviar.

Compreendendo o porquê das coisas, como tudo tem seu lugar no tempo e espaço, os jovens começam a perceber sua função no seio da sociedade, percebem-se amados, potencializando um convívio familiar regado a afetividade, carinho e amor.
Existe uma busca natural de crescimento e identidade tanto dos pais quanto dos filhos. Respeito, autonomia, cooperação, dentre tantos outros cuidados que precisam ser levados em consideração.
Segundo Morais (2004, p. 82), “quanto mais inquieta, violenta e de valores pobres uma sociedade, há de a sua mídia retratar-lhe a verdadeira condição”.  Atualmente, faz-se necessário que todos se coloquem nessa perspectiva, saindo do próprio eu, observando a realidade dos outros, e assim buscando desvendar os mistérios da vida.
Devido a grande influência da mídia hoje, a grande preocupação se dá com a “proteção” dos filhos, que sofrem muito nesse período de sua formação. Zagury (1999) cita que, proteger os filhos faz parte do cuidado dos pais, o problema se dá nos cuidados abusivos dessa criança e desses jovens, a super-proteção.
É natural que os pais se preocupem com o que os filhos estão assistindo na TV, com quem eles estão andando, suas rodas de amigos, quais os lugares que eles estão freqüentando. Porque “Amar os filhos é dar-lhes oportunidade de crescer, de ser grande de verdade, de pensar, de refletir, de se realizar”. (ibidem, p. 303).
Diante deste cenário, observa-se que na verdade os meios de comunicação acabam expressando um desejo, não mais de sociedade, mas de poder concentrado da mídia, ditando atitudes e ações no comportamento desses jovens.
Para Belloni (2001, p. 58), “O meio modela de tal modo todos os conteúdos a partir de uma matriz básica, que as mensagens só fazem repetir ininterruptamente o mesmo discurso fundamental à ideologia da sociedade do consumo.”
Assim essa afirmação nos remete a uma discussão do comportamento para ser trabalhada com os jovens, desde a sua fase de criança, no período da juventude, e até mesmo na fase adulta.
Parolin afirma (2003. p. 67-68) que:
Explicar para a criança e para o jovem o porquê das coisas, vivenciar o cotidiano com eles, recomeçar as explicações, e se, necessário, usar exemplos analógicos que habitam seu mundo, os ajudará a construir um código ético/moral, porém, não podemos esquecer que tanto a criança quanto o adolescente tem um poder de decisão que está limitado ao seu tempo de experiência, seu nível de responsabilidade, sua autonomia, sua maturidade cognitiva e emocional.

Nesta abordagem, é necessário usar uma metodologia que objetive ensinar e criticar, de maneira real, o que se vivencia no presente, sobre a TV, músicas e todos os assuntos dentro da sociedade de modo geral.
Sendo assim, estamos nos perguntando como seria a maneira mais adequada para tratar da educação dos filhos? Visto que todos estão mergulhados neste contexto, influenciados por todas as partes. Não se pode, em hipótese alguma, conformar-se com a real situação, mas ser inquieto no direcionamento da formação desse ser, ficando claro que os pais fizeram o melhor de si.

Considerações finais
O presente estudo teve como propósito analisar a dinâmica da relação dos filhos com os pais, de maneira geral, ao universo em que ele vive, estuda e em outras épocas. Levando em consideração as transformações radicais que as famílias vêm sofrendo, tanto no aspecto psicossocial, quanto no seu âmbito legal.
A sociedade atual se modificou, e isso é visível; existindo uma gama de valores incorretos, no que diz respeito à dignidade, ao caráter e respeito ao ser humano. Nesse contexto, a criação de filhos hoje se torna muito difícil, bem como conviver e dar lições de virtudes politicamente corretas.
Ao iniciar esse estudo, levantamos algumas hipóteses sobre a função importantíssima dos pais em relação à criação dos filhos, a família enquanto formadora e auxiliar a educação dos filhos, no processo de ensino e aprendizagem, que é chamada para participar ativamente dessa formação.
A família que é o berço do ser é o elemento que propiciará as condições favoráveis para um melhor desempenho desse indivíduo como pessoa. Não existindo uma formação específica, mas sim, sendo formados pela vida. Com altos e baixos, aprende-se a ser pai e mãe, e aprende-se a ser filho.
A visão pragmática de formar e ser formado, que tanto ou pais quanto os filhos vêm sofrendo, o fortalecimento da família é ponto fundamental, privilegiando as relações pessoais de cada indivíduo. Nessa formação relacionada com existência social, a compreensão da própria existência e realidade em que se insere, é extremamente importante, de modo a transformar os velhos conhecimentos.
Onde, diante da grande influência dos meios de comunicação, os verdadeiros ditames de conduta, substituem, ou mesmo delimitam a singularidade do trajeto de cada sujeito, o que levam os jovens a um empobrecimento radical de sua subjetividade. Cuja manutenção só é possível pela eliminação do desejo do posso “ter”, onde esses jovens são transformados em objetos de consumo.
Assim, é necessário dar exemplos certos, para apontar os verdadeiros autores da história, para que assim os filhos possam crescer com a certeza de um país melhor em todos os sentidos. Desta forma, organizarão seu mundo, entenderão seus pais e se constituirão pessoas.

Referencias Bibliográficas
ARATANGY, Lídia. Pais que educam filhos que educam pais. 1 ed. São Paulo: Celebris, 2003.  
BABCOCK, Dorothy; KEEPERS, Terry. Pais OK, filhos OK. Rio de Janeiro: Artenova, 1977.
BELONNI, Maria Luiza. O que é mídia – educação. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2001
BELTRÃO, Pedro. Sociologia da família contemporânea. Rio de Janeiro: Vozes, 1970
DAULT, Valter. Explica mais, meu filho! 2 ed. – Porto Alegre: Sulina, 2002. 
FISCHER, Rosa Maria Bueno. Televisão e educação, fluir e pensar a TV. Autêntica, Belo Horizonte, 2001   
GLAT, Rosana; DUQUE, Maria. Convivendo com filhos especiais: O olhar paterno. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2003. 
GOODE, William. A Família. São Paulo: Pioneira, 1970. 
MALDONADO, Maria. Comunicação entre pais e filhos: a linguagem do sentir. 26 ed. São Paulo: Saraiva, 2002. 
MORAIS, Regis de. Educação, mídia e meio-ambiente. Coleção educação em debate. Campinas. São Paulo. Alínea, 2004.
PAROLIN, Isabel. Pais educadores. é proibido proibir? Porto Alegre: Mediação, 2003.
RUBIN, Isadore; KIRKENDALL, Lester. (org) Sexo e adolescência: novas orientações para o ensino da juventude. São Paulo: Cultrix, 1968.
TIBA,  Icami. Quem ama educa! São Paulo: Gente, 2002.  
ULLA, Carlsson; FEILITZEN, Cecília Von (org). A criança e a mídia: imagem, educação, participação. São Paulo: Cortez, Brasília-DF. UNESCO, 2002.
ZAGURY, Tânia. Encurtando a adolescência. 1 ed. – Rio de Janeiro: Record, 1999.

Publicado em 03/04/2008 15:53:00


Sidcley Cavalcante da Silva - Biólogo; Professor Especialista em Ed. Especial; Pesquisador do Grupo de Pesquisas: Saúde Coletiva e Plantas Medicinais – CNPQ/UFPE ; Membro do Conselho Participativo Deliberativo da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil – Goiana/PE); Educador Projovem Urbano/PB; Parecerista da SECTMA –Secretária de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente/PE . Colunista do Jornal Flha da Mata. E ainda é Terapeuta Holístico (Reiki Master).

Dê sua opinião:

Clique aqui: Normas para Publicação de Artigos

Do mesmo autor(a):

artigos

.Formação continuada de professores no município de Goiana (PE): Um enfoque sobre a educação especial
.Proágua: Educação e Cidadania
.O desenvolvimento afetivo e social dos jovens surdos

opinião

.Sexo e sexualidade: prazer ou mercadoria?