Para imprimir este artigo sem cortes clique no ícone da impressora >>>
 

ADOLESCÊNCIA E SEXUALIDADE NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES DA PSICOPEDAGOGIA NA ABORDAGEM. DA TEMÁTICA NO ÂMBITO ESCOLAR

Juliana Keller Nogueira

Os dados e análises extraídos das fontes mencionadas que serão ressaltados nesse trabalho, foram levantados a partir de um Programa de Iniciação Científica PIC, efetuado na Universidade Estadual de Maringá, o qual participei no ano de 2004.

RESUMO
Pretende-se refletir sobre a importância dos meios de comunicação na sexualidade e educação dos adolescentes, ressaltando a importância da intervenção psicopedagógica para compreender o quanto esses meios são capazes de influenciar na sexualidade dos adolescentes repercutindo no seu comportamento no âmbito escolar. Busca-se entender como a escola pública vem trabalhando com esses jovens e o quanto a psicopedagogia pode contribuir dando subsídios críticos a esses para refletir sobre o trabalho intenso da mídia na imposição de valores em relação à sexualidade e ao comportamento dos jovens, que normalmente está relacionada com a venda de idéias e mercadoria. Como fontes da pesquisa foram escolhidas um volume da revista Capricho, juntamente com um episódio do Programa Malhação, amostras bem sucedidas mercadologicamente, junto ao público jovem. Tem-se como hipótese que neles encontraremos estereótipos de comportamento associados aos jovens.

PALAVRAS CHAVE: adolescentes, educação sexual, meios de comunicação, psicopedagogia.

Nota-se a importância do profissional que atua na educação estar refletindo sobre o comportamento e a sexualidade dos adolescentes, e o quanto os meios de comunicação propõem padrões, estereótipos a serem seguidos, os quais refletem no comportamento desses no ambiente escolar. Utilizaram-se como fonte do trabalho, além do diálogo com a bibliografia especializada, um volume da Revista Capricho (2004) e um episódio do Programa Malhação. A escolha por esses dois meios se deu por fazerem uma representação de adolescentes, utilizando uma forma escrita e principalmente as imagens e por serem produtos mercadológicos bem sucedidos. Busca-se ressaltar a importância da Psicopedagogia, no sentido de contribuir, por meio de estratégias, criando espaços de reflexão sobre a temática, possibilitando ao jovem uma tomada de consciência, ajudando dessa maneira a fazer escolhas mais coerente que os estimule a pensar em suas ações de forma crítica, pois se busca formar cidadãos críticos diante de uma sociedade que impõe padrões a serem seguidos. Observa-se que os adolescentes procuram corresponder à “moda”, a padrões de corpos esculpidos, o que acaba por gerar uma insatisfação da maioria e uma semelhança generalizada entre nós.

A sexualidade é tratada de forma banal influenciando no comportamento dos jovens e adolescentes. Os jovens sofrem a todo instante a influência da mídia com mensagens que vendem um dos produtos mais desejados: o sexo. A mercadoria está disponível na internet, no rádio, no sexo virtual, nos namoros eletrônicos, nos rádios, nas bancas de jornal e livrarias, gerando informações distorcidas e levando à prática desenfreada de impulsos e desejos. (SPITZNER, 2004, p. 74).

Pode-se perceber que a todo o momento as imagens carregadas de mensagens procuram seduzir as adolescentes ditando padrões de comportamento homogeneizando dessa maneira o imaginário social, promovendo uma perda na identidade do indivíduo proporcionando em contrapartida uma identificação com a identidade do sistema, ajudando a manter dessa forma a hegemonia dos interesses econômicos do mesmo. Procura-se refletir sobre os instrumentos que os meios de comunicação utilizam para seduzir e influenciar na sexualidade dos adolescentes, seu comportamento, buscando entender seus reflexos na vida escolar.
A intervenção psicopedagógica com relação à orientação sexual, no ambiente escolar é pertinente, pois pode contribuir com os adolescentes no sentido de dar apontamentos, abrindo discussões por meio de palestras, exibição e discussões de filmes específicos sobre a temática e mini-cursos, gerando reflexões entre os adolescentes, no sentido de levantar questões referentes à sexualidade desses ajudando a esclarecer dúvidas e conflitos de forma objetiva. O professor pode contribuir, de forma a levar esse adolescente a pensar sobre a questão da educação sexual, abrindo possibilidades de compreensão sobre seu posicionamento, enfatizando como esse jovem se identifica e constrói sua identidade, frente à imposição dos meios de comunicação.
Pretende-se entender como os meios de comunicação trabalham com o imaginário do público em especial o adolescente, influenciando no seu comportamento e sexualidade onde a escola deve trabalhar com a questão da sexualidade dos adolescentes, de modo a forjar instrumentos críticos capazes de contrapor o que está posto pela sociedade, estimulando o jovem a pensar em suas ações e leitura de mundo de forma crítica.
Procura-se dessa forma ressaltar a importância da Psicopedagogia no espaço escolar para transmitir por meio de intervenções e instrumentos críticos a esses jovens gerando novas visões que contrapõem as formas alienantes apresentadas pelos meios de comunicação o qual está inserido dentro da lógica do sistema capitalista. Vê-se nas duas fontes em análise, (Revista Capricho e Programa Malhação) possui representações de jovens que lançam mensagens a outros jovens que os vêem e lêem, não apenas com o discurso verbal, sobretudo, e o que mais interessa, com discursos imagéticos. O que se diz é quase um disfarce para mostra de corpos e atitudes.
Está presente também uma proposta de identidade juvenil, por um lado, pesa sobre os jovens a tarefa de lutar, criar, revolucionar. Por outro lado, tem-se um modelo de jovem trabalhado nos discursos publicitários que parece associar rebeldia e conformismo! Como propor mudanças seguindo estereótipos? Nota-se então um processo complexo que confronta expectativas associadas à adolescência.

Psicopedagogia e seu campo de atuação: rebuscando elementos históricos para reflexão
Para ressaltar sobre a importância da Psicopedagogia no campo escolar é necessário fazer um breve rebuscamento histórico, contextualizando e definindo-a por meio do referencial teórico levantado. De acordo com Yaegashi (1992), na tentativa de reverter a atual situação a qual se encontra o ensino no Brasil, nota-se a crescente expansão da Psicopedagogia que se preocupa com as dificuldades de aprendizagem, entendendo o ato de aprender a partir de uma multiplicidade de fatores. A autora também afirma que a Psicopedagogia surgiu com o objetivo de procurar uma compreensão mais integradora do processo de aprendizagem recorrendo dessa forma aos conhecimentos de várias áreas (Psicologia, Pedagogia, Sociologia, Antropologia, Lingüística, Neurologia, dentre outras), sem deixar de ressaltar o fato educativo em suas articulações sociais mais amplas.
A entrada da Psicopedagogia na escola estaria inicialmente referida à meta-aprendizagem, expandindo a todos os segmentos da escola: alunos, professores, técnicos e equipe de apoio possam refletir observar e buscar significado na própria aprendizagem e, na dos demais como afirma Weiss (1992). “Refletir sobre o “aprender geral” da escola, a busca do conhecimento, caracterizar como todos vivem o “aprender a aprender” na busca do conhecimento atualizado exigido no “aqui e agora” de nossa sociedade é a tarefa da psicopedagogia” (WEISS, 1992, p. 99).
A intervenção psicopedagógica no meio institucional (Escolar) pode contribuir no sentido de fornecer apontamentos e estratégias capazes de contribuir nos adolescentes e também ao próprio corpo docente a estar discutindo formas de pensar sobre o quanto os meios de comunicação persuadem e influenciam no comportamento e na sexualidade desses jovens.
Nos meios de comunicação vê-se a associação entre, beleza e felicidade a um determinado tipo de jovens, então o problema envolve um tipo de jovem e também valores associados à juventude. A hipótese é que os meios de comunicação naturalizam padrões de beleza e papéis associados aos adolescentes, por meio de discursos publicitários, persuasivos, que transformam o que envolve em mercadoria, procurando seduzir o público em especial os jovens por meio de imagens que são capazes de moldar comportamentos e idéias gerando uma homogeneização do imaginário social. A comunidade escolar dessa forma possui uma importante tarefa no sentido de possibilitar aos adolescentes uma tomada de consciência, pois sua forma de leitura de mundo se modifica alterando sua forma de pensar e agir, possibilitando uma visão de mundo mais crítica.

A conquista da comunidade escolar para uma reflexão crítica sobre o que a escola está produzindo é, ao mesmo tempo, uma tarefa técnica e política, na qual é fixada a importância de cada um na construção do conhecimento. Sem instrumentos de busca e construção do conhecimento, e sem o próprio conhecimento, nenhum brasileiro marcará sua posição na sociedade e atingirá o pleno exercício da cidadania (WEISS, 1992, p. 105).

A Psicopedagogia estuda a aprendizagem humana, e de acordo com Bossa (1994), o objeto de estudo da Psicopedagogia deve ter por base dois enfoques principais o preventivo e terapêutico. “Além do trabalho terapêutico ou clínico a Psicopedagogia passou a priorizar o trabalho preventivo” (BOSSA, 1994, p.10). È importante que o psicopedagogo atuante no espaço escolar trabalhe por meio de uma ação psicopedagógica que possibilite uma transformação na sua práxis. Como explica Scoz (1994), “esse termo (práxis) segundo Marx passa a significar uma atividade material, representando o próprio cerne do pensamento marxista enquanto filosofia que se propõe a transformar o mundo e não apenas a interpretá-lo” (SCOZ, 1994, p. 19).
A idéia de práxis baseia-se em entender o homem como ser criador capaz de transformar-se na medida em que interfere e transforma também o mundo pelo seu trabalho (ação material e social). Scoz (1994) ressalta que a psicopedagogia possui como propósito enquanto campo de atuação a idéia de práxis, no sentido da possibilidade de transformação, tendo como um dos meios o investimento na educação e formação de professores e alunos, promovendo uma construção na tomada de consciência com relação aos conflitos e desafios enfrentados para obter uma educação menos falhas e de melhor qualidade.
A ação Psicopedagogia deve promover no campo educacional meio capaz de proporcionar uma transformação no sentido de despertar no adolescente o desejo de questionar, refletir sobre o que está posto, aprendendo a fazer uma leitura de mundo mais crítica, podendo fazer dessa maneira escolhas mais consciente em detrimento do que lhe é imposto.
Transformação que se dê a partir da compreensão dos objetivos da Educação e da multiplicidade de fatores que envolvem o ato educativo, sem perder de vista a contribuição das várias ciências. Transformação gestada por educadores que refletem sobre seus próprios modelos de aprendizagem; reconhecem em si mesmos a angústia de conhecer e de desconhecer; recriam seus vínculos com os alunos e com o objeto do conhecimento. Transformação que parta do confronto com as próprias incertezas, conflitos e insatisfações latentes do sujeito e o leve a perceber que a onipotência e a impotência são duas faces da mesma moeda e que o saber não está apenas no aluno ou no professor, mas na relação, ou no meio desse caminho. (SCOZ, 1994, p. 22).

 
Psicopedagogia: refletindo sobre a influência dos meios de comunicação na sexualidade dos adolescentes
Cabe aos profissionais que atuam na educação de forma geral, considerar a importância da intervenção psicopedagógica no ambiente escolar, considerando também as relações existentes entre família, instituição escolar (considerando sempre estas inseridas dentro de uma sociedade e cultura) que se constituem como grupos de referencias, que influenciam de forma incisiva no comportamento desse adolescente. Para ressaltar a importância da psicopedagogia no que se refere a apontar formas de discutir e trabalhar a temática da sexualidade do adolescente na sociedade atual é necessário de antemão atentar para o conceito de adolescência hoje.

O conceito de adolescência foi se constituindo com base na reflexão humana sobre a singularidade desta etapa de passagem entre a infância e a adultícia. Período considerado muito importante para a construção do indivíduo tanto no aspecto individual como social, ressaltando nessa etapa sua vulnerabilidade e risco, como afirma Saito (2001). Bossa (1998) ressalta que para se compreender o processo de construção da identidade adolescente com seus lutos, depressões, psicopatica, reivindicação, luta, implica em considerar os aspectos biológicos, psicodinâmicos e sociais em permanente interação.
De acordo com Aberastury (1992), a atual sociedade capitalista com seus índices de violência e destruição não oferece garantias suficientes de sobrevivência ao adolescente, gerando dificuldades para o seu desprendimento. O adolescente, ao buscar seus ideais e de modelos para identificar-se, entra em contato com a violência e o poder e também os usa.
Faz-se necessário refletir sobre a importância e os significados dos meios de comunicação na contemporaneidade e sua influência na sexualidade dos adolescentes e sua repercussão no espaço escolar. Refletindo sobre os significados da presença massiva dos meios de comunicação em nossas vidas, juntamente com a sua influência na sexualidade dos adolescentes na sociedade contemporânea, buscando entender como a escola pública vem se posicionando frente à questão da influência da mídia na sexualidade dos jovens.
No intuito de analisar o posicionamento dos jovens diante da onda de modismos lançados pelos meios de comunicação busca-se entender como esses adolescentes se sentem em relação aos padrões estéticos estabelecidos pelos meios de comunicação. Tem-se a expectativa de que as fontes analisadas (Revista Capricho e Programa Malhação) evidenciarão estereótipos do público jovem em especial voltado para adolescentes, apresentados quanto à utilização de um vocabulário imagético de corpos e rostos bonitos como estratégia de persuasão.
Numa sociedade de classes, a ideologia da classe dominante busca conformar os homens à imutabilidade do sistema para garantir sua reprodução e preservação. E o papel mais saliente da ideologia é o de cristalizar as cisões da sociedade, fazendo-as passar por naturais. Acredita-se que um dos principais papéis atribuídos à escola está em esclarecer o que está implícito, ou seja, contribuir com o jovem apontando referenciais e abrindo discussões que possibilitem o desenvolvimento de uma leitura mais crítica de mundo (possibilidade de ler o que está nas entrelinhas, o que não está explícito). Espera-se adquirir instrumentos críticos que sirvam de contraponto aos discursos publicitários, de forma que não haja tanta contradição entre a educação sonhada e a educação vivida.
Para melhor compreensão quanto aos recursos utilizados pelos meios de comunicação para atrair o público jovem, foram selecionadas duas fontes de análise a Revista Capricho, e o Programa Malhação da Rede Globo por serem voltada ao público adolescente, capaz de influenciar um grande número de telespectadores que adotam certos padrões de comportamento transmitidos por esses meios. No episódio analisado, (Programa Malhação) datado em 10 de agosto 2004, o total de cenas correspondia há 23 minutos e 10 segundos, analisou-se o tempo de cada cena, propaganda e vinhetas de cada episódio, para comparar as informações com a Revista Capricho, observando suas diferenças e semelhanças, quanto às publicidades e quantidades de imagem existentes.
Quanto às propagandas estas duraram em média 5minutos e 15 segundos. Em porcentagem, 82,3% de cena (incluso as vinhetas, anúncio da próxima chamada) e 17,7% de publicidade com um total de minutos 29,4 minutos. Analisando estes dados percebe-se o quanto à publicidade é fator importante para o programa exibido, pois sua porcentagem é bastante relevante com relação ao tempo de cenas durante um programa.
Comparam-se as partes de publicidade do programa Malhação com a Revista Capricho nota-se grande semelhança, pois o publico que estes meios de comunicação procuram abarcar são da mesma faixa etária (adolescentes e jovens). Nas duas fontes observamos a utilização de corpos trabalhados, músculos a mostra e uma exaltação do ser jovem, ou melhor, um culto ao corpo e uma exploração da imagem feminina. Refletir sobre os mecanismos utilizados pelos meios de comunicação no ambiente escolar pode contribuir tanto para os professores como para os alunos, no sentido de abrir discussões e apontamentos críticos capazes de produzir uma leitura de mundo e sociedade mais critica, despertando o adolescente para uma tomada de consciência que o leve a ações mais autênticas e coerentes.
Pode-se destacar como parte importante desta etapa (adolescência) a estruturação da identidade sexual, ressaltando que os papéis de gênero masculino e feminino são os mais relevantes do ponto de vista sócio-cultural. “A vivência da sexualidade está voltada para a genitalidade, existindo a busca do outro, do amor idealizado, da realização afetiva, ainda imatura” (SAITO, 2001, p. 9).

Para compreender-se mais sobre o que é ser adolescente na sociedade atual, é necessário pensar nos aspectos que podem influenciar nesse processo. Um dos aspectos relevantes que exercem influencia nessa fase está relacionado ao tipo de cultura presente em cada sociedade, como menciona Saito (2001), “adolescer implica diretamente na apropriação de uma maneira de conduzir-se e isto é próprio de cada cultura” (SAITO, 2001, p. 10).
Tanto as jovens que são retratadas em Malhação quanto as jovens expostas na Revista Capricho são representadas por meio de um estereótipo, existem papéis diferentes associados a essas jovens, mas o fator comum é que tanto a jovem revolucionária quanto a rebelde segue um padrão de beleza.
Segundo dados da Revista Época, ressaltados por (MENDONÇA, 2004), relata que Malhação, a série teen, que está a quase 10 anos no ar vive uma de suas melhores fases, sendo que “em 2003, teve 29 pontos de média e 58% de “share” (porcentagem de aparelhos ligados na Globo no horário)”. A seleção de temas ligados à vida dos jovens retratados pelos personagens é um dos motivos de manter-se por esse período no ar. “Assuntos como AIDS, virgindade, drogas, pais separados, aborto, gravidez na adolescência ou uso de anabolizantes estão presentes no dia a dia da novelinha, o único programa da dramaturgia da emissora que não tem férias ou intervalos e vai trocando parte dos autores a cada nova fase”. (p. 116). No ano de 2004, o Programa Malhação chegou aos 34 pontos de audiência e 66%, cerca de 21 milhões de telespectadores.
Sabe-se que inexiste a neutralidade quanto às escolhas das imagens que a todo instante circundam a sociedade, assim os meios de comunicação se apropriam de conhecimentos capazes de atingir o público de forma a persuadi-lo. Segundo Campelo (1996) milhões de pessoas ficam hipnotizados frente ao “espelho eletrônico”, sendo que tudo na mídia pode ser visto como um produto a ser consumido de alguma maneira. Convém perceber que a padronização dos comportamentos do público jovem vem sendo ditada pela mídia, tanto no meio impresso como televisivo isso fica cada vez mais nítido observando como este jovem se comporta no seu núcleo social e em especial na sala de aula. Esta posta diante da sociedade que esta máquina que brinca com as emoções e fabricam, sonhos está cada vez mais indomável, pois estuda minuciosamente o seu público a fim de procurar satisfazer suas aspirações que muitas vezes são desejos e necessidades impostas de fora para dentro, criando ilusões, busca-se, portanto na compra do produto ou idéia a realização dos seus desejos.
A identificação entre os discursos dos meios de comunicação e certo ideal de jovem é fato, basta aferir a presença majoritária de personagens jovens nos anúncios publicitários, nos principais casais das novelas, nas capas das revistas, nas propagandas. É necessário que referenciais críticos sejam contrapostos ao discurso dominante dos meios de comunicação, para que não se tenha o modelo publicitário é a única alternativa.
Ressalta-se a importância que a família e a escola, como grupos de referencia podem influenciar de forma positiva na forma de comportamento do adolescente e da construção de sua identidade, interferindo em sua qualidade de vida. A família constitui-se como o primeiro grupo de referencia do ser humano, ambiente natural para o crescimento e reconhecimento do ser humano como tal. Entende-se que a história familiar do adolescente tem início antes da sua infância, na verdade durante a gravidez.
 
[...] a adolescência é uma fase singular da vida devido à ocorrência simultânea de um conjunto de mudanças evolutivas na maturação física, no ajustamento psicológico e nas relações sociais. A adolescência, em geral, também é considerada um período crítico no que se refere à sexualidade e envolve os aspectos biológicos, socioculturais e psicológicos do desenvolvimento (BOSSA, 1998, p. 227).

O fator de maior importância que o grupo familiar pode proporcionar (ainda que num modelo alternativo) está em desenvolver relações de compromisso e respeito levando a promoção do ser humano. “Famílias desestruturadas contribuem para o esgarçamento da personalidade tornando as pessoas frágeis e vulneráveis, podendo assim favorecer a inserção dos riscos” (SAITO, 2001, p. 11).
É importante que o ambiente familiar possa promover ao adolescente ensinamento tais como o uso da liberdade vinculado à responsabilidade, abrindo campo para a reflexão e discussões dos valores veiculados pela mídia, estabelecendo contornos explícitos de avaliação que ajudam na construção do indivíduo como sujeito e cidadão, como ressalta Saito (2001).
A escola institui-se também como um dos principais grupos de referencia importante na edificação do sujeito, constituindo-se como responsável pelo processo (sistematizado) educativo. A educação encontra-se incluída como um dos fatores culturais de um povo, recebendo influência das relações de poder vigente, sendo o espaço escolar considerado um campo contraditório, pois ao mesmo tempo em que é capaz de educar e construir, pode também marginalizar impondo a cultura dominante como única e ideal, por meio do currículo oculto. 
Nota-se que os problemas educacionais decorrem, por vezes, da forma pela qual a sociedade se organiza e se desenvolve, mas a Psicopedagogia entende que apesar de receber as determinações da sociedade, tem o poder de exercer sobre ela determinados influxos, contribuindo em seu processo de transformação com afirma Scoz (1994). “Assim pode-se dizer que fatores contextuais e culturais exercem importante influência na experiência dos adolescentes em diferentes grupos sociais dentro da mesma sociedade” (BOSSA, 1998, p. 228).
A análise das fontes ressaltadas no trabalho propõe uma reflexão sobre o discurso dos meios de comunicação e sua influência na sexualidade dos adolescentes, traçando dessa maneira um paralelo com o comportamento do adolescente na instituição escolar e como esta vem trabalhando com a questão na atualidade. Acredita-se que, da forma como se apresentam, os grandes meios de comunicação não estimulam a criatividade, ao contrário, estimulam a dependência mental e corporal do esquema de consumo. Ser diferente não vende produtos em série.

A indústria cultural vende Cultura. Para vendê-la, deve seduzir e agradar o consumidor. Para seduzi-lo e agrada-lo, não pode chocá-lo, provoca-lo, faze-lo pensar, faze-lo ter informações novas que o perturbem, mas deve devolve-lhe, como nova aparência, o que ele já sabe, já viu, já fez. A “média” é o senso comum cristalizado que a indústria cultural devolve com cara de coisa nova. (Chauí, 2002, p. 330)

O mesmo com aparência de novo, é o que se apresenta em boa parte da grande imprensa, como conseqüência, a juventude é um produto exposto e desejado. É necessário lembrar insistentemente daqueles que não conseguem identificar-se com os jovens da Revista Capricho, e das propagandas em geral, são marginais, desvalorizados pelos grandes meios de comunicação ou tratados como infratores, menores, especiais, destacado do acolhimento de grupo proporcionado a quem se enquadra. (Silva, 1999).
Nota-se que para falar em mídia e suas influências sobre os jovens torna-se indispensável falar sobre indústria cultural, fruto de uma sociedade capitalista industrializada, onde até mesmo a cultura é vista como produto a ser comercializado. Com seus produtos, a Indústria Cultural pratica o reforço das normas sociais, repetidas vezes até o esgotamento, sem discussão. Fabrica seus produtos com a finalidade de serem trocados por moeda, estimulando a passividade de um consumidor de produtos simplificados. Segundo Adorno (1990, p. 164), cada um desses produtos reflete o mecanismo econômico que domina o tempo do trabalho e o tempo do lazer. O consumo desses produtos pode levar à alienação, entendida como um processo no qual o indivíduo é levado a não meditar sobre si mesmo e sobre a totalidade do meio social a seu redor, transformando-o com isso em mero brinquedo e, afinal, em simples produto para alimentar o sistema que o envolve. O espaço escolar juntamente com os profissionais da educação, serve como um campo de referencia para os adolescentes, dessa forma pode estar contribuindo para a abertura de uma discussão capaz de gerar instrumentos críticos que reintegrem aos jovens consumidores o direito a ser leitor crítico, ativo, com capacidades desenvolvidas para aceitar ou não os discursos que lhe são impostos, de acordo com sua consciência.

Psicopedagogia alguns apontamentos: refletindo sobre a sexualidade dos adolescentes no âmbito escolar
A idéia que se tem sobre adolescência nos dias atuais, deve ser entendida como fruto das construções socialmente produzidas pelos homens diante das transformações sociais, culturais, ocorridas ao longo da história.
Apesar de no século XVIII aparecerem as primeiras tentativas de se definir a adolescência, foi somente no século XX que surgiu o adolescente moderno exprimindo uma pureza provisória, espontaneidade e alegria de viver. Esta fase da vida - a adolescência – tornou-se então um tema literário e uma preocupação dos moralistas e dos políticos. Começaram a surgir então, várias pesquisas para saber seriamente o que pensava, de que maneira agia, e o que sentia a juventude. (SPTIZNER, 2004, p. 79).
 
O período da adolescência se caracteriza por vários episódios de desequilíbrio e ruptura, num momento de constituição psíquica que somadas as exigências impostas ele pela complexidade da cultura a qual está inserido, constitui-se como uma verdadeira fase de crise. “A crise da adolescência expressa assim dois movimentos essenciais do sujeito: como metabolizar psiquicamente as mudanças do real do corpo, advindas da eclosão da sexualidade e como responder de outro lugar às exigências sociais” (BARONE, 1998, P. 194).
Ao refletir sobre a sexualidade dos adolescentes, essa deve ser pensada de forma ampla, pois ultrapassa as relações homem/ mulher, abrangendo questões relativas ao comportamento, atitudes, questão relacionada à identidade (semelhanças e afinidades), linguagem corporal, valores, conceitos, imagens, sentimento e o respeito pelo próprio corpo.
A sexualidade deve ser pensada dentro da sociedade a qual pertence, pois recebe influencias sociais, políticas, culturais socialmente construídas ao longo da história, cabendo a instituição escola abordar essa temática com muita seriedade, pois a sexualidade não deve ser abordada de forma apenas biológica, ou seja, como assunto restrito das ciências biológicas, enfocando apenas aspectos físicos e hábitos saudáveis. “O adolescente vive num ambiente sexualizado e os discursos sobre sexualidade entrelaçam todas as esferas da vida diária e apresentam-se confusos, apelativos, mistificadores e enquadradores” (SPTIZNER, 2004, p. 7).
Deve-se refletir sobre a maneira como vem sendo abordado a temática da sexualidade principalmente no meio escolar, onde se vê o reflexo das transformações contemporâneas, (sociedade tecnológica, complexa e contraditória) repercutirem no comportamento dos adolescentes no cotidiano escolar. “Entende-se que as relações sexuais são relações sociais construídas historicamente em determinadas estruturas, modelos e valores que dizem respeito a determinados interesses e épocas diferentes”. (SPITZNER, 2004, p. 10.)
Nota-se na atual sociedade a expansão do “sexo”, pelos meios de comunicação onde um dos principais público alvo são os adolescentes e jovens que se vêem bombardeados pela indústria cultural a qual procura massificar o individuo de forma a venderem seus produtos e idéias, apregoando estereótipos e padrões de beleza a serem seguidos, dificultando a emancipação e a formulação da identidade e do espírito crítico pelos jovens.

Los médios se prestan a la identificación, la imitación y el contagio emocional, em particular en el nino y el adolescente. Las figuras televisivas son narcisística y libidinalmente investidas, ya que satisfacen a menudo fantasías de êxito, omnipotencia y seguridad. Es este lazo así establecido com la imagem el que puede dar sustrato a la identificación. Los medios presentan también definiciones de lo prescripto y lo prohibido, lo indeseable y lo esperado, contribuyendo a modelar el yo ideal y el ideal del yo.Impulsan modelos estéticos y se convierten fácilmente em escuela de los modos del placer. (MARIA, 2003, p. 130).

No Brasil a preocupação com a educação sexual, começou no início do século XX, tendo grande influência das correntes médico-higienistas da Europa que divulgavam o combate à masturbação e às doenças venéreas, como também preparar a mulher para ser uma boa mãe e esposa.  Em 1928, foi aprovado no Congresso Nacional de Educadores o projeto de um programa de educação sexual nas escolas para crianças acima de onze anos, como ressalta Sptizner (2004). Além das dificuldades para a implantação da educação sexual nas escolas, essa educação recebeu ao longo das décadas grandes influencias tanto da igreja na década de 50, como na década de 60, período marcado por mudanças políticas radicais. Ocorreram uma série de tentativas para a implementação da educação sexual nas escolas, sendo algumas apenas que conseguiram implantar em seus currículos o programa de educação sexual.
Através de um aprendizado eficaz, continuado e sutil, a instituição imprime um ritmo, uma disposição física, uma postura nos sujeitos. Meninos e meninas, jovens, mulheres e homens aprendem e incorporam gestos, movimentos, habilidades e sentidos; simultaneamente, eles e elas respondem, reagem, acatam e rejeitam. (LOURO, 1999, p. 87).

Como ressalta Spitzner (2004), ocorreu no ano de 1978, na cidade de São Paulo o 1.o Congresso Nacional sobre Educação Sexual nas Escolas, inaugurando na década de 80, com as reivindicações as “Diretas já”, uma grande veiculação sobre a temática sexualidade tanto pelos meios impressos (revistas, artigos) como televisivos por meio do cinema, programas de televisão etc. Nesse período ocorrerá, portanto mudanças significativas no comportamento das pessoas, devido a contestação sobre rígidas tradições conservadoras e preconceituosas e tomadas de censura que se estabeleciam em conseqüência do momento político vivenciado até então. “Por tudo isso, a sexualidade é fortemente vigiada e censurada, na escola, em busca de garantir a “normalidade” (LOURO, 1999, p. 90)”. Foi no ano de 1989, que a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo,
sob a responsabilidade do professor Paulo Freire, implantou nas escolas de primeiro e segundo graus a orientação sexual. Além disso, preocupou-se com a formação dos professores que passavam por um curso inicial e de acompanhamento continuado em supervisão semanal. (SPITZNER, 2004, p. 115)

O Ministério de Educação e Cultura no ano de 1995 orientou na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’S), sendo que em 1997, propostos a todas as escolas do país, “incluindo como um dos temas transversais a Orientação Sexual, a ser abordada pelos professores de 1.o a 4.o série, permeando as demais disciplinas e, a partir da 5.o série, em um espaço específico como preconizam os (PCN’S)” (SPITZNER, 2004, p. 115).
Convém ressaltar de que maneira a escola vem trabalhando com a questão da orientação sexual dos jovens levando em questão as diretrizes dos PCNS (Parâmetros Curriculares Nacionais) que propõem tratar a questão de forma transversal (como responsabilidade de todos) e não de maneira específica. Deve-se pensar também na importância da área de psicopedagogia para o âmbito escolar, no sentido de subsidiar uma orientação sexual que não seja apenas mecânica e biológica, mas capaz de abordar essa questão de forma mais ampla abarcando a questão histórica, cultural, ética e política. “Envolvidos/as por inúmeros dispositivos e práticas, os sujeitos constituem suas identidades “escolarizadas”, nelas integrando as marcas que confirmam e produzem as diferenças e as hierarquias” (LOURO, 1999, p.88).
Busca-se refletir sobre as formas que a instituição escolar vem trabalhando sobre a sexualidade dos adolescentes, já que é considerada como ponto de referencia aos jovens, os quais estão inseridos dentro de uma sociedade capitalista a qual o “sexo” também se transforma num produto a ser comercializado, como podemos conferir lendo nas entrelinhas de algumas propagandas na tv.
Refletindo sobre os obstáculos enfrentados pela escola pública para fazer valer a implementação de uma orientação sexual, é de grande importância ter a participação de um psicopedagogo, profissional que obtenha condições de trabalhar sobre a temática de forma humana e com responsabilidade, que seja capaz de organizar um planejamento específico voltado para a temática da sexualidade. É importante ressaltar que:

Em cada período histórico e em cada cultura, algumas expressões do masculino e do feminino são dominantes e servem como referência ou modelo, mas isto não significa que devem ser tomadas como paradigmas. Pode-se pensar que há tantas maneiras de ser homem ou mulher quantas são as pessoas. Cada um, apesar dos estereótipos de gênero, tem o seu jeito próprio de viver e expressar sua sexualidade. Isso precisa ser entendido e respeitado pelas pessoas, principalmente as/os professoras/es. (BRAGA, 2007, p.217).

Seja pela promoção de filmes e debates, organização de mini-cursos, palestras e seminários, convidando profissionais da saúde juntamente com os docentes a fim de promover aos adolescentes e também aos professores maiores condições para o desenvolvimento de uma orientação educacional saudável, capaz de contrapor o que está “naturalizado” pelos meios de comunicação e também no próprio ambiente escolar. Pretende-se reconhecer como atuam essas mensagens produzidas para o consumo, como parte de um caminho de conhecimento e de autoconhecimento, em um contínuo trabalho de conquista da liberdade.

Conclusão
Ao refletir sobre a adolescência e a sexualidade nos meios de comunicação, deve-se pensar sobre a sociedade a qual pertencemos. Vive-se numa sociedade capitalista, a qual possui mecanismos ideológicos de controle capaz de influenciar e persuadir de forma incisiva no comportamento e na sexualidade dos adolescentes. Nota-se que os meios de comunicação em massa constituem-se como um desses instrumentos, exercendo uma forte influencia na construção do imaginário social.

A família juntamente com a escola serve como focos de referencia para o adolescente constituindo-se como elementos capazes de estimular a compreensão de mundo visto por um foco mais crítico e coerente, implicando em significativos referenciais que repercutirão na educação e formação dos jovens. Nota-se que a escola juntamente com a família possui papéis fundamentais para a promoção de uma educação e orientação sexual do adolescente podendo criar meios para os jovens conquistar sua autenticidade, por meio da busca de auto conhecimento adquirindo dessa maneira uma compreensão ampla de sua sexualidade tendo em vista a responsabilidade em suas ações.
No entanto é papel da escola abrir espaços para as discussões e reflexões em torno da educação sexual, procurando questionar e desmistificar os mecanismos de controle utilizados pelos meios de comunicação que ditam padrões de comportamento e estereótipos aos jovens, como analisados nas fontes (Revista Capricho, Programa Malhação). A escola apesar de ser um campo contraditório, pode permitir aos profissionais da educação uma reflexão, e questionamentos sobre o tipo de orientação sexual que a escola está trabalhando com os jovens, como ressalta Sptizner (2004), pois uma orientação sexual deve proporcionar ao adolescente uma experiência da sexualidade de forma responsável e consciente, por meio de um processo formal, sistematizado, planejado e intencional. Onde se acredita que a intervenção psicopedagógica na instituição escolar pode contribuir para essa realização.

Cabe ressaltar a importância da Psicopedagogia no que se refere à orientação sexual dentro do espaço escolar, pois esse campo de atuação abre possibilidades para a critica a sexualidade tradicional criando condições para fornecer instruções capazes de abranger os aspectos fisiológicos, culturais e sociais, dando condições aos adolescentes para uma tomada de consciência, libertando-os de preconceitos e dogmatismos tradicionais, apregoados pelos grupos hegemônicos existentes na sociedade capitalista.

REFERÊNCIAS
ABERASTURY, A. (1992). “O adolescente e a liberdade”, in Aberastury, A. e Knobel, M. (Comp.). Adolescência normal. Porto Alegre, Artes Médicas, 10 º. ed.
ADORNO, Theodor et al. A indústria cultural. Teoria da cultura de massa. 3a. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
BARONE; M. C; BARONE, K. C. Contribuições da psicanálise para a avaliação psicopedagógica do adolescente. In: OLIVEIRA; V. B. de; BOSSA, N. A. (Orgs.). Avaliação psicopedagógica do adolescente. Petrópolis: R. J: Vozes, 1998, [Cap. 8, p. 193-207].
BOSSA, Nádia A. O normal e o patológico na adolescência. In: OLIVEIRA; V. B. de; BOSSA, N. A. (Orgs.). Avaliação psicopedagógica do adolescente. Petrópolis: R. J: Vozes, 1998, [Cap. 9, p. 211-285].
BRAGA, E. R. M. A questão do gênero e da sexualidade na educação. In: RODRIGUES; E: ROSIN, S. M. (Orgs.). Infância e práticas educativas. Maringá: Eduem, 2007, [Cap. 18, p. 211-219].
CAMPELO, Cleide Riva. Caleidoscorpos: um estudo semiótico do corpo e seus códigos. São Paulo: Annablume, 1996.
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2002.
CURTY, Marlene Gonçalves; CRUZ, Ana Maria da Costa. Guia para apresentação de trabalhos acadêmicos, dissertação e teses. Maringá: Dental Press, 2001.
LOURO, G. L. O currículo e as diferenças sexuais e de gênero. In: COSTA, M. V. (Org.). O currículo nos limiares do contemporâneo. 2.o ed. Rio de Janeiro: DP&A, 1999, [Cap. 4, p. 85-92].
MARIA, Cristina Roja. Ser adolescente hoy. In: REVISTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOPEDAGOGIA. Nº. 62, v. 20, 2003, P. 128-135.
SAITO, Maria Ignez. Adolescência, cultura, vulnerabilidade e risco. A prevenção em questão. In: REVISTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOPEDAGOGIA. Nº. 57, v. 19, 2001, [p. 9-13].
SCOZ, J. L. Algumas considerações sobre a Práxis Psicopedagógica na Realidade Educacional Brasileira. In: A práxis psicopedagógica brasileira. São Paulo: ABPP, 1994, [p. 19-24].
SILVA, Ana Cristina Teodoro. Juventude de papel: representação juvenil na imprensa. Maringá: Eduem, 1999.
SPITZNER, Regina Henriqueta Lago. Sexualidade e adolescência: reflexões acerca da educação sexual na escola. Maringá, 2004. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Maringá.
YAEGASHI, Solange Franci Raimundo. O que é psicopedagogia? Apontamentos. Universidade Estadual de Maringá. EDUEM, 1992.
WEISS, Maria Lucia Lemme. Psicopedagogia institucional: controvérsias, possibilidades e limites. In: A prática psicopedagógica brasileira. São Paulo: ABPP, 1994. P. 93-106.
OUTRAS FONTES
REVISTA CAPRICHO. ed. n°. 946. São Paulo: Editora: Abril, 08/agosto/2004.
PROGRAMA MALHAÇÃO. Exibido em 10/08/2004.
MENDONÇA, Martha. Televisão. Juventude humanizada. Época. Editora Globo, São Paulo, nº. 335, out/2004. [p 116-117].

Publicado em 28/02/2008


Juliana Keller Nogueira - Aluna da Pós-Graduação “Lato Sensu” do Curso de Psicopedagogia Institucional e Clínica do Instituto Paranaense de Ensino Faculdade Maringá

Dê sua opinião:

Clique aqui: Normas para Publicação de Artigos